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Um ano novo, uma visão mais clara do broadcast?

por Susan Ashworth | Conteúdo TVTechnology

Em 2020, nos encontramos parte de um ecossistema de mídia que está sendo moldado por alguns fatores-chave – entre eles consolidação, readaptação e concorrência mais acirradas.

No entanto, apesar dos obstáculos à frente, o estado da indústria da mídia parece vívido e brilhante.

Otimismo

As tendências que moldarão o setor incluem a ampliação dos serviços de streaming, alianças entre empresas de conteúdo, redução de tamanho e consolidação entre fornecedores de tecnologia e adoção contínua de IP, IA, publicidade avançada e NextGen TV.

Tudo isso leva os analistas a dizer que a condição da indústria de mídia é favorável para cescimento. Não apenas a economia está forte, mas 2020 parece ser um ano notável para a publicidade política, que certamente será um boom para as empresas de mídia, de acordo com Mark Fratrik, economista-chefe e vice-presidente sênior dos Serviços de Consultoria da BIA.

Em 2020, aproximadamente U$ 6,58 bilhões serão gastos em publicidade política local, que será distribuída no ar, on-line, cabo, rádio e OTT – com a OTA chegando a U$ 3,07 bilhões ou 47% dessas receitas. Além da publicidade política, mais de U$ 1 bilhão será gasto em publicidade OTT ativada localmente e quase U$ 30 bilhões em publicidade móvel e social em 2020, de acordo com uma previsão da BIA.

Os analistas apontam para a implantação do ATSC 3.0 como a preferida da indústria, mas alertam que a tecnologia levará algum tempo para ser completamente entendida e consolidada. Ainda assim, o ATSC 3.0 é um farol para transmissão do futuro.

Impacto da Nuvem e do IP

Outras tecnologias também fizeram progressos significativos nos últimos 12 meses. O final de 2018 e início de 2019 foi um marco real para o armazenamento em nuvem.

Neste ano, o setor deve continuar voltando totalmente para as infraestruturas baseadas em IP. Houve mais investimento das emissoras em todas as instalações de produção baseadas em IP. No caso do Telemundo Deportes em Miami, por exemplo, ao renunciar a uma configuração tradicional de IDE, a emissora conseguiu investir em um sistema econômico para cobrir grandes eventos como a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2019 na França.

Esperava-se que o ano de 2019 fosse um ponto de inflexão importante na adoção de tecnologias baseadas em IP em todo o setor.

O ano de 2020 também dará início a um reaprendizado de como a tecnologia IP opera na indústria da mídia.

Novos players

As emissoras também estão enfrentando novos produtores, como podcasters, desenvolvedores de games e influenciadores da mídia que se tornaram concorrentes diretos das principais empresas de conteúdo.

Grande parte do futuro do setor de TV também estará na capacidade das emissoras em achar a integração e coordenação de anúncios de TV e OTT.

A indústria também deve enfrentar novos players fortes  no espaço de criação de conteúdo. Nos últimos anos, o setor assistiu a fusões significativas entre empresas deste setor, incluindo a fusão de 2019 da Viacom e da CBS Broadcasting, que resultou na criação da Viacom-CBS. Isso reuniu marcas conhecidas como CBS, MTV, Nickelodeon, Paramount e Showtime. Essa união ocorre após outras fusões significativas entre Disney e Fox, AT&T e Time-Warner, Comcast e Sky e Discovery and Scripps Network.