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SET Norte 2019: Como o OTT gera mudança no mercado de produção de conteúdo audiovisual

O último período do SET Norte 2019 teve início com o painel sobre OTT (Over The Top).

Marcelo Guerra, gerente de tecnologias em mídias digitais da TV Globo, foi o primeiro a se apresentar. Ele dividiu sua palestra em quatro tópicos: Transformação da indústria, novo consumidor, desafios e novos modelos e tecnologia.

Segundo Guerra, a transformação começa quando “a atenção é a nova moeda”. Qualquer plataforma que tira a tenção do usuário da sua, é concorrente.

Na sequência, Guerra apresentou a mudança no fluxo de produção. Antigamente, a ordem o caminho era produção de conteúdo, distribuição e consumo. Quando surge o OTT, ele se coloca em um primeiro momento como distribuidor. No entanto com o passar do tempo ele passa atuar também como produtores de conteúdo.

“Isso acontece por causa do omniconsumidores. Eles não querem pagar um pacote que ele não usa. Eles querem pagar um pacote customizado e de maneira barata, por isso o número de assinantes de TV por assinatura vem caindo e estima-se que o crescimento de assinantes de OTT no Brasil será de aproximadamente 40 milhões e meio de pessoas até 2022”, afirmou o executivo da Globo.

Para manter o omniconsumidor fiel, a aposta das empresas que tem plataformas de streaming é investir em conteúdo premium e original.

Dentre os principais desafios, é preciso fazer as pessoas assinarem os serviços e manter a fidelidade do usuário. As recomendações e personalização devem trazer para a vitrine os programas que o consumidor ama, mostrar o que ele pode gostar e evitar conteúdos que ele não suporta. Aliado a isso, produzir conteúdo exclusivo e dar destaque à cultura nacional.

Por fim, ele tratou de questões tecnológicas de transmissão.

Ilustração das infraestruturas de Broadcast e OTT | Créditos da Imagem: Marcelo Guerra

Tiago Cunha, gerente de projetos da SNews, falou dos desafios com foco nas emissoras de TV. Para ele, a demanda das emissoras é de pessoas com nova visão do que é televisão para produzir conteúdo muito rapidamente e parecido com a produção de conteúdo para youtube.

“As organizações cada vez mais confiam em startups para desenvolverem soluções de forma rápida, simples e barata. Como consequência, as áreas internas de TI das empresas estão perdendo espaço para facilitadores de inovação que atuam diretamente nas áreas de negócio das corporações”, afirmou Cunha.

O fundador da HXD Smart Solutions, Salustiano Fagundes, encerrou o painel. O empresário falou de como a as emissoras de televisão devem se preparar para o futuro próximo.

“Para se movimentar rumo ao futuro em um ambiente de intensa transformação digital, o setor de televisão precisa ir além da adoção de tecnologias que são essenciais para garantir a sua competitividade, como OTT, Big Data e Inteligência Artificial, é necessário conhecer seu público r ser verdadeiramente digital”, concluiu.