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EBU gerencia expectativas sobre 5G

O 5G tem sido considerado um remédio universal para todos os males dos atuais sistemas de comunicação. Contudo, um estudo recente da European Broadcasting Union (EBU) sugere que as redes 5G provavelmente não atingirão uma cobertura significativa antes de 2030.

A entidade conclui que as redes 5G não substituirão as infraestruturas de transmissão existentes. Ao contrário, é mais provável que elas se tornem complementares.

Esses resultados estão no artigo técnico Costs analysis of orchestrated 5G networks for broadcasting, do gerente de projetos da EBU Marcello Lombardo, publicado este mês no site da entidade.

A associação europeia aponta um cenário em que a televisão digital terrestre perderá gradualmente espaço em favor do 5G.

O relatório prevê ainda que o uso de múltiplas redes pode proporcionar maior cobertura, uso mais eficiente do espectro e benefícios para operadores e audiências.

Além disso, o estudo sugere que a cobertura para áreas rurais terá um grande impacto nos custos de implementação da tecnologia.

No entanto, o estudo considera apenas as redes 5G para a entrega unicast, descartando o multicast de eMBMS, observando que “o modo de transmissão móvel nunca foi totalmente implementado de forma significativa em uma escala grande o suficiente para ser considerado como uma alternativa viável”.

Consequentemente, o relatório conclui que o uso exclusivo de uma rede 5G para fornecer televisão custaria 60 vezes mais por pessoa do que uma rede tradicional de transmissão de televisão digital terrestre.

Embora o 5G permita a visualização em dispositivos móveis, é atualmente incerto até que ponto esse uso aumentará.

O relatório propõe que uma arquitetura de rede mista permitirá melhor eficiência do espectro, reduzirá os custos gerais da rede e oferecerá maior flexibilidade.

O estudo sugere que as emissoras devem se engajar com o ecossistema 5G para garantir que as plataformas tradicionais de transmissão sejam consideradas e incluídas na orquestração de rede que o 5G permitirá.

Para a distribuição de mídia em escala, a EBU acredita que as redes 5G não substituirão as infraestruturas de transmissão existentes. Custos, prováveis cronogramas de implantação, problemas de cobertura, limites de capacidade e modelos de negócios atuais simplesmente não contribuem para um argumento forte em apoio a esse cenário.

A EBU está pesquisando formas de integrar recursos de transmissão e orquestrar diversos tipos de infraestruturas para melhorar a experiência do usuário. Ela alerta que não há garantia de que tais tecnologias farão parte das normas técnicas ou de que podem ser encontrados modelos de negócios para atender aos requisitos de todas os interessados.

Embora existam diversas razões estratégicas para os radiodifusores se envolverem, colaborarem e informarem a inovação no espaço 5G, a EBU afirma que é importante moderar as expectativas.

Confira o artigo original (em inglês) aqui.

Baixe o arquivo técnico aqui.

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