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TREINAMENTO CONTINUADO É GARANTIA DE SUCESS

COMENTANDO
TREINAMENTO CONTINUADO É GARANTIA DE SUCESSO
Por Nelson Faria Junior*

Entre as diversas alterações que estão ocorrendo no cenário das organizações, muitas, indubitavelmente, estão atreladas ao crescente desenvolvimento da tecnologia e o ano de 2006 mostrou que a produção para televisão foi uma das áreas mais impactadas pela evolução tecnológica.
A tecnologia na área de produção é um processo a partir do qual o uso mais adequado das ferramentas e dos equipamentos disponíveis levam ao atendimento do desejo imediato do telespectador. E aí, nem sempre o mais caro é o melhor. Em 2006 a alta-definição se tornou uma realidade na produção, com acessibilidade crescente de seus custos. Tecnologia de baixo custo, como o HDV, corretamente utilizada, pode fornecer produções de qualidade para a linguagem artística demandada.
O início da transmissão digital no Brasil, neste ano de 2007, certamente trará oportunidades ímpares para os técnicos de Broadcasting, principalmente os que trabalham na área de produção.
Os equipamentos de captação, pós-produção, efeitos visuais, através da integração na operação em rede, possibilitarão maior qualidade e produtividade, mas exigirão também melhor qualificação de seus operadores. A contribuição artística desses operadores poderá ser um fator de diferenciação entre as emissoras e produtoras. É necessário também disseminar o conhecimento aos demais profissionais que serão diretamente impactados por esta nova tecnologia, como diretores, fotógrafos, operadores de vídeo, operadores de câmera, cenógrafos, figurinistas e maquiadores.
Para isso, é necessário o treinamento continuado, que exige, do treinando, desprendimento, humildade e disposição e, da parte das empresas, uma percepção de que treinamento também é investimento.

*Diretor de Engenharia de Produção da TV Globo

2007: OBSTINAÇÃO E LUTA NO ANO DO RADIODIFUSOR
Por João Braz Borges**

O ano de 2006 foi um dos melhores anos em termos de conquistas para o radiodifusor brasileiro: o padrão digital foi definido; o conhecimento tecnológico foi difundido através dos Seminários da SET em todas as cinco regiões brasileiras; e o Seminário Nacional da Instituição nunca foi tão prestigiado por engenheiros, técnicos, indústria, empresários do setor e representantes do MINICON e ANATEL, além do representante do BNDES.
Agora é não deixar a poeira baixar. Precisamos ajustar os balanços das empresas para o tão sonhado acesso ao financiamento da digitalização pelo BNDES.
O radiodifusor tem que se posicionar com relação ao Ministro Hélio Costa, antes que seja tarde, pois centenas de Projetos de Lei tramitam no Congresso e em todos eles o radiodifusor perde um pouco. Imagine não termos um Ministro de peso político e de relacionamento com nosso meio na nova Lei Geral de Telecomunicações, que ao meu ver teria que ser a nova Lei Geral de Comunicação Social, pelas naturais objeções que a Carta Magna nos impõe.
O ano de 2007 tem tudo para ser o melhor ano do radiodifusor. Vai depender apenas de nosso trabalho e gestão correta no meio decisório de nossa Pátria.
A televisão e o rádio abertos são uma conquista do povo brasileiro e não podemos perder esse sentimento nem por um instante. As fusões dos grandes da convergência digital acontecem a todo o instante e a ferramenta que temos são nossos canhões de comunicação aberta.
Vamos continuar a luta, porque ganhamos algumas batalhas em 2006, mas 2007 tem tudo para ser nosso ano histórico: depende de nós!
Reflitam!

**Diretor Geral de Operações da TV Anhanguera