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RF: preparação das emissoras de TV para simulcast

TELECOM
RF: preparação das emissoras de TV para simulcast
Preparação das emissoras de TV para simulcast foi o tema do painel que teve o comando de Dante Conti, Transtel/SET e a participação de José Ito, Nec; Ernie Mayberry, Dielectric Communications; Merrill Wiess, Merrill Weiss Group; Nick Wymant, RFS.
A linha de transmissores da NEC começou em 1997 com a família série 10 utilizando canal específico. O modelo 51 está usando o excitador da série DM3000, o canal também é livre como o anterior só que tem refrigeração líquida.
Existe também um transmissor com corretor digital adaptado que pode ser usado em vários transmissores, essa unidade vai dentro da unidade do excitador DM3000. A manutenção pode ser feita por períodos curtos sem equipamento de teste.
O excitador multiformato permite usar para analógico e digital da série 3000. Esse equipamento tem um processador digitalizado para OFDM e sinal de vídeo e áudio, amplificador de áudio separado ou comum. Pode ser utilizado tanto com áudio separado ou combinado com áudio e vídeo.
Ele usa o sintetizador para todos os canais de VHF ou UHF. Esse excitador é usado também nos sistemas analógico e digital para potências de alta e baixa. Ele converte diretamente toda a banda para o sinal de saída de RF.
Nos Estados Unidos, a transmissão é de alta potência. O resultado disso é que os sinais são mais fortes e há menos interferência entre as estações. Ao se reduzir a distância, reduz-se a área de interferência.TV por assinatura: redes de multiserviços
Moderado por Antônio João Filho, Vivax/ABTA/SET, o painel teve como objetivo abordar a evolução da banda larga dentro do ambiente de tecnologia a cabo e exemplificar modelos de plataformas digitais, que permitem que as redes de TV a cabo se tornem redes de multiserviços. As apresentações foram realizadas por Luiz Fernando Bourdot, da Vivax; Julio Freitas, da NET Serviços e José Luiz Frauendorf, da Neo Tec.
Luiz Fernando Bourdot mostrou que a introdução do padrão DOCSIS possibilitou aos operadores de TV a cabo uma vantagem competitiva muito grande, comparada às redes de provimento de multiserviços, pois estão agregando cada vez mais serviços ao seu portifólio, passando a oferecer serviços de telefonia, transmissão de TV, vídeo, dados e todo tipo de interatividade. Segundo Bourdot, o padrão DOCSIS facilita a evolução das operadoras de TV a cabo, com a vantagem de não ter que alterar a sua infra-estrutura de rede, já que a simples evolução dos terminais instalados nas localidades assinantes, permite o aumento da oferta de serviço, sem a necessidade de investir na estrutura de rede de distribuição.
A primeira versão que surgiu do DOCSIS 1.0 foi criada pensando no serviço de acesso à Internet e não contava com nenhum recurso de qualidade de serviço. Com a introdução da versão 1.1, surgiram diversos recursos de melhoria da qualidade de desempenho de transmissão sobre a rede e, também, a possibilidade de criar classes de serviços apropriadas para diversos tipos de aplicação. Com essa característica, outros serviços puderam ser configurados numa operação de cabo, como serviço dedicado, voicer, suporte a voicer e telefonia. As versões DOCSIS evoluíram no sentido de poder configurar serviços mais avançados, através da introdução de mecanismos no controle de qualidade e serviço e na possibilidade de trabalhar com velocidades cada vez maiores.
A experiência de implantação do serviço digital dentro de uma rede de TV a cabo foi demonstrada por Júlio Frei Dias, gerente de serviços da NET. De acordo com Júlio, a decisão de implementar o serviço analógico com o serviço digital foi muito difícil, principalmente pela questão de precisar liberar espaço dentro do espectro do cabo da freqüência das portadoras, para transmitir o serviço digital. No entanto, com ajuda de parceiros como a Open TV, a Thomson e a Nagras, que realizaram serviços de middleware, decoder e condition acess, respectivamente, a implementação foi possível por um baixo custo para a empresa e alta qualidade de serviços para o assinante, que passou a ter acesso a produtos como EPG e a comprar eventos e programas pela própria TV.
José Luiz Frauendorf, diretor executivo da Neo Tec, falou sobre o WiMax que, segundo ele, é a coqueluche do momento em termos de evolução tecnológica e lembrou a evolução da tecnologia, que está na terceira, indo para a quarta geração. A primeira geração é puramente analógica. A tecnologia LOS (Line Of Sight), onde se transmitiam os canais de televisão no mesmo sistema de modulação do VHF e UHF, apenas sendo transmitido numa faixa de freqüência superior. Na segunda geração, também com sistemas LOS, começaram a surgir as digitalizações, ainda com bit rate fixo, depois evoluiu para bit rate variável e a transmissão de dados passou a usar a tecnologia DOCSIS. E, finalmente, está surgindo a terceira geração com as tecnologias NLOS (Non Line Of Sight).
Na parte de vídeo, a evolução partiu do vídeo analógico para o vídeo digital MPEG2, evoluiu para MPEG4. Em 2005 já surgiram os primeiros set-top boxes com implementação MPEG4 e HDTV. Na parte de dados, a evolução fica por conta do lançamento dos primeiros equipamentos na versão WiMax fixa, mas espera-se, para 2006 ou 2007, a versão móvel do WiMax.
O WiMax tem capacidade de transmissão de 70 a 96 Mbps, pois possui uma tecnologia especial que permite essa quantidade de transmissão de informação e eficiência espectral de 3 a 4 bits, ou seja, numa mesma banda é possível colocar mais informação, com uma infra-estrutura muito mais barata. Além disso, possui equipamentos que estão sendo homologados para entrarem em operação comercial ainda este ano, como é o caso das CPEs e os modems fixos. Em 2006, espera-se o lançamento do PROFELI, cujas especificações estão sendo finalizadas, a fim de unir as especificações da versão móvel e da versão fixa, para aplicações em residências, aplicações externas e, eventualmente, aplicações em carros.