• PT
  • EN
  • ES

Nova versão da Rede de Intercâmbio de Televisão Universitária

A Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU) lançou uma nova versão da Rede de Intercâmbio de Televisão Universitária (RITU). O objetivo é auxiliar as afiliadas na elaboração de uma grade de programação diversificada por meio do intercâmbio de conteúdo.

 

Por Fernando Moura

COPA DO MUNDO

Segundo informou a ABTU, inicialmente o acervo conta com aproximadamente 70 horas de material, que foram convertidos para um formato de compressão digital que mantivesse a qualidade e permitisse às afiliadas de todo o Brasil acessar e colaborar com a subida de suas produções dentro de padrões definidos em um manual técnico da Rede e do Manual Prático de Direitos Autorais, produzido pela ABTU em parceria com o Canal Universitário de São Paulo.- CNU.

A RITU funciona através de um servidor central disponibilizado pela RNP que esta interconectado com uma serie de computadores espalhados nas diversas universidades que fazem parte do projeto via Internet. A RITU criada em parceria com a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) pretende, desde sua criação, ser o motor da criação de uma grade nacional de programação compartilhada entre

televisões universitárias no país. “Durante anos focamos nossas expectativas na tecnologia e sempre esbarramos na questão de banda disponível, pois temos afiliadas em todo o Brasil com realidades diferentes. Nesta nova etapa, focamos no conteúdo e em uma tecnologia simplificada que vai alavancar a distribuição de conteúdo entre as TV´s Universitárias”, explicou a Revista da SET o presidente da ABTU, Fernando Moreira. Para Moreira, “o sistema é um modelo bastante simples de repositório baseado em FTP, portanto uma solução antiquada para uma questão tecnológica atual. Neste novo universo de MAM, DAM, demos um passo atrás para poder avançar”. Para desenvolver o projeto, “criamos uma ferramenta junto a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e a Dynavideo. Aí nos deparamos sempre com os clássicos problemas de investimento em infraestrutura, suporte e manutenção, além das restrições de banda inerentes a nossa realidade de várias afiliadas em todo o Brasil, que não tem acesso a RNP, como isso deixamos de lado nosso foco de garantir a entrega de conteúdo e intercâmbio,” explicou.

Forma de identificação adotada pela ABTU para o compartilhamento de conteúdos na RITU.

Assim, enquanto a plataforma desenvolvida pela RNP/(Lavid)UFPB e Dynavideo, e “hoje utilizada pela Rede EBC, segue em uso e desenvolvimento, seguimos com a ideia de um repositório central e que mais tarde poderá ser incorporado a um nó dessa plataforma, operado dentro da Universidade de São Paulo (USP). Em poucas palavras é isso, um momento em que menos tecnologia está dando espaço a nosso objetivo principal que é dar acesso às afiliadas de todo o Brasil ao conteúdo de intercâmbio”, afirma o responsável da ABTU.
Outra das preocupações da Associação, fundada em 30 de outubro de 2000 para congregar as Instituições de Ensino Superior (IES) que produzem televisão educativa e cultural, são os direitos autorais das obrase a geração dos metadados, para garantir a qualificação do acervo. Para isso foi feito o lançamento de um Manual Prático de Direitos Autorais e está em desenvolvimento um Manual de Prático de Metadados que será lançado em breve.

Para o presidente da ABTU, Fernando Moreira o programa “Tome Ciência”, produzido pelo jornalista André Motta Lima, é um dos novos exitos do projeto sendo exibido em 27 emissoras, entre universitárias, educativas e legislativa.

Para o presidente da ABTU, Fernando Moreira o programa “Tome Ciência”, produzido pelo jornalista André Motta Lima, é um dos novos exitos do projeto sendo exibido em 27 emissoras, entre universitárias, educativas e legislativa.

O RITU-FTP
O sistema de simples acesso funciona por FTP, e para isso, a ABTU criou uma serie de normas técnicas denominadas RITU-FTP que determinam os parâmetros técnicos de uma produção com qualidade broadcast e devem orientar todo o processo de produção, da captação de áudio e vídeo e da geração do arquivo para disponibilização na RITU. Os padrões adotados são baseados em normas internacionais e brasileiras e na legislação brasileira.
Assim, os materiais disponibilizados podem ser enviados pelos parceiros do projeto em formato de tela 4 x 3 (Padrão) ou 16 x 9 (Widescreen), com compressão: H.264. Se forem arquivos SD, terá que ser através de codificador de vídeo: H.264 com um formato de vídeo 525 linhas; uma resolução de vídeo: 720×486; um formato de tela: 4×3 ou 16×9; um frame rate: 29,97fps (Drop Frame); e um codificador de áudio: PCM. Se for um arquivo HD, terá de ter uma resolução de vídeo de 1920x1080i ou 1280x720p; um formato de tela: 16×9; um frame rate: 29,97fps (Drop Frame); e um codificador de áudio: 16 bit PCM Audio (AC3) ONLY/Sample Rate 48000 Hz.
Ricardo Borges, coordenador de programação da UnBTV da Universidade de Brasilia (UnB) explicou que já experimentou o sistema e esta funcionando favoravelmente. “Conseguimos baixar alguns vídeos da Rede RITU, mas ainda não estamos utilizando o acervo. No momento, estamos em fase de reformulação de nossa grade de Programação. Assim, em breve definiremos horários para exibir programas como o Tome Ciência. Acreditamos que os vídeos irão enriquecer a nossa programação, com conteúdos de caráter educativo e relevantes”.
www.abtu.org.br
Fernando Moura
Redação Revista da SET
fernando.moura@set.org.br