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Migração das rádios AM para FM

Nº 146 – Out/Nov 2014

por Fernando Moura e Lucas Esteves

REPORTAGEM

Temática surgiu da parceria entre a SET e a AESP para a realização do 1º Fórum SET/AESP de Comunicação no marco do Congresso SET 2014

AA palestra “Migração AM, implantação e faixa estendida”, moderada por Eduardo Cappa (SET/EMC) surgiu da necessidade de se discutir a regulamentação e como operacionacionalizar o fim as rádios locais de Onda Média – mais conhecidas como rádios AM – e a migração para a Frequência Modulada (FM).
Nesse sentido, Denize Menezes de Oliveira, diretora de Outorga de Serviços de Comunicação (DEOC) do Ministério das Comunicações, abriu a discussão apresentando o cenário da legislação sobre esse procedimento, além de números de requerimentos de mudança para a FM de rádios AM. Segundo os dados levantados pelo Ministério, das 1781 rádios AM outorgadas no Brasil, 1386 (77,82%) fizeram pedido para migração para FM. “Diante disso, nós verificamos o grande interesse das rádios pela frequência modulada, até mesmo para melhorar a qualidade de sua transmissão”, aponta Denize.
Seguindo a apresentação de Denize, José Mauro Ávila, da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo), falou sobre aspectos técnicos da migração da faixa AM para a FM. Essa alteração exige mudanças desde antenas e transmissores, até da produção do conteúdo para o rádio, através da utilização de links, por exemplo.
Em um terceiro momento, Eduardo Cappa, moderador da mesa, e Jonathan Corkey, da Shiverly Labs, fizeram apresentações convergentes sobre a utilização de frequência modulada estendida nesse processo. Corkey se focou no processo de desenvolvimento e fabricação de antenas para FM estendida realizado pela Shiverly Labs, enquanto Cappa apresentou os resultados de testes realizados na Jovem Pan FM, que já instalou uma dessas antenas e que entrará em funcionamento em breve.
Para fechar a discussão, André Cintra (SET/ALUC), apresentou os estudos preliminares de viabilidade técnica realizados pela Anatel para esta transição e referiu que “não pode haver uma migração de uma AM em um município se não são todas as incluídas no município que migram para FM”, e que um dos grandes desafios é “excluir os canais vagos e de reserva do plano FM. Ainda temos de ter cuidado com o canal 6 de TV e RADCOM (rádios comunitárias) porque falta definir se serão deixadas onde estão ou serão migradas”

A sessão debateu a absorção do conteúdo das emissoras de Onda Média, por novas estações em Frequência Modulada, incluindo a faixa estendida FM, de 76 a 88 MHz

Para Cintra um dos maiores gargalos da migração da AM para FM serão os canais disponíveis para produzir esta migração, já que alguns estados da União não têm como migrar os canais porque não há espaço para isso.