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Congresso SET aumenta o potencial das empresas para fazer negócios

COBERTURA CONGRESSO SET 2012

Por Gilmara Gelinski

As palestras do Congresso SET 2012 mostraram a evolução das tecnologias que estão sendo aplicadas no setor de radiodifusão. Segundo Liliana Nakonechnyj, diretora internacional da SET, o Congresso SET 2012 apresentou um conteúdo riquíssimo. As palestras abordaram toda a cadeia produtiva das mídias eletrônicas, desde a captação até a distribuição de conteúdo audiovisual. A SET, preocupada com a rápida evolução tecnológica, mostrou o que está acontecendo em outros países. “As telas de TVs cada vez maiores e projetores com mais brilho necessitam cada vez mais de maior qualidade de imagem. Enquanto que no Japão está em desenvolvimento a produção em 8k, também conhecido como Ultra HDTV, com qualidade 16 vezes maior que o HDTV, aqui no Brasil, as produções são feitas com câmeras 4k, de resolução quatro vezes maior do que o HDTV”.

A SET também aproveitou o momento para mostrar os estudos que a entidade está fazendo com os grupos de trabalhos. Recentemente, concluído os estudos sobre Loudness e Canalização, ambos apresentados em sessões que contaram com a presença de representantes do governo, cada vez mais presente no evento. “O Congresso é um meio de o governo se aproximar ainda mais da radiodifusão e mostrar o que estamos fazendo pelo setor. É obrigação do governo dar ao setor uma resposta em tempo razoável e é por isso que há 18 meses estamos fazendo grandes mudanças. Em 2011, por exemplo, nós começamos com 47 mil processos para analisar e vamos terminar 2012 com 21 mil processos. Essa mudança cultural teve o apoio inestimável da SET, pois sempre que precisamos de um parecer, a SET estava presente para nos ajudar a tomar decisões, que tecnicamente o governo não tinha certeza se eram ou não viáveis”, afirmou o secretário de serviço de comunicação eletrônica, Genildo Lins de Albuquerque Neto.

Para o presidente da Abert, Daniel Slavieiro, para os próximos meses o grande desafio é a discussão da faixa de 700 MHz. “Nós reconhecemos a relevância para o país e entendemos que existe um movimento internacional e uma disposição de política pública por parte do governo de massificar o uso da internet e banda larga, mas isso não pode acontecer, sob hipótese alguma, em prejuízo da radiodifusão livre, aberta e gratuita, seja ela no analógica ou digital. Agora mais do que nunca, os estudos realizados pela SET são muito importantes porque embasam nossos trabalhos institucionais em Brasília e apontam uma margem de discussão quando acontecer o switch off pelo espaço e remanejamento dos canais”.

Para a conselheira da Anatel, Emilia Maria Silva Ribeiro, o evento da SET e os engenheiros do setor são os que vão acompanhar a evolução tecnológica e mostrar para todos os setores de comunicação do nosso país as possibilidades existentes nos mercados nacional e internacional. “Os produtores de conteúdo são muito importantes e eu quero parabenizar a SET pelo brilhante trabalho que desempenha e pela dedicação. A Anatel vem trabalhando para melhorar cada vez mais sua interação com o setor de radiodifusão e a SET tem nos ajudado nesta empreitada”.

“A Agência tem trabalhado por esta integração, e nós estamos investindo fortemente em Tecnologia da Informação. Para o próximo ano é previsto o investimento de R$ 100 milhões para atender também ao setor da radiodifusão. Hoje nós não sabemos quantas estações existem no setor, não temos ainda o expertise para lidar com a radiodifusão e precisamos ter, por isso estamos nos organizando para receber o setor da radiodifusão como parceiros”, afirmou a conselheira.

Para o diretor do SBT, Roberto Franco, a SET é uma das entidades que mais trabalhou, se dedicou e influenciou na escolha do sistema do padrão digital brasileiro. “Ela é protagonista de toda definição e discussão do sistema, ela é uma das indutoras do Fórum. A contribuição da SET é relevante e indispensável para as questões relativas a tecnologia de televisão. Hoje, nós chegamos a atingir 453 cidades que possuem o sinal digital, são mais de 90 milhões de brasileiros com acesso ao sinal digital, um pouco mais do que os 47% da população. Porém, os 53% que faltam serão mais difíceis, pois o processo de digitalização à medida que vai avançando vai se tornando mais difícil”. Roberto pediu a todos os profissionais que continuem trabalhando fortemente para que o sinal digital chegue a 100% de cobertura.

Painéis em destaques
Em quatro dias mais de 1200 pessoas puderam escolher entre 50 palestras, workshops e estandes com produtos inovadores. Assim como no ano passado, o governo esteve presente em várias sessões. Foi uma oportunidade dos congressistas tirarem suas dúvidas e coletarem informações sobre o futuro da radiodifusão no Brasil. Foi durante a cerimônia de abertura, que Roberto Franco, do Fórum ISDBT, e Genildo Lins, do Minicom, deram a notícia de que o apagão analógico será antecipado e os trabalhos estão previstos para 2015.

De acordo com a expresidente da SET, Liliana Nakonechnyj, a lista de desafios relacionados a questão do espectro não é pequena. A SET tem trabalhado muito e se empenhado para tratar todos os temas ligados a radiodifusão com responsabilidade. Os painéis sobre Loudness e Canalização mostraram como a entidade trabalhou e auxiliou o governo nestas questões.

O tema Loudness foi objeto de sessão especial para explicar o regulamento recentemente publicado. O painel “Áudio Loudness” moderado por Alexandre Sano, vice-diretor de tecnologia da SET, mostrou os critérios técnicos, metodologias, prazos de implementações e sanções estabelecidas pela regulamentação da Lei no 10.222/2001. A SET entende que os peritos precisam se preparar para participar dos grupos de trabalho que o Ministério das Comunicações estabelecer para colocar o regulamento em prática nas estações de rádio e TV de todo os país. Entre os palestrantes estavam Almir Pollig, do Minicom, Eduardo Cappia, da EMC Projetos, Luiz Fausto, da TV Globo, e Raphael Souza, da Anatel.

Moderado por Fernando Ferreira, diretor da regional Sul da SET, o painel – “TVD: Switch off no Brasil. O que teremos até o desligamento da TV analógica” – contou com a apresentação dos consultores Tereza Mondino e André Cintra sobre os estudos de canalização realizados no estado de São Paulo. Tereza começou o painel falando sobre como identificar o dividendo digital, que é a parte do espectro disponível após o switch off analógico. A indústria de Telecom pretende ter uma fatia da faixa, que vai dos canais 52 ao 69, para o serviço móvel de banda larga. E as perguntas lançadas no debate foram: Se isso é possível? Se o dividendo digital será deste tamanho, onde ele será e em quais as condições?

“Nós temos um plano de TV digital, que é de transição, feito na condição de proteger todos os canais analógicos. Em áreas de grande congestionamento do espectro, nós tivemos que fazer muitas alterações dos próprios canais analógicos para abrir espaço para viabilizar os canais digitais, entrando em lugares onde o espectro era menos congestionado. No estudo, nós pegamos uma primeira amostragem considerando a área mais crítica, que é o interior do estado de São Paulo”, explica a consultora Tereza Mondino. Segundo o consultor André Cintra, foram estudadas 186 estações de diversas emissoras e 56 estações independentes, totalizando 242 estações avaliadas sob os aspectos de cobertura e interferência. O estudo foi feito nas cidades de maior complexidade: Campinas, São José do Rio Preto, Sorocaba, Bauru e Ribeirão Preto. O estudo completo sobre canalização está disponível no site da SET.

Para a diretora de outorga da secretaria de serviço de comunicação eletrônica, Patricia Ávila, o momento é delicado, pois existem questões pertinentes à TV digital e ao espectro limitado, por isso o governo não pode dar outorgas para todos e nem fechar as portas. “Nós temos um planejamento de outorgas e temos um trabalho de organização dos processos que já estavam no governo. No plano de transição da TV digital o switch off está previsto para começar em 2015 e o desligamento parcial até 2016 na faixa de 700 MHz”. O Congresso SET aconteceu na sequência das Olimpíadas e cases não faltaram para serem exibidos nos painéis do congresso, entre eles, o painel “Esporte – Olimpíadas 2012 Londres e 2016 Brasil” moderado pela diretora editorial da SET, Valderez Donzelli. Os palestrantes falaram sobre suas ações na transmissão das Olimpíadas de Londres, entre eles, o diretor Fernando Roncarati, da Globosat, que mostrou a experiência da SportTV na transmissão dos jogos Olímpicos de 2012. Para ele uma das coisas importantes nesta transmissão, feita em conjunto, foi o planejamento de recepção, decupagem, armazenamento e transmissão do evento, o desenvolvimento e o treinamento da equipe para que ela possa atender e entender as demandas rapidamente. O diretor da TV Record, José Marcelo, compartilhou da mesma opinião de Roncarati e afirmou que o planejamento é tudo para fazer um evento como este. A emissora começou um projeto totalmente novo para Londres começando pela infraestrutura tecnológica. “Nós levamos 35 toneladas de equipamentos e 350 profissionais”. Participaram também do painel os engenheiros Richard Bainbridge, da Sideshow Broadcast, e Takayuki Ito, da NHK, e Werner Michels, do Terra.

Distribuído em dois dias, o painel do Seminário Acadêmico este ano contou com uma novidade: Pela primeira vez a revista Radiodifusão foi publicada paralelamente ao Congresso da SET. Valderez comemorou o feito que é uma conquista muito importante para SET e para os alunos. Na revista são publicados os anais do Congresso 2012, que totalizam quatorze trabalhos. Para Fred Rehme, vice-diretor de ensino, a publicação dos artigos durante o Congresso valoriza ainda mais os Acadêmicos Científicos do próximo ano porque dará mais credibilidade. A comunidade acadêmica precisa desse incentivo e nós precisamos dela. Fred explica que “a ferramenta Jems foi fundamental para a publicação da revista rapidamente, pois ela permite fechar o paper com mais antecedência em relação ao congresso, assim, conseguimos fazer a verificação, pedir correção e cumprir todas as etapas prévias da apresentação”.

Para Carlos Nazareth, moderador do primeiro módulo do Acadêmico Científico, este ano foi perceptível a parceira entre academia, emissora e indústria, nos trabalhos apresentados. “Eu acredito que começou o que achávamos estar distante, mas nós vimos que não, a parceria da academia com os outros mundos está acontecendo”. Outro ponto importante é a publicação da Revista Radiodifusão, paralelamente ao Congresso. Este fato abre uma porta de incentivo e nós esperamos que isto seja uma prática para podermos oferecer aos participantes a oportunidade de ter em mãos o trabalho publicado para acompanhar a apresentação da palestra. “Este é um grande passo”, conclui Nazareth.

A feira
Um dos grandes destaques da feira Broadcast & Cable foi a tela Super Hi-Vision da Sharp e NHK, exibindo imagens em resolução 8K. A novidade estava no espaço reservado à delegação do Japão. A feira foi muito elogiada pelas empresas, principalmente no tocante aos visitantes que, ao contrário dos anos anteriores, tinha muito mais profissionais do setor buscando soluções para seus projetos. O pavilhão do Centro de Exposições Imigrantes recebeu cerca de 9.100 visitantes. A 21º edição ocupou totalmente o espaço reservado à exposição e recebeu países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Itália, França, Portugal, Espanha, Suécia e México. Tinha também quatro pavilhões internacionais: Bávaro (Alemanha), Inglês, Asiático com empresas da China e Taiwan.
Os patrocinadores do Congresso SET – Subway, Harris, Hitchi, Brasvideo, Panasonic, Phase, Sony, Line Up, Mectrônica, Media Networks, Sennheiser, Daiwa, Leader, SM Consultoria, UFF-MBA e Unisat – ficaram animados com o movimento da feira e estimam que bons negócios começaram a ser gerados no evento. Segundo o diretor Armando Ishimaru, da Leader, “o movimento da feira este ano em comparação às edições passadas está maior e melhor. Aqui no nosso estande nós estamos recebendo a visita dos responsáveis pelas áreas de engenharia e da técnica das emissoras de televisão. Inclusive, como patrocinadores do Congresso da SET, para nós, a divulgação que tivemos, tanto aqui no Brasil como no evento da NAB, foi fantástico”.

Na opinião do diretor comercial da Brasvideo, Martin Bonato, “patrocinar um evento como este, num momento de convergência para o mundo de TI é muito importante, pois o evento mostra esta mudança e nós mostramos nossos produtos, nossas soluções. O setor está percebendo que é necessário se atualizar, estudar, treinar para nova engenharia de televisão que está surgindo”.

Para Kanato Yoshida, diretor comercial da LineUp, este ano a feira cresceu bastante, com novas empresas e novos pavilhões. “Nós dobramos o tamanho do nosso estande e trouxemos a maior parte dos fabricantes que integram os nossos sistemas, mostrando como é feita a integração destas empresas desde a captação, edição, digitalização até entrega do material. Tanto a feira como o congresso estão muito interessantes e é por isso que nós acreditamos que o patrocínio é um incentivo para que o evento cresça e melhore todos os anos”, conclui.

Segundo Felipe Luna, diretor comercial da Harris, a feira este ano está com um volume maior de visitantes interessados nos sistemas. O retorno é absolutamente positivo para Harris e participar deste evento, especialmente, agora que terminamos nosso ano fiscal com 35% de crescimento no Brasil é consolidar ainda mais nossa empresa. Com isso nossas metas estão mais agressivas para o próximo ano.

O movimento seletivo da feira animou os expositores, tanto que na opinião do diretor Guilherme Castelo Branco, da Phase, este ano o número de estudantes e curiosos é menor, em contrapartida cresceu a visita dos profissionais com projetos em pauta. Se antes estava todo mundo acomodado, agora com o HD, uma emissora puxa a outra em função da concorrência. Hoje, o mercado está mais competitivo e nós queremos acompanhar este mercado e divulgar a empresa através de um evento realizado pela SET.

Os diretores da Mectrônica, Franciso Costa e Junior Avella, fizeram uma comparação entre as edições de 2011 e 2012. “Nós achamos que a feira melhorou com relação a 2011, os espaços estão com cara nova e a participação de mais pavilhões internacionais é importante para trazer novidades. No nosso estande estamos trabalhando a antena para TV digital que é a demanda agora. Nós conseguimos fechar dois negócios, aqui na feira. Um para uma TV em Boa Vista e outra em São Paulo”. O diretor geral comercial da Hitchi Linear, Ya-sutoshi Miyoshi, comemorou o movimento da feira. O estande teve muitas visitas e muitas pessoas estavam interessadas na tradicional solução analógica, mesmo com o advento da digitalização das transmissões. De acordo com Mioyshi, “a demanda pela renovação de parque analógico ainda é grande”. A empresa também levou suas soluções para o sistema digital.

Nova Diretoria
Durante do Congresso da SET foi realizada a Assembleia Geral Ordinária para fechar o balanço do biênio 2010/2012 e eleger a nova diretoria da SET para os próximos dois anos. Olimpio José Franco foi eleito o novo presidente e Nelson Faria Jr seu vice-presidente.

Liliana Nakonechnyj assumiu a diretoria internacional. Para ela, estar à frente da SET durante dois biênios lhe deu muito orgulho pois a entidade existe de uma forma única. “A dedicação dos diretores foi muito importante para realizar o trabalho na SET. Olimpio em meu mandato sempre foi muito mais que um vice, cobrindo todas as diretorias e a presidência. Ele é uma ajuda inestimável para a nossa SET”.

Em suas primeiras palavras como presidente, Olímpio José disse que na diretoria anterior muitas coisas foram feitas, outras não foram possíveis, mas que ele, juntamente com os diretores, continuará os trabalhos. “Os desafios são grandes e nós queremos angariar mais sócios, pois nós somos uma grande representatividade no setor”. Nesta edição, a Revista da SET traz uma entrevista especial com o novo presidente (leia na página XX).

O vice-presidente Nelson Faria disse que a nova diretoria vai seguir os passos das diretorias anteriores, trabalhando com muita dedicação. ”Temos consciência que há muitas tarefas pela frente. A SET está crescendo muito e, com a TV digital, tem sido influente numa série de decisões dentro e fora do Brasil. Nós contamos com a colaboração dos diretores e dos sócios para elevar ainda mais o patamar da nossa entidade.

De acordo com o vice-presidente, o Congresso da SET este ano foi uma referência de qualidade, de melhoria, de público, de organização. “As pessoas estão cientes que aqui estão sendo mostradas as novidades mundiais. Eu conversei com participantes de outros países e eles conceituam o Congresso da SET como um evento internacional muito rico de informações e importante para o cenário mundial”.

Segundo Ana Eliza Faria, diretora de tecnologia da SET, o Congresso da SET prima pela abrangência dos temas e a qualidade das palestras. Cada vez mais a organização tem conseguido que os palestrantes se atenham ao tema, sem transformar a palestra em palco para a venda de produtos. À frente da diretoria de tecnologia, Ana espera contribuir ainda mais na preparação do programa de todos os eventos de 2013. “Aprimorar a organização e a programação é bastante difícil, principalmente em se tratando de um evento que vem evoluindo ano após ano. Mas esse é o objetivo de toda a diretoria. Uma das mudanças que gostaríamos de propor é a identificação de “tracks” ou temas para facilitar aos participantes o acompanhamento das palestras. Será um desafio, sem dúvida!

Como diretora internacional, Liliana já faz planos para continuar internacionalizando a SET. “O Brasil é um pólo de tecnologia e conhecimento na América Latina e nós nos colocando a disposição dos países latinos americanos, e principalmente àqueles que aderiram ao sistema ISDB-TB . Nós temos um trabalho grande com relação a iniciativa da FoBTV, que visa padronizar os padrões da TV no mundo inteiro. Nosso trabalho é ver como o Brasil e principalmente a SET pode contribuir nessa tarefa”, afirma.

Na opinião do Vice-diretor industrial, Yasutoshi Miyoshi, a nossa expectativa para esse biênio é com relação aos acontecimentos esportivos. “Nós estamos às vésperas da Copa do Mundo e existem uma grande expectativa e uma preocupação com relação ao aumento da demanda, capacitação profissional e expansão da capacidade produtiva. Esses itens são relevantes para defendermos os interesses da indústria brasileira”.

O diretor de eventos, Marcio Pereira, planeja ter mais eventos regionais, transmiti-los pela internet e expandir os eventos internacionais. “Estamos programando ter aulas e seminários via internet, mas sabemos que são grandes os desafios e precisamos ter mais parceiros para conseguir realizar essas perspectivas. Este ano o Congresso da SET nos mostra que as tecnologias já estão assimiladas e agora é a hora deslanchar”.

Conheça a nova diretoria da SET na página 46 da revista da SET.

Gilmara é editora da Revista da SET . E-mail: gelinska@gmail.com