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Anatel abre consulta pública

A Anatel disponibilizou a Consulta Pública 54, que trata da proposta de atribuição ao Serviço Móvel e destinação adicional ao Serviço Móvel Pessoal (SMP), da faixa de radiofreqüências de 3.400 MHz a 3.600 MHz, e de alteração do Regulamento sobre Canalização e Condições de Uso de Radiofreqüências da faixa de 3.400 MHz a 3.600 MHz.

… e o caminho para a LTE…
No setor, a consulta da Anatel era uma das mais esperadas dos últimos tempos. Ela poderá permitir, mais adiante, o uso para a Long Term Evolution, a LTE, uma nova tecnologia que vem aí e que, em alguns países, funciona na faixa de 2.500 MHz – por aqui esta faixa de freqüência está reservada à televisão.
De acordo com a Nokia Siemens, o vertiginoso crescimento do uso de serviços de banda larga esgotará a capacidade da 3G no país em três anos e, com isso, será necessária a adoção da tecnologia LTE já a partir de 2010. Lançada há menos de um ano no Brasil, a 3G deverá ter 100 milhões de usuários em 2013 contra 3,5 milhões em 2008. O LTE pertence à mesma família da 3G, mas demanda uma nova faixa de freqüência para operar, que precisa ser leiloada pela Anatel. “Este é o espectro mais valioso que existe hoje em dia”, afirma Mário Baumgarten, diretor de assuntos corporativos da Nokia Siemens.

… enquanto a T-Mobile já treina na nova tecnologia
Em Bonn, em trabalho conjunto com a Nortel, a T-Mobile se tornou uma das primeiras operadoras de rede sem fio a demonstrar a tecnologia na rede NGMN (Next Generation of Mobile Network), para adequação sob condições cotidianas. Durante o teste ao vivo do NGMN, a tecnologia mostrou capacidade de, em altas velocidades (100km/h) efetuar download superior a 130 Kbps e upload em 44 Mbps. O sistema trabalhava na banda de 2.1 GHz usando múltiplas células de rádio, proporcionando mobilidade real – inclusive de entrega.

Cientista: TV holográfica mais perto de se tornar realidade
A TV holográfica parece estar deixando de ser coisa de ficção científica e ficando cada vez mais perto da realidade. Na noite em que Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos, a CNN exibiu uma comentarista – falando de Chicago –, dialogando com o âncora, a milhares de quilômetros dela e como se ela estivesse também no estúdio, no qual sua imagem holográfica se fez presente como por encanto.
Daqui a alguns anos – fala-se em 2020 – talvez já se tenha aparelhos de TV holográficos. Astros e estrelas poderão, então, ter sua imagem holográfica projetada nas salas dos espectadores como se ali estivessem de corpo presente.
A razão para o renovado otimismo na tecnologia em terceira dimensão é um avanço nos regraváveis e apagáveis sistemas holográficos feitos no começo do ano por pesquisadores da Universidade do Arizona.
Nasser Peyghambarian, presidente de photonics (ciência que estuda a geração, o controle e detecção dos fótons, particularmente no espectro infravermelho) e lasers do departamento de Ciências Óticas da Universidade do Arizona, disse à CNN que cientistas quebraram a barreira fazendo a primeira atualização dos displays de terceira dimensão com memória.
“Este é um pré-requisito para qualquer tipo de tecnologia holográfica de movimento. A maneira como trabalha hoje não é adequada para imagens em 3D”, disse.
Os pesquisadores produziram displays que podem ser apagados e reescritos em questão de minutos. Para criar aparelhos de televisão as imagens vão precisar ser mudadas múltiplas vezes a cada segundo – mas Peyghambarian acredita que muito da dificuldade em criar um aparelho holográfico já foi superado.
“O que estamos fazendo agora é tentar tornar o modelo melhor. Mostramos apenas em uma cor; agora tentaremos usar três cores. O display original era de quatro polegadas por quatro. Queremos algo no mínimo do tamanho da tela de um computador. Não existem mais grandes obstáculos a ultrapassar”, disse ele.
Mas nem todo mundo é tão positivo quanto Peyghambarian. Justin Lawrence, um professor de Engenharia Eletrônica da Universidade de Bangor, no País de Gales, disse à CNN que “uma coisa é mostrar isso num laboratório e outra é tornar isso capaz de ser produzido de forma barata o suficiente para distribuir em massa no mercado”. Lawrence não acredita que a TV holográfica seja viável em 2020.
WiMAX: o futuro da ENG?
Repórteres de TV e produtores podem, em breve, ter uma opção nova e de baixocusto para enviar vídeos à estação, operação comumente chamada de ENG. Uma adaptação pioneira do WiMax para ENG está em curso na KIFI, veículo de imprensa afiliado da ABC em Idaho Falls (Idaho, EUA).
Diferente da terceira geração, tecnologias móveis de alta velocidade como o EVDO e WiMAX podem prover largura de banda suficiente para reprodução de vídeos ao vivo. WiMAX é uma das tecnologias móveis sem fio de quarta geração – outra é a LTE.
Mark Danielson, gerente-geral do Grupo KIFI News, ressalta a grande vantagem da WiMax: o custo. Vestir um microwave truck custa cerca de 200 mil dólares. Mas a KIFI gastou apenas 12 mil dólares para equipar um veículo com o hardware e o software necessários para enviar vídeos via WiMAX.
A maior preocupação de Danielson é o delay de três intermináveis segundos no retorno da voz entre o estúdio e o espaço remoto. “Nós compensamos isso ‘acelerando’ o repórter por cerca de um segundo e meio antes do término da fala do âncora”, diz Danielson. “À medida em que o áudio e o vídeo vão se sincronizando, nós vamos evitando estes problemas”.
Usando um espectro que normalmente ocupa a banda de 2.5 GHz, WiMAX está começando agora nos EUA e é esperado que isto estoure nos mercados pelo globo ao longo dos próximos anos.
O grande jogador do ramo é – ou será – Clearwire Corp., uma joint venture que vai incluir alguns dos maiores nomes da Telecom e do high tech: Sprint Nextel, Comcast, Time Warner Cable, Bright House, Google e Intel.
Sharp apresenta primeira TV com gravador blu-ray embutido
A Sharp apresentou em meados de outubro a primeira televisão LCD com gravador blu-ray incorporado, que permite registrar programas em discos de alta qualidade.
Os novos modelos de televisor incorporarão apenas um controle remoto para a TV e gravador. Seu design permite que sejam pendurados na parede.
O produto da linha Aquos será lançado no Japão no final de novembro e nos EUA no fim do ano por preços que vão desde US$ 1.676 (tela de 26 polegadas) a US$ 4.931 (52 polegadas).
Revista da SET – Ed. 103