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Revista da SET – n.140

Ano XXIII - nº 140

Fevereiro de 2014

EDITORIAL

Nº 140 – Fev 2014

Interferência Social

No começo de 2013 um novo elemento passou a fazer parte das inúmeras polêmicas que envolvem o processo de desligamento da TV A nalógica Brasileira. A través da resolução 625/2013 a A natel estipulou que as frequências compreendidas entre 698 MHz e 806 MHz, que até então eram ocupadas por canais da TV A berta, seriam alocadas para serviços de telecomunicações, mais especificamente a banda larga móvel 4G/LTE.

De imediato a SET, e demais instituições ligadas ao mercado de radiodifusão brasileiro, mostraram sua preocupação com a possibilidade do sinal LTE interferir com o ISDB-T. A preocupação inicial de haver intermodulação, acabou expandindo-se, conforme a discussão ganhou corpo, para inclusive possibilidades de saturação nos tuners das TVs vendidas no Brasil. Paralelo aos inúmeros debates sobre o tema que tomaram eventos regionais, congresso SET e outros eventos do mercado, a SET encomendou junto à Universidade Mackenzie uma pesquisa detalhada sobre o potencial das interferências e medidas de mitigação. O trabalho foi todo coordenado pelo professor doutor Gunnar Bedicks e teve acompanhamento das entidades envolvidas, incluindo A natel e Ministério das C omunicações.
Após quase um ano de trabalho, finalmente o relatório final foi apresentado em um evento para a imprensa. A lém das conclusões óbvias sobre a interferência, a pesquisa contou com a colaboração do Ministério das C omunicações do Japão, que passou por situação semelhante e levantou os possíveis custos envolvidos com a mitigação da interferência. Todas estas informações você confere nesta edição.

Expansão em rede

Normalmente é em meados do primeiro trimestre que começam-se a divulgar números e balanços do que foi atingido em 2013. Este é exatamente o caso do projeto de implantação da R ede Legislativa, que prevê a transmissão em sinal aberto das TVs Senado, TV C âmara, TV C âmara Municipal e TV A ssembleia. O programa fechou o ano com 21 cidades já contempladas e um público potencial de 43 milhões de espectadores. Mas não é só de números que um balanço precisa ser feito. Para além das estatísticas, a revista da SET foi destrinchar um pouco melhor o programa e entender quais estão sendo os benefícios e também as dificuldades e problemas técnicos que têm sido enfrentados na tentativa de seguir um cronograma de Switch-Off para Janeiro de 2015.

Emissor-receptor

“Áudio sem imagem existe e se chama R ádio, agora imagem sem áudio não existe”. Há uma espécie de rivalidade velada dentro das emissoras de televisão entre os profissionais que trabalham com vídeo e os que trabalham com áudio. Pra onde vão os recursos de investimento, ou qual área é mais “nobre” sempre são pautas de brincadeiras e discussões nos corredores das empresas. A pesar disso, ambas as especializações são extremamente importantes para levar ao espectador um conteúdo de qualidade.

Visando atender a demanda crescente por profissionais preparados para trabalhar com áudio em broadcast, diversos cursos livres tem surgido com foco em aprendizado das inúmeras facetas deste trabalho. AR evista da SET foi conversar com profissionais do setor e com os coordenadores destes cursos para tentar entender um pouco melhor o como é a preparação dos colaboradores que estão trabalhando com o áudio dentro das emissoras e produtoras de conteúdo.

Um futuro em banda larga

Desde que o Netflix, iTunes e outros serviços de OTT passaram a representar um modelo de negócio massivo, e as operadoras de TV por assinatura implementaram com força suas plataformas de Video on Demand que a discussão sobre o futuro do broadcast tomou outro rumo. Seria a internet um concorrente da TV tradicional? E para onde deveria evoluir as telecomunicações? Quais as prioridades de infraestrutura, alcance ou largura de banda? Acostumados com as discussões dentro da esfera dos profissionais de Broadcast, a R e- vista da SET foi até a C ampus Party 7, maior evento da A mérica Latina sobre tecnologia da comunicação digital, para entender o outro lado da questão. Quais são as prioridades dos entusiastas da internet como fonte indiscriminada de propagação de mídia? E o que as empresas e pesquisadores do segmento estão preparando para o futuro próximo do entretenimento audiovisual?

Além disso, nesta edição trazemos ainda uma prévia do que deve ser destaque na NAB 2014, maior evento de tecnologia para broadcast no mundo que acontece entre os dias 5 e 10 de A bril em Las Vegas. A ssim você já fica informado do que deve ser tendência nos corredores do enorme centro de convenções americano.

Boa Leitura

Olímpio José Franco
Presidente da SET

SUMÁRIO

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