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Gerenciamento e MAM

Fábio Tsuzuki (Media Portal) e Daniela Souza (SET/AD Digital) participaram da sessão “Infraestruturas para MAM”, que foi moderada por Ronald Almeida (O Povo)
© Foto: Gabriel Cortez

“Precisamos ter soluções que nos permitam acessar conteúdos rapidamente, com qualidade, e possibilidades de acesso mais esporádicos e menos custosos, que podem estar na nuvem”, afirmou Daniela Souza

“Precisamos ter soluções que nos permitam acessar conteúdos rapidamente, com qualidade, e possibilidades de acesso mais esporádicos e menos custosos, que podem estar na nuvem”, afirmou Daniela Souza

“Infraestruturas para MAM” discutiu as tecnologias de automação, armazenamento e de infraestrutura para jornalismo e produção de conteúdos diversos em emissoras de televisão. Fábio Tsuzuki (Media Portal) e Daniela Souza (SET/AD Digital) participaram da sessão, que foi moderada por Ronald Almeida, gerente técnico da TV e das rádios do Grupo O Povo de Comunicação.
Na palestra “A utilização de sistemas de gestão de arquivos em infraestruturas básicas”, Fábio Tsuzuki, sócio fundador da Media Portal, apresentou uma solução para gestão de arquivos, fluxos de trabalho e arquivamento digital baseada na integração de um storage de alta performance para edição de vídeos on premises integrados com a nuvem.
O executivo mostrou o exemplo de infraestrutura que estão implantando na Assembleia Legislativa do Ceará, “uma arquitetura completa de produção de televisão bastante enxuta que está integrada ao sistema de MAM. Um material que entra para o jornalismo pode ser editado e já é arquivado em ODA. Esse modelo traz algumas inovações já não tão recentes como o processo de virtualização, mas a nuvem está permitindo que a gente faça análises inteligentes de conteúdo, gerando metadados de forma automática. Essa sim é uma inovação”, disse.
Tsuzuki apresentou, também, um sistema de decupagem automática por voz que estão desenvolvendo. “Quando a gente trabalha com a nuvem, podemos ter plasticidade para crescer, elasticidade e sistemas  inteligentes. A plasticidade é um conceito que eu estou definindo pensando em redes SDNs. A plasticidade é um paralelo com o nosso cérebro. Se perdemos um pedaço do cérebro responsável por determinada função, ela pode ser assumida por outra parte”, conceituou.
O diretor da Media Portal falou de alguns de seus estudos recentes e destacou um artigo publicado por ele na Revista da SET (edição 166), em que explica as vantagens das tecnologia de armazenamento ODA. “A grande vantagem desse dispositivo é que ele fornece a possibilidade de arquivamento de até 100 anos. Essa lógica do ODA quebra com o conceito da obsolescência programada que rege a indústria. As tecnologias começam a amadurecer devagar, crescem exponencialmente e estagnam”, acrescentou.
Daniela Souza, SVP da AD Digital, acredita que as empresas precisam “rearquitetar” os seus ambientes de armazenamento para lidar com essas mudanças do mercado de mídia. Ela defende que o Media Center do futuro deve ser agnóstico e permitir a interconectividade. “A criação de uma interconectividade direta permite que empresas reajam em tempo real e levem os ecossistemas digitais a criar novos valores e crescimento, permitindo uma ligação entre veículos de um mesmo grupo. Performance, redução de custo, otimização de recursos, agilidade na distribuição e compartilhamento de conteúdo estão entre os principais fatores a serem considerados.”
Daniela afirmou que vivemos um momento em que a transformação digital ocorre em diversas esferas e mercados e já não é mais algo tão novo. “No mercado audiovisual, os hábitos dos consumidores estão mudando. A necessidade é por consumo a qualquer hora, em qualquer lugar e em que cada um procura algo diferente e específico. A audiência que era de um para todos, hoje tem que ser personalizada. Temos empresas que já nasceram digitais, como o Netflix, o Uber e o Airbnb. Além disso, temos muitas fontes de conteúdos e esses conteúdos trafegam por muitos destinos, em plataformas digitais em nuvem, que você dá play e assiste onde quiser e a hora que quiser.”

Neste cenário, ela afirma que os broadcasters que querem vender produtos audiovisuais precisam ter dois objetivos em seus projetos: ou devem trazer redução de custos ou devem trazer incremento de receitas. Pensar em um jornalismo colaborativo é fundamental. “Uma das coisas mais caras para os produtores regionais é a produção de conteúdos. O ideal seria que pudéssemos usar conteúdos de outros, fazendo curadoria desse conteúdo. Mas, se não temos um Media center capaz de manejar esses arquivos, eles não se tornam efetivos ao processo. Mais de 30% dos conteúdos de grandes redes de jornalismo hoje são desse tipo de material. Os grupos de comunicação, normalmente donos de veículos de mídia diversos, precisam ter uma grande estrutura de media center que armazene os conteúdos diversos que chegam e consigam disponibilizar esse conteúdo na nuvem com qualidade.”
A palestrante citou ainda o exemplo do novo estúdio da Globo no Recife. “O pessoal da Globo Recife falou em uma rede em IP. Aqui, temos uma camada adicional na infraestrutura. Temos que ter uma camada de aplicação, um software, que consiga orquestrar esses conteúdos diversos. As organizações estão percebendo o valor de longo prazo dos dados. Precisamos, então, organizar as nossas camadas de ingest, edição, playout e arquivamento para isso”, concluiu.