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Congresso SET EXPO 2017: A realidade virtual e as novas formas de contar histórias

Um dos paneis mais concorridos da tarde do primeiro dia do Congresso SET Expo 2017 foi o “Fazendo a realidade virtual (VR) uma realidade!”. A sessão integrou o grupo de mesas dedicadas à inovação e às tecnologias disruptivas. O painel moderado por Daniela Souza, diretora de Marketing da SET – SVP – AD Digital, apresentou a imersão gerada pela realidade aumentada (VRA) em uma indústria em transformação.

Marcelo Alves, diretor de Ventures da YDreams Global, acredita que a grande diferença da VR é, justamente, a imersão. “Esta tecnologia é a que mais nos aproxima do corpo humano. É uma tecnologia profundamente nova em um mercado em profunda transformação. As mudanças geram incertezas, mas também muitos espaços a serem descobertos e muitíssimas possibilidades”, afirmou.

Renato Citrini, gerente de Marketing de produto da Samsung, analisou o panorama da indústria em 2017 e como o mercado trabalha conceitos sobre óculos de realidade virtual, câmeras de 360 graus para o consumidor final, capacidade de processamento dos smartphones e conteúdos para esses óculos disponíveis no Facebook e YouTube.

 

Foto: Fernando Moura

Finalmente, Ricardo Laganaro, diretor da O2 filmes, apresentou a comunicação “narrativas imersivas: o presente dostorytelling”. Segundo ele, a narrativa imersiva “já é uma realidade na forma de se contar histórias”, historias produzidas com filmes em 360º. As narrativas em VR são imersivas, mas os dispositivos de realidade mista e “realidade aumentada” mudaram a forma de contar historias, por isso “é necessário pensar em novas narrativas, em experiências diferentes e relevantes. Quem entrar hoje no mercado entrará em uma indústria em crescimento, um mercado novo, mas com poucas historias relevantes. Se o usuário coloca um óculos e não assiste conteúdo relevante, ele será um detrator”.

O conteúdo, na opinião de Lagnaro, deve ser produzido em um processo cíclico que nos permita criar sentido dentro de um ambiente imersivo, ou seja, “a produção não é linear, é preciso criar uma nova gramatica com um novo contrato de fidelidade, porque o cinema criou uma narrativa há 100 anos e não era imersivo. Hoje, precisamos de formatos híbridos nos quais o espectador sinta e tenha novas sensações”.

Por Fernando Moura e Gabriel Cortez, em São Paulo