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Intelsat inicia a primeira missão de extensão de vida de satélite em órbita

Multinacional lança primeiro veículo de extensão da missão (MEV-1) de um satélite

Empresa informou que na quarta-feira, (9/10/2019), lançou o primeiro veículo de extensão da missão (Mission Extension Vehicle) (MEV-1) para de esta forma “expandir limites”, porque a “Intelsat vem explorando a manutenção em órbita por vários anos, por acreditar que a tecnologia será uma ferramenta valiosa para nós e para os clientes que atendemos.  O MEV-1 tem o potencial de estender a vida dos satélites cuja tecnologia ainda serve para as aplicações a que se propõe. O MEV-1 adia a necessidade de substituir satélites, o que permitirá à Intelsat investir em outras áreas de seus negócios especialmente em futuras inovações. A operação ampliará a vida de um satélite por 5 anos, ou cerca de 25 por cento de sua vida útil, contribuindo para diminuir o congestionamento crescente no espaço”.

Com a primeira fase da missão agora completa, a empresa e a fabricante do MEV-1, a Northrop Grumman começaram a “se preparar para a parte mais crítica da missão que é o acoplamento no espaço. Manobras que exigirão sincronização precisa entre as equipes da Intelsat e da Northrop Grumman.  Nos próximos três meses, Northrop Grumman elevará a órbita do MEV-1 para 300 km acima da órbita geosíncrona, do satélite. Ao mesmo tempo, Intelsat elevará o Intelsat 901 à órbita de acoplamento. Várias câmeras, laser Range-Finders e computadores de bordo permitem que o  MEV-1 detectar, rastrear e encontrar o Intelsat 901 na órbita acoplamento. É a primeira missão deste tipo e as operações estão cercadas de muita cautela, a começar com as  manobras realizadas acima da posição orbital normal, assegurando que não ocorra interrupções em nenhum satélite vizinho”, explica o comunicado da Intelsat.

O encontro ocorrerá em aproximadamente três meses e meio após Lançamento. O MEV-1 irá inserir um mecanismo no propulsor de apogeu do Intelsat 901, unindo mecanicamente a operação dos veículos.  “O MEV-1 e Intelsat 901 voltarão para sua posição na órbita geoestacionária, continuando os serviços da Intelsat aos clientes que participaram nesta jornada inovadora”, explica o comunicado.

“O pioneirismo no uso do primeiro veículo de extensão de missão está em consonância com a filosofia e a cultura da Intelsat de impulsionar a inovação. O ano de 2019 marca um ano de transformação para a indústria de satélites, começaram os contratos de produção para satélites definidos por software, surgem as plataformas espaciais alternativas, e avanços na tecnologia das estações terrestres e nas antenas. A tecnologia da Northrop Grumman cria um novo patamar que promove a sofisticação no uso da tecnologia robótica para comunicações espaciais e por satélite”, disse o comunicado.

Isso, porque segundo a Intelsat, a progressão da tecnologia MEV possibilita a correção de problemas que podem ocorrer com o satélite no trecho final de sua viagem até sua localização orbital, pós-lançamento.  Um veículo que poderia facilmente corrigir pequeno mau funcionamento de um satélite em órbita; por exemplo, uma matriz solar ou um refletor de antena que não abriu inteiramente. A manutenção em órbita permite restaurar o desempenho para o qual o satélite foi projetado.  “O objetivo final da Intelsat é que nossos clientes governamentais e comerciais recebam serviços ideais sem interrupções, e a manutenção em órbita melhora nossa capacidade de fazê-lo”.