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ABERT defende aperfeiçoamento do processo digital no Brasil

A ABERT divulgou nesta quinta-feira, 19, em seu site, posicionamento sobre o desligamento do sinal analógico de TV em São Paulo. Na nota, a entidade afirma que é contra o adiamento do switch-off na capital paulista, conforme sugerido ao Ministério das Comunicações pela EAD/SejaDigital.

 Abaixo você confere a publicação na íntegra, que também pode ser lida neste link.

Em ofício encaminhado ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, nesta quarta-feira (18), a ABERT propôs sugestões para aperfeiçoar o processo de digitalização da TV no Brasil.

No documento, a ABERT discorda da proposta da EAD (Empresa Administradora da Digitalização), protocolada em dezembro de 2016, de adiar para 30 de agosto a data do desligamento do sinal analógico de TV em São Paulo, inicialmente prevista para 29 de março. Para os radiodifusores, o desligamento de São Paulo deve ser prioritário.

Outra solicitação formulada pela ABERT é a manutenção da data de desligamento no Recife (PE) e em outros 13 municípios pernambucanos (Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão do Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista e São Lourenço da Mata), previsto para 26 de julho de 2017.

Para o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik, a data prevista para o fim das transmissões analógicas na maior capital do país certamente será reavaliada pelo MCTIC. “Temos plena consciência que o adiamento acontecerá devido a atrasos no planejamento e entrega dos kits conversores. Não concordamos com o dia 30 de agosto. É preciso rever o prazo proposto pela EAD. O cluster de São Paulo é muito importante e precisa ser priorizado”, disse.

De acordo com o ofício, a ABERT ainda sugere que o processo de desligamento seja aprimorado, formulando uma série de sugestões, com destaque para três: adoção de critério único de pesquisa, adoção de métricas para a EAD (indicadores operacionais), além da previsão de que projetos de comunicação e eventos propostos pelas associações de radiodifusão nacionais e estaduais possam ser custeados pela EAD, como, por exemplo, os feirões e patrulhas digitais.

“O Feirão e a Patrulha Digital foram ações bem sucedidas em Rio Verde (GO), Brasília e no entorno do DF, atingindo um público diversificado, como crianças e jovens”, afirma Antonik.

De acordo com portaria do MCTIC, 93% dos domicílios de São Paulo e mais 39 cidades da região metropolitana têm que estar aptos a receber o sinal digital terrestre de TV aberta para que as transmissões analógicas sejam totalmente desligadas.

No dia 31 de janeiro, o GTCOM (Grupo Técnico de Comunicação) apresentará a primeira pesquisa para identificar os domicílios que estão preparados para o novo sinal na capital paulista.

Entrega de kits conversores

Para os radiodifusores, o maior desafio é a entrega dos kits gratuitos com conversores digitais e antenas, que, na Região Metropolitana de São Paulo, alcança 1,8 milhão de domicílios beneficiários dos programas sociais do governo federal, como Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família.

A EAD considera curto o prazo para distribuição dos kits. No entorno de São Paulo, mais de 700 mil kits devem ser distribuídos. Até agora foram entregues 34%, ou cerca de 240 mil. Já na capital paulista, está prevista a distribuição de 1,1 milhão de kits, mas, pela falta dos equipamentos, o processo de retirada ainda não foi iniciado.

Para agendar a retirada do kit, é preciso acessar o site www.sejadigital.com.br ou ligar para o 147. A ligação é gratuita.