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IBC 2017: a TV está aqui e vai ficar para sempre

A jornalista Caroline Frost entrevista Fabrice Mollier, da TF1, no IBC 2017. Foto: IBC.

Fonte: IBC

O presidente de Distribuição do canal de TV francês TF1, Fabrice Mollier, participou ontem, 14, de um painel sobre o futuro da televisão no IBC 2017.

Para ele, a TV ficará para sempre e aqueles que preveem a sua queda estão errados.

Compartilhando uma série de estatísticas que mostram um futuro saudável e onipresente para a TV comercial aberta, o executivo afirmou que a TV não está indo a lugar algum e que ela ainda está no centro do consumo de vídeo.

De acordo com Mollier, na França, 4,6 milhões de pessoas assistem televisão todos os dias, independentemente da tela, enquanto mais de 45 milhões assistem televisão ao vivo diariamente em um aparelho de TV.

Ele acrescentou que os dados demográficos sobre a geração “milenial” não estão pressionando a TV tão rápido quanto os analistas previram.

Mollier tomou o Reino Unido, o mercado mais disruptivo da União Europeia, e demonstrou que a televisão representa 57% de todo o consumo de vídeo da nova geração.

A TV também mantém a liderança no consumo de vídeo digital da geração milenial na França (93%), Irlanda (69%) Suíça (93%) e Canadá (62%).

“Uma das razões para o exagerado anúncio da morte da TV foi que os próprios anunciantes tenderam a subestimar o seu consumo”, afirmou Mollier. Em um estudo da emissora comercial britânica ITV, os anunciantes tenderam a subestimar a quantidade de minutos que as pessoas “normais” dedicavam à TV por dia, algo em torno de 50 minutos.

“A verdade é que, apesar de uma década de muitas mudanças, a audiência de TV aberta permaneceu constante”, disse.

Usando o Reino Unido novamente como exemplo, onde 89% dos domicílios têm acesso à internet, Mollier mostrou que a permanência média diária dos ingleses frente à TV manteve-se constante em três horas e trinta minutos.

No entanto, se a TV continuará ou não a desafiar as previsões não parece ser consenso.

“A TV estará aqui para sempre”, disse Mollier.  Mas, quando o público da sessão foi questionado, apenas 20% da audiência concordou com ele, com 80% dando à TV apenas mais 10 anos de vida.

Para ler a reportagem no original, visite este link.