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SET Sul 2017 analisa o futuro do broadcast “após o switch-off”

Carlos Fini no SET Sul 2017. Foto: Fernando Moura

O primeiro painel do SET SUL  2017, que se realiza no auditório da Universidade Positivo em Curitiba (PR), foi moderado por Carlos Fini, diretor de tecnologia da SET. O executivo afirmou que existem muitas coisas a serem discutidas até o limite do switch-off, que é daqui a 6 meses, e mesmo após o desligamento. “O nosso road map tem apenas 7 meses de planejamento. Parece-me que devemos discutir também o que faremos de 2018 até 2023 e como será esse período.”.

“Muito se tem falado sobre o modelo de transição da TV analógica para a TV digital. Foram realizadas campanhas de comunicação intensas, distribuição de kits para a população, formação de profissionais, a criação de uma empresa (a EAD) e a utilização de muitos recursos durante a transição dos primeiros grupos de cidades de maneira que se atingisse o cronograma oficial de migração”, lembrou o moderador, antes de passar a palavra aos convidados Ivan Miranda (SET/RPCTV), André Fronza (RIC TV) e Clézio Cunha (SBT), que compuseram o painel.

Da esq. para a dir: Clézio Cunha, Ivan Miranda e André Fronza no SET Sul 2017. Foto: Fernando Moura.

Miranda, também diretor da Regional SUL da SET, afirmou que no Estado do Paraná “as emissoras fizeram um alinhamento estratégico para que a população soubesse que acontecerá o desligamento analógico e como devem proceder para não ficarem sem sinal de TV aberta gratuita”.

Veja a Programação Completa do SET SUL 2017

O executivo disse que a a meta é ir atrás de uma taxa de conversão de 100%, mas afirmou que “estará bom” se chegarem aos 97%. “O nosso questionamento deve ser se podemos deixar um percentual de 10% de cobertura de fora como está acontecendo em Goiânia, acreditamos que não podemos.” Fronza e Cunha concordaram e afirmaram que um dos desafios é mostrar às empresas que, talvez, a única forma de chegar aos pequenos municípios seja “o compartilhamento de equipamentos”.

Outros dos pontos debatidos foi o futuro do middleware Ginga para TV Digital aberta. Nesse ponto, o consenso foi total. “A tecnologia Ginga passou. Como radiodifusores, não temos expectativa nenhuma para ela, está superada”, afirmou Miranda. Fini reiterou: “o Ginga perdeu tempo de mercado, perdeu o time-to-market, demorou muito em ser desenvolvido e hoje foi superado.”

Ficou claro com o painel que a digitalização está presente e é uma realidade. As perguntas que parecem ter ficado na cabeça dos mais de 140 broadcasters presentes são: como monetizar o conteúdo na mídia digital e, nesse ponto, como entregar conteúdo e, mais do que isso, se ele vai garantir recursos novos.

Da plateia, o superintendente da SET Olímpio Franco afirmou que o maior desafio para 2023 passa por ter recursos de banda que possibilitem continuar distribuindo sinal de TV aberta. “Precisamos estar vivos. Precisamos juntar forças para que o negócio da TV funcione com um futuro padrão, havendo o UHDTV, sendo o modelo japonês ou o ATSC 3.0”, concluiu.

Por Fernando Moura, em Curitiba (PR)