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SET Sudeste 2018: conteúdos para cinema e TV cada vez mais próximos

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Cinema e Televisão: a cada dia mais próximos no modelo de produção. Foto: Eduardo Miranda

 

Criar conteúdo para televisão está cada vez mais próximo do processo de criação de conteúdo para o cinema e vice-versa. “Há um momento na definição da produção audiovisual em que se decide para qual janela este conteúdo está sendo produzido, e a partir disso define-se a monetização do projeto. O que mudou hoje é que o desenvolvimento da narrativa é definido antes, é isso que vamos conversar neste painel”, explica o moderador do painel Mauro Garcia, presidente executivo da Brasil Audiovisual Independente (Bravi).

O painel tratou a produção audiovisual das telas de cinema aos smartphones, de maneira que TV e Cinema e Produção para WEB partem de um desenvolvimento de narrativa que pode vir a se formatar e se modelar a cada dispositivo ou tela. A transmissão pode ser linear ou sob demanda, variando segundo a forma e hábitos de consumo audiovisual de cada espectador.

Um dos modelos apresentados foi levado pelo palestrante Leonardo Dourado, roteirista, diretor, produtor executivo, produtor criativo, jornalista e Sócio da Telenews. O case é de quando a empresa firmou um contrato para produção de conteúdo para o Museu Casa Stephen Zweig, em Petrópolis/RJ. Ao invés de criar apenas peças para o Museu, a equipe da Telenews fez uma série com as peças para ser transmitida na televisão, em um projeto que acabou se tornando o “Conto dos Exilados”, desenvolvido em parceria com o canal de Tv Arte 1, onde também é veiculado hoje em dia.

“Desenvolvemos um projeto para aproveitar não só o tema, mas diversificar essa narrativa e o avanço tecnológico ao qual estamos vivendo agora. O produto saiu das caixinhas informativas do Museu e ganhou a televisão. O resultado é uma série que está indo para a sua segunda temporada”, explica.

Belisario Franca, diretor de Cinema e proprietário da Produtora Giros, ressalta a importância de se pensar esse conteúdo já enumerando possíveis telas para a sua transmissão. E que esse papel deve ser bem claro para as produtoras quando pensarem em monetizar algum projeto. “A produtora tem que ter a flexibilidade e análise para saber adequar ou enxergar quais são as possíveis janelas para cada produção. Para ter um desenvolvimento com qualidade e segurança, é preciso dar muita atenção a esta etapa”, afirma.

De acordo com Franca, enxergar a produção para o meio digital é a saída. “Produzir em streaming também. Há poucos anos, 80% da nossa produção do documentário era para a televisão. Hoje em dia isso mudou. São cerca de 60% para TV e 40% para cinema e streaming”, aponta. Essa janela de oportunidades acabou abrindo mais espaço para o formato documentário e despertou o interesse, tanto de produtoras, como de plataformas de OTT.

É o caso da produção “Soldados do Araguaia”, que foi lançado no final de 2017 no Festival de Cinema de São Paulo. “A produção foi feita para a TV mirando o cinema, e deu certo. Ao mesmo tempo que está na emissora Cine Brasil TV, grandes produtoras se interessaram por ele e atualmente está nas telonas da China”, analisa.

“Nós produtores nos vimos fazendo o dever de casa: pensar o projeto num só nascedouro, não só na televisão, de onde originalmente viemos”, finaliza.

 

Para assistir ao SET Sudeste 2018, não é necessário realizar inscrição prévia no evento. Basta acessar o link: https://www.youtube.com/user/SETengenhariaTV

 

SERVIÇO:

Local: Centro de Convenções da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Praça XV de Novembro, 20, térreo, centro. Rio de Janeiro/RJ

Data: 10 e 11 de Maio

Horário: 8h às 19h

 

 

Por Tainara Rebelo