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SET Nordeste 2018: “Quero quebrar o mito de que o satélite parou no tempo”

Executivo da SET afirma, em Fortaleza, que novas opções em termos de tecnologias, serviços e soluções obrigam os broadcasters a refazer as suas planilhas de custos

O último painel do primeiro dia do SET Nordeste abordou um tema importante,a “TV Digital Via Satélite: Contribuição, Distribuição e DTH”, e nesse contexto se perguntou: “O que a sua emissora ou a sua operadora realiza em eventos externos e quais são os requisitos de custo/qualidade exigidos para contribuição? E em termos de distribuição?”  Com esse questionamento, o moderador José Raimundo Cristovam Nascimento, diretor Técnico da UNISAT Consultoria, Engenharia e Treinamento e Vice-Diretor da regional Sudeste da SET, fez um panorama do que já temos no mercado brasileiro e uma antevisão do que está por vir na área de comunicações via satélite para contribuição, distribuição e DTH.

Em relação à tecnologia, Cristovam explicou que o satélite já trabalha com nuvem há muito tempo. “A tecnologia evoluiu, nós no Brasil é que paramos. Quero quebrar o mito de que o satélite parou no tempo”, disse citando o modelo HTS, “que equivale a no mínimo 100 satélites convencionais’, afirmou.

José Raimundo Cristovam Nascimento (UNISAT/SET)

O próximo passo, disse, é o VHTS para a contribuição e distribuição de conteúdos audiovisuais, e frisou que, como observado praticamente em todos os segmentos da atividade humana, as transformações na indústria de satélites são notórias e já se quebrou o velho paradigma de uso somente dos tradicionais “wide-beams. Os satélites de alta capacidade, conhecidos como HTS- High Throughput Satellites, estão aí para abocanhar em banda Ka e banda Ku, uma enorme fatia do que até quase agora era feito única e exclusivamente com os satélites “wide beams” em banda C e em banda Ku. As novas opções em termos de tecnologias, serviços e soluções obrigam os broadcasters a refazer as suas planilhas de custos, que podem contemplar até mesmo transmissões 4K com HDR”, explicou. O moderador apresentou também uma abordagem dinâmica para situar a audiência no momento 2018-2022 das comunicações via satélite.

Fábio Fregonesi (UCAN/NovelSat)

Na sequência, o palestrante Fábio Fregonesi, Country Manager da UCAN/NovelSat falou sobre como aplicar satélites de maneira econômica para transmissão. “Com o aumento do consumo de streaming pelo mercado de broadcast, tivemos que oferecer produtos diferenciados para o mercado de satélite. Entre eles, as modulações NS3 e NS4 oferecendo aumento na eficiência / performance espectral (que pode ser traduzida em aumento de throughput / economia de largura de banda) de 21 a 45% acima dos padrões DVB-S2, além de uma criptografia proprietária que trabalha em A10ES-256 Bit, trazendo alta confiabilidade e segurança à transmissão”, finalizou.

Por Tainara Rebelo e Aurelio Alves (Fotos) em Fortaleza (CE), e Fernando Moura, em São Paulo (SP).

 

O SET Nordeste 2018 acontece os dias 17 e 18 de outubro, das  14h às 20h no Sebrae Fortaleza

Parceria: 

Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT)

Associação Cearense das Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT)

Sebrae

Realização: Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET)