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SET CO 2018: Goiânia analisa atualização de soluções via satélites

Satélites continuam a ser uma opção valida para os serviços de broadcast

 

O penúltimo painel do dia no SET Centro-Oeste analisou  atualizações de soluções via satélite. Moderado por Cleidimar Pereira, Professor de Engenharia Elétrica da PUC-GO. O palestrante Fábio Fregonesi, Country Manager da UCAN/NovelSat falou sobre as soluções que a UCAN encontrou para aplicar soluções via satélites de maneira econômica para transmissão.

“Com o aumento do consumo de streaming pelo mercado de broadcast, tivemos que oferecer produtos diferenciados para o mercado de satélite. Entre eles, as modulações NS3 e NS4 oferecendo aumento na eficiência/performance espectral (que pode ser traduzida em aumento de throughput/economia de largura de banda) de 21% a 45% acima dos padrões DVB-S2, além de uma criptografia proprietária que trabalha em A10ES-256 Bit, trazendo alta confiabilidade e segurança à transmissão”, detalhou. Por fim, citou o case da TV Novo tempo, no qual conseguiram oferecer distribuição de contribuição de conteúdo numa mesma largura de banda.

Rubens Vituli, diretor comercial da Divisão de Vídeo da SES, abordou novas aplicações do satélite para o mercado de radiodifusão no Brasil. “Como o satélite fica a 36 mil km da superfície da Terra, um único satélite é o suficiente para fazer uma transmissão para uma região do planeta. Hoje no Brasil, a maioria dos nossos satélites alcança o continente todo. O SES-6 tem se mostrado uma ótima solução para transmissão na Banda C e tem a vantagem de atuar na faixa leste dos Estados Unidos, assim, algumas emissoras enviam o sinal uma vez só e ele chega aqui no Brasil”, explicou.

Vitulli disse em Goiânia que O SES-6 oferece mais canais na banda C, e alguns canais via banda Ku na banda DTH, mas não serve para digitalização. Já o SES-10 tem cobertura e transmissão de canal via banda Ku que, com o equipamento certo, não necessita de uplink para oferecer canais de filmes, por exemplo. “Este recurso é muito importante porque achamos que a banda Ku vai substituir a banda C, e o nosso objetivo é garantir o uso da banda Ku quando o 5G ameaçar fortemente a banda C”, explicou.

A banda C tem frequência mais baixa e é mais robusta em relação aos fatores climáticos, resistindo a fortes chuvas com pouca banda. “Porém, a banda Ku, se bem posicionada, sofre muito menos interferência e chega bem próximo à banda C em distância”, analisou. Por fim, Rubens disse que, na região de Campinas, a SES inaugurou o seu próprio teleporto, “onde conseguimos controlar alguns sinais de banda Ku tão robusto quanto um sinal de banda C. Com o teleporto é possível gerenciar as operações do SES-14, bem como transmissão de sinais via feixes do satélite. Ao transmitir sinais através dos feixes amplos do SES-14, o teleporto vai capacitar os operadores de IPTV e de cabo para ampliar seus canais, expandindo seu alcance e proporcionando uma experiência de visualização aprimorada em toda a América Latina”, comentou.

Outro destaque é o VoD Everywhere, “no qual vamos gerenciar o conteúdo pelo nosso teleporto, e distribuir rapidamente explica com algoritmo local de recomendação de programação para o usuário”, sintetizou no fim da palestra

O SET Centro-Oeste acontece dias 5 e 6 de Novembro, na PUC Goiás, em Goiânia – GO.

Programação completa

Por Tainara Rebelo e Fabio Lima (fotos) em Goiânia. Fernando Moura, em São Paulo.