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Grupo de Rádio AESP/SET discute os desafios do setor

Grupo alerta para critérios técnicos de revisão de Norma Técnica FM.

Grupo de Rádio AESP/SET em reunião na SET. Foto: Tainara Rebelo.

A SET sediou, na quarta-feira, 22, o encontro entre o Comitê Técnico da AESP e a diretoria de Rádio da SET, que discutiu os atos normativos e regulatórios governamentais que estão impactando no segmento Rádio no atual momento da migração da faixa AM para a FM. Foram abordados dois assuntos: a análise da proposta de revisão da norma técnica da radiodifusão sonora em FM e o Sistema Mosaico da Anatel.

Eduardo Cappia, Valderez Donzelli e José Mauro Ávila, do Comitê Técnico da AESP e da diretoria de Rádio da SET. Foto: Tainara Rebelo

“Discutimos a decisão da Anatel e do MCTIC em revisar a norma técnica de modo a acomodar um número maior de emissoras FM na faixa convencional (88 a 108 MHz)”, disse Eduardo Cappia, diretor de Rádio da SET e da AESP. “O assunto é grave pois impacta no aumento da utilização da faixa convencional FM (88 a 108 MHz), se adotados a retirada pura simples da proteção ao segundo canal adjacente FM e eliminação também da proteção aos canais por batimento de FI (+ ou – 53/54 canais).”

Cappia afirmou que o grupo alerta para a necessidade de estudos adequados, antes de qualquer mudança, que busquem preservar o serviço já instalado. “Em nossa avaliação, acomodar mais estações na faixa normal pode degradar o serviço para o ouvinte”, avalia.

“Se a revisão da norma prevalecer, serão colocadas estações no mesmo espaço já ocupado por outras”, pondera.”A proposta precisa ser analisada com bastante critério tanto do ponto de vista de transmissão, quanto de recepção. Comercialmente, a faixa estendida ainda é um cenário novo, que só vai se concretizar a partir de 2019″.

“Na nossa visão, não é possível colocar mais emissoras na faixa normal sem um estudo tecnológico detalhado, que leve em conta o universo de aparelhos de recepção de rádio e de transmissores no país: essa é a recomendação do grupo”, enfatiza.

Desafios para o Rádio

Comitê Técnico da AESP e Diretoria de Rádio da SET discutem os desafios do setor. Foto: Tainara Rebelo

Como todos os veículos de massa, o rádio também busca se adaptar ao atual cenário digital, de mídias convergentes e de múltiplas telas. “O rádio é um veículo ainda muito consumido no mundo todo, tanto nos pequenos lugares, quanto nos grandes centros. Em cidades como São Paulo, por exemplo, sua força é muito grande no carro”, diz o diretor da SET.

O desafio agora é criar novos hábitos de consumo, em especial nos smartphones. “Todos os celulares podem sintonizar emissoras de rádios, sem necessidade de internet. No entanto, os receptores vêm bloqueados de fábrica. Nossa luta é para que esta sintonia seja liberada desde a compra do aparelho, como foi estabelecido no México este ano”, afirma. “Se a pessoa sintonizar o rádio desta forma, ela economizará a bateria do aparelho e seu plano de dados”, explica.

A tendência é que a liberação do receptor de rádio nos celulares seja regularizada. “O rádio é uma fonte essencial de informações atualizadas e em tempo real em caso de catástrofes e em outros fatos relevantes”, diz Cappia, “por isso, alguns países estão revendo suas normas”. “No Brasil, há um projeto de lei na Câmera dos Deputados, de autoria do Deputado Sandro Alex com o apoio da ABERT e associações, que torna obrigatória a ativação do receptor de FM no celular”, informa.

O Sistema Mosaico

O Grupo abordou em sua pauta o Sistema Mosaico, reconhecendo os avanços e a irreversibilidade de sua adoção. Também criticas foram elencadas nos procedimentos ainda “travados” nas várias fases “C” do sistema, em especial da fase “C2” onde lacunas devem ser preenchidas, ou campos editados para que o sistema reconheça o e altere para edição e licenciamento em “C3”. Foram feitas análises de manifestações favoráveis e contrarias ao sistema, com sugestões para o aprimoramento.

O Grupo de Rádio AESP/SET

“Nós somos um contraponto e tentamos mostrar para os órgãos reguladores as necessidades de avaliações técnicas para que a boa prestação de serviço aos ouvintes seja garantida e para que o rádio se mantenha como uma mídia fundamental de informação e entretenimento para a população”, explica Cappia.

O Grupo de Rádio AESP/SET foi formado em 2011. Atualmente, conta com 20 integrantes de estados como Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

“A diretoria de Rádio da SET e o comitê da AESP procuram conhecer, difundir e sugerir adaptações nos regulamentos que regem os serviços de radiodifusão em nosso país”, descreve.

O grupo realiza pelo menos três encontros presenciais e quatro reuniões on line por ano. Nas redes sociais, mantém uma página no Facebook que já conta com 1.506 seguidores e que funciona como um fórum que discute temas e publica informações sobre os atos normativos do governo e sobre as discussões tecnológicas ligadas ao setor. Para conhecer, visite este link.

© Eduardo Cappia – Diretoria de Rádio SET
Comitê Técnico AESP.