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OTT requer investimento, monitoramento e bom conteúdo

Da esq. para a dir: Marcelo Guerra, Bruno Magalhães, Guilherme Castello Branco e Fábio Tsuzuki. Foto: Mário Ohashi.

“O brasileiro gosta muito de tecnologia e a gente percebe isso”, disse Marcelo Guerra, gerente de Tecnologia em Mídias Digitais da TV Globo, na abertura do painel Modelos de negócios para OTTs nesta quarta-feira, 12, no seminário SET Sul 2019.

Com os novos dispositivos móveis, a facilidade de acesso ao conteúdo é evidente. “A média diária de uso de internet no Brasil já passa de cinco horas, enquanto a de TV é de quatro horas”, explicou ele.

“No caso da Globo Play, o consumo tem crescido exponencialmente e já temos mais de 20 milhões de visualizações mês”, comentou.

A partir deste cenário, ele chamou os palestrantes para comentar as soluções, as oportunidades e os desafios para quem quer investir em uma plataforma de vídeo sob demanda.

Guilherme Castelo Branco, diretor da Phase Engenharia foi o primeiro a falar e focou nas ferramentas de monitoração em OTT.

“No mundo OTT, o cliente é muito mais exigente. Se um vídeo demora três segundos para abrir, ele desiste e não volta, comprometendo a monetização. Isso não acontece na TV aberta ou na TV por assinatura”, explicou.

“Você precisa assegurar que o conteúdo seja entregue e que os terceiros contratados façam suas tarefas direito”, aconselhou.

O executivo fez uma demonstração detalhada dos pontos da cadeia de distribuição do OTT que merecem ser monitorados e as ferramentas que fazem esta avaliação. “É importante fazer o monitoramento adequado de todas as etapas do negócio”.

Phase Engenharia: Monitoração de sistemas de OTT é importante para a credibilidade do negócio. Imagem: Guilherme Castello Branco

Fabio de Sales Guerra Tsuzuki, CEO da Media Portal Soluções, apresentou o case da Novo Tempo, uma TV batista, presente em 550 cidades, com seis estúdios e 500 funcionários.

A Media Portal foi contratada para fazer a gestão do acervo da emissora e, depois, sua digitalização.

“Recebemos o desafio de criar um único fluxo que cuidasse do processo broadcast e broadband“, explicou.

Media Portal: solução integrada de MAM e OTT. Imagem: Fábio Tsuzuki.

“Através do sistema de MAM criamos um fluxo unificado para exibição na TV e publicação em OTT, sem a necessidade de duplicar a infraestrutura”, ressaltou.

Bruno Magalhães, diretor de desenvolvimento de negócios LATAM da ATEME, explicou as ferramentas de otimização para OTT, na área de enconders, transcoders, CDN e storage, que a empresa oferece.

Ateme: soluções em enconders e transcoders para sistemas OTTs. Imagem: Bruno Magalhãoes

“O mercado de OTTs vem perdendo receitas e se concentrando. Nós oferecemos soluções que buscam otimizar o investimento e fazê-lo o mais rentável possível”, explicou.