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Os desafios para o switch off completo em 2023

Foto: Camilla Cintra, supervisora executiva da Área de Projetos de Transmissão da TV Globo, realizando sua palestra. | Créditos: Mario Ohashi/SET

O desligamento analógico foi consumado em 2018. A faixa do 700 MHz foi liberada para as operadoras de telefonia com apoio da Seja Digital.  Agora, a próxima etapa para conclusão do processo de desligamento será em 2023.

O painel Pós-Switch Off: como ficamos para 2023?, teve Marco Martins, gerente de Engenharia de Telecomunicações da RPC, como moderador, além dos palestrantes Marcelo Zamot, gerente comercial da Ideal Antenas; Sérgio Martines, diretor executivo da SM Facilities; Camilla Cintra, supervisora executiva da Área de Projetos de Transmissão da TV Globo; Guilherme Castelo Branco, diretor da Phase Engenharia; e Enio Sergio Jacomino, consultor da GTD Global.

Martines iniciou as apresentações falando dos desafios da região Sul para efetivar o desligamento do sinal analógico sem deixar pessoas sem sinal televisivo. O grande desafio na região Sul do país é o fato de ser a região com maior número de municípios com até de 5000 habitantes”, disse

No paraná, quase 25% das cidades tem no máximo 5000 habitantes. Em 2017, o Tribunal de Contas do estado divulgou estudo no qual sugeriu a fusão entre alguns municípios como solução para atender condições básicas de saúde e educação para a população. Aliado a isso, cidades deste porte são atendidas por retransmissoras em outras cidades e poderiam ter seu sinal de televisão extinto após o switch off devido a falta de infraestrutura para suportar tal tecnologia.

Zamot, Castelo Branco e Cintra destacaram em suas falas a questão do compartilhamento. Para castelo Branco compartilhamento viabiliza a digitalização, uma vez que as prefeituras não te interesse e nem dinheiro para bancar a modernização. “Compartilhar para diminui o custo da infraestrutura, operacional e manutenção. As emissoras preferem ainda essa estrutura outdoor, ou seja, sem abrigo. Dessa forma, o custo de instalação e operação é menor”, aformou.

Cintra corrobora com castelo Branco, na medida em que acredita que o compartilhamento de estrutura pode validar novas soluções e modelos de negócios. Porém, destaca que as prefeituras precisam fazer parte do processo. “O setor precisa dar as mãos e prefeituras e associações precisam aderir à causa para que seja possível viabilizar a tecnologia digital”, ponderou.

Em sua fala, Jacomino focou na TV aberta e elencou os tipos de emissoras existentes e seus objetivos.

“Existem as emissoras comerciais, sempre em busca de faturamento. Logo,  precisa de aérea de cobertura. Depois tem as emissoras religiosas que também necessitam de aérea de cobertura para chegar aos seu público alvo e atrair novos. E por fim, as emissoras públicas, que tem como difundir a cultura e conhecimento em geral, portanto, obrigação social de levar programação de aspecto educativo para todo o país”, afirmou.