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Migração para FM é considerada positiva por quase totalidade de emissoras

ABERT, com edição da SET

 

Uma pesquisa encomendada pela ABERT sobre a satisfação das rádios no processo de migração de AM para FM, no Brasil, aponta que 95% das emissoras consideram positiva a mudança.

O grau de satisfação com a faixa FM chega a 81%: 33% das rádios disseram que estão satisfeitas e 48% se dizem muito satisfeitas.

54% das emissoras entrevistadas relataram algum tipo de dificuldade durante a migração e a burocracia no processo foi apontada como a principal causa.

Das 100 emissoras ouvidas, 57% relataram que houve aumento da receita após o funcionamento na nova faixa.  De acordo com a pesquisa ABERT/DataCenso, o aumento médio da receita foi de 51%.

Para 64% das rádios, a audiência também aumentou.

55% dos entrevistados consideraram alto o valor pago pela nova outorga, 39% acharam justo e apenas 1% considerou o preço barato.

Na maioria das rádios, o número de empregados foi mantido e a predominância é de um quadro de até 10 funcionários.

Em relação à potência e cobertura de sinal, a maioria das rádios se disse satisfeita com o resultado, porém o índice geral de satisfação ficou abaixo do mínimo aceitável, de 80%. 61% disseram estar satisfeitas/ muito satisfeitas com a nova potência e 69%, com a nova cobertura da rádio.

O presidente da ABERT Paulo Tonet Camargo comemorou o resultado e lembrou que a migração do AM para o FM revigorou a força do rádio.

“Ao funcionar em FM, as rádios têm uma melhora significativa de qualidade de áudio, competitividade no mercado e maior alcance por meio dos dispositivos móveis. O radiodifusor aceitou o desafio e, mesmo com todas as dificuldades por causa do momento econômico delicado que atinge o setor, se preparou para poder levar aos seus ouvintes informação e entretenimento com mais qualidade”, afirmou Tonet.

 

O Diretor de Rádio da SET, Eduardo Cappia, comentou a pesquisa e considerou “a amostragem muito significativa”, e teceu os seguintes comentários:

-Resultado extremamente positivo na mudança de cenário, qualidade de áudio e penetração possível nos smartphones;

– A absoluta maioria dos radiodifusores está satisfeita, como se observa. A consideração sobre valor pago pela outorga ter sido considerada alta por alguns deve ser relativizada, pois se paga muito mais pela diferença de outorga em alterações de Classe (potência) de emissoras, do que na Migração AM para FM.

– Quanto aos números revelarem que a satisfação pela cobertura está abaixo do aceitável, discordamos do senso final, pois leva em conta o critério estatístico/pesquisa de 80%. “Na verdade é o sentimento de comparação e o desejo de evoluir e melhora constante típico do empresário e do ser humano em sua essência”, pontua.

“Enaltecemos o trabalho da ABERT em todo este processo Migratório, que agrega este trabalho censitário do que já chamamos de “pós migração””, finaliza Cappia.