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MCTIC define temas para consulta pública do plano nacional de IoT

A Câmara de IoT (Internet das Coisas) do Ministério de Ciência de Tecnologia e Comunicações (MCTIC) já definiu os principais temas que farão parte da consulta pública que o órgão vai abrir para receber contribuições e criar uma política para o setor.

De acordo com o Convergecom, a informação é de Thales Marçal Vieira Netto, gerente de Projetos do Ministério. Ele participou de um evento organizado pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), no qual foi apresentado um estudo preliminar sobre a padronização da frequência para LPWAN (Low Power Wide Area Network), e que teve seu contorno definido pela Portaria de 454 de 2006 da Anatel e agora aguarda a definição de padrões.

Países como Austrália e Estados Unidos finalizam as definições de seus padrões. Japão e Coreia estão fazendo o mesmo. As recomendações do grupo de trabalho propõem uma alternativa configurada por software para as faixas entre 907,5 MHz e 915 MHz para garantir a qualidade de upload e download.

A consulta vai propor questões regulatórias, incentivo e subsídios para a área de pesquisa e desenvolvimento, formação de recursos humanos, como atrair investimento e financiamento para o segmento, segurança e privacidade de dados, rede de transporte de dados, gateways e dispositivos e uso para aplicações em setores como saúde e agricultura.

Essa iniciativa vai se juntar ao estudo contratado pelo BNDES à consultoria McKinsey, que servirá para elaboração de políticas públicas e iniciativas do Plano Nacional de Internet das Coisas, que deve ser executado em nove meses contados a partir de novembro, em três fases que vão desde o diagnóstico do potencial impacto da Internet das Coisas no Brasil e das competências que o país já possui até a criação do Plano de Ação 2017-2022. Após a conclusão das três fases, o consórcio ficará dedicado, nos seis meses subsequentes, a apoiar os agentes públicos e privados em iniciativas de implantação das políticas públicas propostas.

Segundo Flavio Maeda, presidente da ABINC, o estudo elaborado pela entidade ainda é preliminar e resumido e deverá ser aperfeiçoado pelos membros das mesmas, que foi constituída recentemente para incentivar e impulsionar o uso de Internet das Coisas nos negócios das empresas.

A entidade, que faz parte da Câmara de IoT, está criando grupos de trabalhos, realizando meetups, apoiando a realização de hackathon, de teste de novas tecnologias, entre outros. Além disso, está estabelecendo parcerias com a entidade inglesa IoT Security Foundation, LoRa Alliance, ITU e com o centro de pesquisa CESAR, de Recife, para a realização de um estudo de interoperabilidade.

 

Fonte: Convergecom