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Inteligência Artificial na produção de conteúdo já é realidade

Da esq. para dir: Roberto Oliveira, Erick Soares, Chauã Queirolo e Hugo Nascimento. Foto: Mário Ohashi.

Para Roberto Oliveira, coordenador de Tecnologia da RPC, “o mundo de TI e da radiodifusão estão cada vez mais conectados, na medida em que virtualização, cloud e outros recursos integram a cadeia de produção”.

Ele moderou o painel Inteligência Artificial e o Machine Learning a serviço da radiodifusão que discutiu como essas novas tecnologias podem apoiar a produção de conteúdo a curto e médio prazos.

O painel aconteceu na manhã de quinta-feira, 13 de junho, como parte da grade de programação do SET Sul 2019, evento que a SET promoveu na Universidade Positivo, em Curitiba.

Oliveira descreveu os principais conceitos como Inteligência Artificial (IA), Machinel Learning, Deep Learning e outros. Depois, afirmou “dados são a base de tudo”.

Chauã Queirolo, da RPC, foi o primeiro palestrante. Ele focou em ferramentas que transforam dados ou imagens em texto. “Podemos usar essas estratégias na produção de conteúdo”, disse.

Com a IA, por exemplo, já é possível compilar dados e gerar notícias sobre um campeonato de futebol. É o caso do site Numerólogos, do GloboEsporte. “No entanto, é necessário um trabalho de curadoria. O jornalista pode editar a matéria para garantir o melhor resultado”.

Outro exemplo apresentado por Queirolo foi o da Netflix, que usa recursos de IA para customizar a busca do usuário por conteúdo baseada em navegações anteriores.

“O uso da IA para produção de conteúdo já está aí e acontece, não é algo do futuro. Precisamos quebrar a barreira entre o produtor de conteúdo e a tecnologia. O maior benefício da IA é a precisão e agilidade”, apontou.

Hugo Nascimento, CTO da AD Digital, comentou as vantagens da IA na produção de notícias, nas lojas online e nos novos assistentes virtuais.

“A partir da análise de dados de navegação, a IA pode oferecer produtos aos consumidores que se encaixam em seus perfis “, disse.

A mesma solução pode ser usada em um site de notícias, por exempo, para customizar a ordem em que elas aparecem de acordo com o interesse do leitor.

Ainda na questão da produção de notícias, as ferramentas disponíveis no mercado já produzem textos baseados em dados. “A IA consegue gerar notícias bastante específicas e claras a partir de conjuntos de dados complexos”, informou. Mas alertou: “a automatização funciona muito bem, desde que seja bem monitorada”.

“A automação é positiva para tarefas repetitivas, para liberar o humano para tarefas mais criativas”, continuou.

Ao final de sua apresentação, ele anúnciou o que já está vindo: o Google está testando um sistema de reconhecimento de fala speech-to-speech que traduz automaticamente um idioma em conversas telefônicas em tempo real.

Erick Soares, expert em Tecnologia da Sony Brasil, aconselhou: “a IA é uma ferramenta muito poderosa, que traz muitos benefícios, mas que precisa estar vinculada a objetivos concretos de negócio de modo a trazers bons resultados”.

Em sua fala, fez um resumo das aplicações em vários segmentos, como saúde, na área de diagnósticos; sistema financeiro, na elaboração de relatórios, estatísticas e balanços; sistema bancário, em sistemas antifraude; indústria petrolífera, para otimizar recursos; segurança, na avaliação de dados.

A IA também está ajudando a indústria de entretenimento, desde robôs de companhia até celulares com câmeras de reconhecimento facial automático e inúmeros recursos para manipulação de aúdio e vídeo que já podem ser utilizados para ganhar rapidez e agilidade na produção de informação.