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Navegando entre a Inteligência Artificial (IA) e os anúncios

Susan Ashworth | TV Technology


Imagine um mundo vertiginoso, onde a publicidade pode ser feita sob medida, direcionada e personalizada em um grau nunca visto.
Considere, por exemplo, o cenário futurista em que um anúncio de salgadinhos é enviado apenas para ciclistas canhotos e que usam óculos e moram em São Paulo.
Quais são os benefícios e desvantagens de criar esse tipo de publicidade? E o que o aprendizado de máquina e a Inteligência Artificial estão fazendo para melhorar a publicidade e a inserção promocional?
Na sessão “IA em mídia e entretenimento”, que aconteceu na terça-feira no NAB Show, executivos de mídia analisaram a maneira como essas tecnologias melhoram a inserção de anúncios.
Desde o início, os palestrantes abordaram os preconceitos que envolvem a IA. "Eu acho que precisa acontecer uma concientização sobre a IA, especialmente quando se diz que é uma coisa aterrorizante e vai arruinar o mundo", disse Geoff Wolinetz, vice-presidente sênior de relacionamento com clientes da FreeWheel. 
Em vez disso, para ele: "O benefício da IA ​​tem tudo a ver com o uso e nada a ver com o conceito".
Os palestrantes abordaram as maneiras pelas quais a IA e o aprendizado de máquina podem fornecer informações úteis às empresas de mídia, incluindo um entendimento mais profundo das previsões e comentários sobre as melhores maneiras de personalizar uma experiência de anúncio.
Mas, apesar de toda a promessa de um mundo de Inteligência Artificial automatizado, um ser humano real sempre fará parte do cenário. A intervenção humana é necessária para criar conjuntos de dados limpos, que podem então ser usados ​​para orientar as empresas em anúncios e inserções promocionais. “Você precisa de um humano para corrigir conjuntos de dados. Isso não mudará tão cedo. De acordo com Christopher Curley, da Distribuição e Telecomunicações do Google.
O verdadeiro benefício da IA, disse Wolinetz, é que ela dá aos humanos a oportunidade de se concentrar mais nas estratégias. "Há coisas que podemos otimizar com IA para que possamos focar a atenção humana em coisas mais importantes", disse ele. “Precisamos de humanos ensinando as máquinas a melhorar e serem mais inteligentes.”
Jarred Wilichinsky, vice-presidente de Monetização de Vídeo e Operações da CBS Interactive, concordou. "É uma ótima ferramenta para qualquer gerente de departamento da empresa usar para automatizar tarefas".
As empresas de mídia também precisam estar cientes do complicado equilíbrio entre o uso de dados para otimizar a publicidade e a demanda por privacidade do consumidor.

Em janeiro, a Lei Americana de Disseminação de Dados foi introduzida no Senado, em um esforço para criar uma lei nacional de privacidade de dados do consumidor, que terá impacto na coleta de dados pela Internet, que contenham informações pessoalmente identificáveis. Esse projeto seguiu outros relacionados à proteção de dados e transparência.

Apesar dos desafios que os regulamentos adicionais podem trazer, os painelistas reiteraram a importância da proteção de privacidade e governança de dados inteligentes. "O desafio existe para proteger os consumidores e extrair dados", disse Curley. "Nós respeitamos muito o relacionamento que temos com nossos consumidores".

E qual é o papel da IA ​​e do aprendizado de máquina na publicidade avançada? 

"É onde estamos hoje", disse Wilichinsky, acrescentando que as empresas de mídia experientes ainda precisam se perguntar se essa combinação de publicidade avançada com Inteligência Artificial faz sentido do ponto de vista da monetização. A resposta está em saber se seus esforços de publicidade estão atingindo os clientes certos da maneira certa.

O painel foi moderado por Chris Pizzurro, vice-presidente de Vendas Globais da Canoe Ventures, e incluiu Joel Hassell, CEO da Canoe Ventures.

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