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Campus Party Brasil reúne jovens empreendedores e aborda a Educação 4.0

Campus Party. Foto: divulgação.

Aconteceu esta semana, em São Paulo, a 12ª edição da Campus Party Brasil, um dos maiores eventos de imersão tecnológica do mundo.

A SET conferiu a coletiva de imprensa que abriu o evento na terça-feira, 12 de fevererio. Estavam presentes os patrocinadores que tiveram como host Francesco Faruggia, presidente do Instituto Campus Party.

O idealizador do evento ressaltou a importância do empreendedorismo e dos novos negócios, em especial os que surgem nas periferias das grandes cidades.

Para participar da Campus Party é necessário comprar ingresso que varia entre R$ 350,00 e R$ 440,00. O público é no geral bastante jovem, mas o evento não busca ser uma versão juvenil das grandes feiras e congressos mais comerciais.

Na verdade, o conceito é totalmente diferente. Além do ambiente mais informal, a cara é mesmo de campus universitário, com meninos e meninas de bermuda, chinelos e camisetas de Star Wars, atarefados com seus projetos, sejam de robótica, IOT ou games.

Há poucos estandes e as imensas áreas de convivência, com acesso à internet, permitem aos campuseiros se conectar, trabalhar, desenvolver novos produtos e realizar networking.

A Campus Party foca em cérebros jovens que são desafiados a levar a tecnologia a outro patamar, fazendo o que gostam: cultura empreendedora, entretenimento e foco no futuro, de preferência sustentável e inclusivo.

Além do espaço de convivência e do camping, o evento oferece também sete palcos para conferências, onde se apresentam pesquisadores, empreendedores, youtubers, artistas, líderes do terceiro setor, autoridades governamentais e executivos nacionais e internacionais.

Entre eles, o físico brasileiro Ivair Gontijo, autor do livro “A Caminho de Marte”, que fez um relato sobre sua trajetória do interior de Minas Gerais até o JPL – Jet Propulsion Laboratory da NASA.

Ou a pesquisadora Ligia Zotini Mazurkiewicz, fundadora da startup Voicers, que discutiu a 4a. Revolução Industrial.

Um palco especial chamou atenção pela sigla STEAM, que significa Science, Technology, Engineering, Arts and Maths.

Ali, entre outros assuntos, foi abordado o conceito de Economia Circular, que visa mudar a maneira de produzir e reciclar produtos. “A economia circular oferece diversos mecanismos de criação de valor dissociados do consumo de recursos finitos”, diz a descrição da palestra.

Na questão da formação, várias foram as palestras voltadas para a Educação 4.0. Entre elas, a de Sharron McPherson, diretora fundadora da Women in Infrastructure Development & Energy (WINDE), que falou sobre inteligência artificial e o futuro do ensino superior.

E a da cientista brasileira Marisa Cavalcante, professora do Departamento de Física da Universidade Federal do Amazonas e coordenadora do laboratório de Pesquisa, Ensino e Extensão UFAMakers.

Ela apresentou um projeto piloto de desenvolvimento do pensamento computacional em escolas públicas do Amazonas, como parte do que é conhecido como Cultura Maker.

“Neste ano, além de investirmos em grandes nomes de cada área de conhecimento, buscamos também trazer para as Academias e Workshops atividades que deem oportunidade para o campuseiro absorver e colocar em prática todo o conhecimento adquirido”, disse Tonico Novaes, diretor da MCI Brasil e responsável pela Campus Party Brasil.

1º Fórum Brasileiro de Empreendedorismo Social e Periférico

Segundo os organizadores da Campus Party, a iniciativa teve como objetivo promover o compartilhamento, debate e construção de ideias que tratam sobre os mais variados desafios de desenvolvimento social.

Através de workshops, palestras e rodas de conversa, o Fórum trouxe iniciativas reais e de sucesso que acontecem no Brasil e no mundo, a partir de cinco grandes pilares: Empreendedorismo Popular, Potenciais Periféricos, Tecnologias de Impacto e Inclusão Social e Diversidade.

“Procuramos com a Campus Party sempre deixar um legado pelas cidades pelas quais passamos e este Fórum não deixa de ser uma forma de procurar soluções para integrar e proporcionar oportunidades para uma periferia que está cada vez mais conectada”, explicou Francesco Farruggia.

As palestras puderam  ser acompanhadas em tempo real no site oficial da Campus Party ou no Campuse.ro, via streaming.

Texto: Carla Dórea Bartz, com informações da Assessoria de Imprensa da Campus Party.