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O que fazer com o R$ 1 bi que sobrou do leilão do 4G?

O leilão da faixa de 700MHz, destinado à conexão 4G, aconteceu em 2014. E, à medida que a conclusão dos procedimentos relacionados a esse leilão se aproxima – como a retirada dos canais analógicos de TV dessa frequência -, um dilema muito bem-vindo emerge: o que fazer com o saldo excedente, de aproximadamente R$ 1 bilhão?

Essa foi a principal discussão de painel realizado nesta terça (27), durante o SET EXPO, o maior evento de tecnologia e negócios de mídia e entretenimento da América Latina. “É um problema bom e até raro no Brasil. Foi um projeto tão bem sucedido que, com a sobra de recursos, conseguiremos outras melhorias”, afirmou Leandro Lobo Guerra, diretor de relações institucionais da TIM e representante das operadoras no encontro.

Um dos destinos já está definido, e está definido desde a publicação do edital: a distribuição de conversores de TV Digital a famílias de baixa renda que já não os tenham. Mas, do R$ 1 bilhão, pouco deverá ser consumido com essa tarefa, já que boa parte dessas famílias (12,4 milhões) já recebeu um conversor.

“Temos algumas opções de projetos para destinar os recursos excedentes, todos ligados ao setor de telecomunicações e radiodifusão”, disse Moisés Queiroz Moreira, Conselheiro da Anatel. “Acredito que em até 90 dias teremos um consenso e poderemos iniciar a execução”.

Entre as propostas, há desde a ampliação da cobertura 4G na faixa de 700MHz a instalação e manutenção de bloqueadores de sinais em estabelecimentos penitenciários. Já a hipótese de resguardar a quantia para a próxima geração de internet móvel, o 5G, está fora do radar.