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UM CAFÉ DA MANHÃ BRASILEIRO EM AMSTERDAM

IBC
UM CAFÉ DA MANHÃ BRASILEIRO EM AMSTERDAM
Revista da SET  – Edição 102

Durante a realização do International Broadcasters Convention, o IBC, de 11 a 16 de setembro, em Amsterdam, na Holanda, cerca de 50.000 pessoas passaram pelos estandes de quase 1.400 empresas de 130 países de todo o mundo. Do total de público, por sinal recorde, mais de 80 eram brasileiros e, destes, 28 faziam parte da delegação organizada pela SET/Brazilusa (da diretoria da SET estiveram presentes Liliana Nakonechyj, Olímpio José Franco, José Wander Lima e Castro, Roberto Franco, Alex R. dos Santos Pimentel, Paulo Henrique C. Viveiros Castro, Gunnar Bedicks, Daniela Helena Machado e Souza, Luis Fabichak, Sundeep Jinsi, Carlos Fini, Guilherme Silva Ramalho, José Marcelo Amaral, Sok Won Lee, Enio Sérgio Jacomino, Carlos Eduardo de Oliveira Capellão e Ivan Miranda).
Foi a segunda vez que a parceria SET/ Brazilusa funcionou. “A novidade deste ano é que organizamos o primeiro encontro de brasileiros da SET no IBC”, diz Anna Lúcia Gomes Nunes, secretáriageral da entidade. No domingo, 14 de setembro, no IBC Business Club Lounge, a SET recebeu 40 pessoas para um café da manhã informal, agradável e sob o comando de Liliana Nakonechyj, presidente da SET.

Liliana agradeceu aos que compareceram eles se tornaram fundadores do espaço brasileiro no IBC. Em especial, ela agradeceu à Thomson e à SONY, parceiras da SET e patrocinadoras deste evento. Além do patrocínio, a Thomson ainda enviou Dave Bancroft, gerente de tecnologias avançadas, para palestrar e conduzir excelente mesa redonda sobre cenários tecnológicos futuros. Por sua vez, Armando Ishimaru representou a SONY.

“O bate papo, apesar de informal, foi muito rico por causa da experiência acumulada e do acompanhamento sistemático que membros da SET fazem na área de broadcast. Quanto a Dave Bancroft, ele a acompanha há mais de 40 anos”, diz Daniela Helena Machado de Souza, diretora de eventos da SET.

Conferências
O IBC é o principal evento europeu do mercado de criação, gerenciamento e entrega de conteúdo para a indústria de entretenimento. A edição 2008 a primeira foi em 1967 teve como atrações especiais a Big Screen Experience, as demonstrações na Training Zone e as diversas apresentações free e Business Briefings. As áreas de exposição Digital Signage, IPTV e Mobile TV também são pontos fortes da mostra.

Já as conferências mais importantes acontecem no New Technology Campus, o NTC, que congrega pesquisadores do Japão, Rússia e Europa. Elas começaram no dia 11. O tema geral do dia foi “Acesso ao conteúdo pela web – qualidade de entrega, seleção de conteúdo, evolução de serviços”. Nas palestras se falou de como a interatividade e os “consumidores diretores” influenciam toda a cadeia de valor da televisão, como os tradicionais difusores (emissoras) lineares vão competir e também o papel do IP na entrega (distribuição) de conteúdo, enquanto consoles de jogos e telefones móveis são usados para ver TV.

No dia seguinte, o tema era “Negócios futuros dos difusores: lapidando o ambiente do produto”. Então examinou-se o ambiente dos produtos audiovisuais de hoje e também as formas de distribuição e foram identificados os condutores das mudanças. O dia foi encerrado depois da clarificação do ambiente global de produtos e da maneira como o meio é influenciado pelo rápido crescimento econômico da Índia e da China, expansão que cria oportunidades para as empresas de todo o mundo.

No sábado, 13, a conferência discutiu: “Os dividendos do digital: HD, móvel, broadband ou novas mídias?”. A troca de idéias girou em torno da lapidação do futuro da mídia para os próximos 50 anos. Ao longo do dia, especialistas debateram ainda questões sobre negócios, tecnologia e conteúdo que afetam os lucros de emissoras e fabricantes.

No domingo, 14, foi a vez do tema “Produção de conteúdo: tecnologia, criati vi da de e negócios em uma era de mu danças”; os questionamentos se concentraram nas áreas onde o impacto das mudanças são mais agudos por conta do realce de questões que transformam as cadeias de valor de conteúdo. Entre os principais objetivos estavam a identificação da criação de novas oportunidades de negócios e a previsão da próxima geração de tecnologias de distribuição e de como essas novas tecnologias vão liderar os negócios que envolvem a produção de conteúdo.

Finalmente, na segunda, 15, foi a vez do painel “Novas dimensões para o Big Screen da IBC”; o tema de cinema digital esteve focado nas produções e apresentações de filmes estereoscópicos em 3D. Novas tecnologias em câmeras, pós-produção e sistema de projeção permitem adicionar uma nova dimensão à experiência do cinema.

A melhor das impressões
“Por várias razões a minha impressão sobre o IBC foi a melhor possível”, conta Daniela. “Fiquei com a sensação de que os fabricantes, de modo geral, apesar de necessitarem dos mesmos resultados de vendas como os americanos durante a NAB, se focam mais na qualidade do atendimento, no entendimento específico da necessidade de cada visitante e na proposta de solução por meio da tecnologia que fabricam”.

De acordo com a diretora de eventos da SET, quanto à tecnologia, no IBC ainda se falou bastante sobre vários conceitos como HD, tapeless, media asset managment, content delivery, que já não são novidade. “Todavia, no evento se falou muito sobre a necessidade de que agora o importante é a oferta da melhor solução possível para gerir os conteúdos digitais dentro das emissoras, com a maior escalabilidade possível, melhor integração entre os diversos e inúmeros formatos existentes associados à distribuição destes mesmos conteúdos para diversas plataformas de mídia, tais como mobile, broadcast, VOD, IPTV, WEB, entre outros.”

Um grande destaque foi dado também à adequação das tecnologias para plataformas 3 Gb/s que acomodem o formato 1080p. Vários fabricantes apresentaram módulos de upgrades para estrutura HD 1,5 Gb/s já existentes, enquanto outros exibiram novos produtos, deixando muitos consumidores preocupados com os investimentos já feitos sem uma possibilidade de evolução futura. “Contudo, obsolescência programada é a regra da indústria. O grande desafio do gestor de tecnologia é usar sua habilidade a fim de equilibrar investimento, expansão futura, ROI e, principalmente, funcionalidade colaborativa”, avalia Daniela.