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Telebras amplia para R$ 91,1 milhões os investimentos na rede da Copa do Mundo

O investimento da Estatal brasileira garantiu a transmissão de 517 horas de imagens HDTV durante a Copa do Mundo na transmissão dos 64 jogos da competição realizada entre o dia 12 de junho e o 13 de julho de 2014.

Telebras afirma que o investimento na implantação de infraestrutura da rede de fibra óptica que transmitiu os 64 jogos Copa do Mundo de 2014 superou os R$ 91 milhões, mas ainda faltam somar aos gastos as ordens de serviços executados próximos ao mundial.

O valor engloba os dispêndios de 2012, 2013 e os seis primeiros meses deste ano. Foram investidos R$ 40,3 milhões em 2012, R$ 28,2 milhões em 2013 e mais R$ 22,6 milhões nos seis primeiros meses de 2014. A Telebras foi a empresa responsável pela construção da rede de fibra óptica usada na transmissão de imagens de alta definição (HDTV – vídeo e áudio) entre as 12 Arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC) no Rio de Janeiro. A empresa também interligou os centros de treinamento das seleções de todos os países ao IBC.
A cidade-sede que recebeu mais investimentos, nestes três anos, foi o Rio de Janeiro, com R$ 18,9 milhões, seguida de Belo Horizonte, com 12,1 milhões, e Brasília, com R$ 11,4 milhões. Estes investimentos mais altos são justificados porque Belo Horizonte foi a sede do Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC) da FIFA na Copa das Confederações 2013, enquanto o Rio foi a sede do IBC na Copa do Mundo de 2014. Este ano, todas as imagens em alta definição dos jogos foram concentradas no IBC do Riocentro (RJ).
Ao todo, a Telebras transmitiu 166 terabytes de dados no anel óptico interligando as 12 arenas da Copa ao IBC da Fifa no Rio de Janeiro. Foram cerca de 517 horas de transmissão na dupla abordagem entre as arenas e o IBC, de onde as imagens foram distribuídas a mais de 200 emissoras de TV de vários países com direitos de transmissão.
Para construir e operar essa rede de 15.280 km interligando os estádios ao IBC a Telebras mobilizou 229 colaboradores em atuação direta, além de 72 pessoas de empresas parceiras e 142 de fornecedores. Segundo explicou a estatal, estas infraestruturas se incorporam à rede da Telebras e ficam como legado para utilização no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), levando internet de alta definição a municípios mais remotos com preços baixos, além de servirem de base para as chamadas redes de governo após a Copa do Mundo.