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Startups

Nº 145 – Set/Out 2014

REPORTAGEM

Um espaço bastante interessante na Feira de Negócios do SET EXPO 2014 foi estande das Startups. A iniciativa foi criada no ano passado sob a ideia de que as startups exercem um papel importante no surgimento de novas tecnologias, mas só nessa edição do evento conseguiu reunir mais empresas e chamar de fato a atenção do público que percorreu a feira.
Dessa vez, foi criado um concurso de startups.
Organizado pela SET, pela Escola de Negócios do SEBRAE-SP e Grupo EraTransmídia, com apoio da Microsoft, o certame teve os trabalhos avaliados pelo comitê formado por membros das três organizações. A primeira etapa do concurso teve mais de 40 inscrições, assim as empresas disputaram em uma seleção feita junto ao Sebrae para escolher as 18 melhores propostas.
“Faz parte da missão do SEBRAE promover a competitividade dos pequenos negócios e fomentar o empreendedorismo”, assinala José Marques Pereira Júnior, consultor de Atendimento/ Startup, da Escola de Negócios SEBRAE -SP. Mas essa missão ganha importância particular, observa, no caso do concurso do SET EXPO, não apenas “pela relevância econômica do mercado de new midia/broadcasting, mas também por ele ser o meio que `conecta´ as pessoas e a sociedade”.
As selecionadas ganharam um curso de 50 horas do Sebrae sobre empreendedorismo, e tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos na Área de Inovação e Startups SET EXPO 2014, além de participar de duas sessões do congresso abertas ao público, “Como criar sua startup no mercado de televisão”, moderada por Rodrigo Arnaut, e “Demo Day Startups SET”, moderada por Lindália Reis, na qual ocorreu o pitching entre as dez startups finalistas. O vencedor do concurso escolhido nesta última sessão teve como prêmio a utilização de créditos na plataforma Microsoft Azure, no programa BizSpark Plus, da Microsoft, no valor equivalente a US$ 60.000. (Veja reportagem abaixo)

Sensorbox
Uma das startups mais visitadas do SET EXPO 2014, foi a Sensorbox, uma empresa 100% nacional que trabalha com um produto feito completamente in house, que leva o mesmo nome da empresa.
O Sensorbox é um sistema de monitoramento bastante completo para instalações profissionais que é composto por hardware e uma plataforma web. Entre as principais funções do dispositivo estão a medição de tensão elétrica, nível de tensão das baterias do sistema de nobreak, temperatura e umidade do ambiente, fatores de eficiência energética e até alarme de segurança.
Segundo os seus criadores, a grande vantagem do Sensorbox é que a parte de hardware é plug and play, o que garante fácil instalação, e a parte de plataforma web carrega a mesma simplicidade: não precisa ser instalada e pode ser acessada de smartphones e tablets também. A empresa trabalha com contratos de locação e o sistema é considerado como uma solução de baixo custo para essas demandas de monitoração.

Stayfilm
Outra empresa do estande das startups foi o Stayfilm, uma plataforma online que possibilita que qualquer pessoa transforme suas fotos e vídeos de redes sociais ou do computador em vídeos de efeitos e qualidade cinematográficos em apenas dois minutos.
O Stayfilm já tem mais de 100 mil usuários e tem algumas parcerias em negociação, informaram à Revista da SET, os seus criadores. Se para o usuário comum ele é quase como uma rede social de filmes pessoais, para outras empresas a plataforma pode funcionar como uma forma de divulgação.
Daniel Almeida, gerente de desenvolvimento estratégico da Stayfilm explicou que os patrocínios podem funcionar de várias formas, podem ser colocados em algumas áreas do sítio ou sendo um canal de distribuição para esses patrocinadores. Ainda há uma terceira opção que consiste na personalização de modelos de criação de filme na plataforma. Por exemplo, se um programa de televisão quiser parceria com a plataforma de vídeos, é possível que o usuário comum crie filmes em um estilo exclusivo que traz a identidade visual do programa. O Stayfilm está disponível em: www.stayfilm.com

SemSenha
Não diretamente ligada com o setor broadcast, mas ainda assim oferecendo um serviço interessante e atual, a SemSenha.com foi outra presença marcante no estande das startups na Feira de Negócios SET EXPO 2014.
“O serviço é voltado para estabelecimentos que ofereçam Wi-Fi para seus clientes, desde uma pequena cafeteria até um estádio”, disse Alexander Leal, um dos envolvidos no projeto. A ideia permite fazer publicidade oferecendo Wi-Fi de qualidade e acesso fácil, o que deve ajudar os estabelecimentos que usam o serviço a atrair mais clientes.
O funcionamento acontece em três etapas: primeiro o usuário visualiza publicidade ao se conectar à rede Wi-Fi, como promoções e eventos; depois de um breve cadastro com apenas nome e e-mail é solicitado (apenas no primeiro acesso) e a internet é liberada; por fim, ao iniciar a navegação, o usuário é direcionado para um endereço vinculado à publicidade exibida anteriormente, podendo ser um sítio de internet, uma fanpage ou até, por exemplo, um perfil no Foursquare, por exemplo. Além disso, ainda há um sistema de gerenciamento onde o proprietário tem total controle sobre a sua rede WiFi e o uso dos clientes.
O SemSenha.com já está chegando a 100 clientes pagantes e estão presentes em 8 estados brasileiros. Segundo Leal, a participação no SET EXPO 2014 foi essencial para promover o serviço, “realmente foi muito gratificante participar de uma feira desse porte e vivenciar os esforços da SET para inserir cada vez mais as inovações das startups no mercado brasileiro”.

Jovens vencem o concurso de StartUps e ganham US$ 60 mil para investimentos

Dois jovens de São Paulo, criadores de uma plataforma voltada para a apresentação de artistas via internet foram os ganhadores do concurso de StartUps promovido durante a 26ª edição do congresso da SET, organizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET).
A premiação foi realizada na sala 15 no final da tarde e início da noite da terça-feira, 26 de agosto. Jurados convidados pela organização com a coordenação de Lindalia Reis (SET/ Universidade Estácio de Sá) e Rodrigo Arnault (SET/Era Transmídia/TV Globo), avaliaram dez propostas de investimento viáveis economicamente e praticáveis no mercado da inovação.

Os sócios da Startup Farm (criadora da plataforma), Rafael Belmonte e Daniel Arcoverde, recebem o prêmio do presidente da SET, Olímpio Franco

Aplicativos para telefone, soluções empresariais de monitoramento de atividade corporativa, plataformas para web e diversas outras ideias foram defendidas pelos representantes das StartUps durante cinco minutos. Depois desse tempo eles ainda responderam aos questionamentos dos jurados.
Foram avaliados a inovação, a aplicação prática, a viabilidade de mercado e diversos outros quesitos peculiares por parte do corpo de jurado composto por profissionais da engenharia, investidores e donos de StartUps bem-sucedidas.
A apresentação que mais chamou a atenção dos jurados foi a do jovem Daniel Arcoverde da Startup Farm que levou para o palco da SET seu projeto “Showme”.
Durante cinco minutos o rapaz falava de forma acelerada sobre o projeto para conseguir explicar de todas as funcionalidades, estatísticas de funcionamento e retorno financeiro da plataforma recém-criada. O serviço online consiste em uma plataforma que oferece a artistas um canal para a promoção de shows via internet.
De qualquer lugar, o cantor, a banda ou qualquer outro artista se conecta na internet, liga a webcam e transmite o show aos participantes da rede. Atualmente, o artista cadastrado pode fazer shows de 15 minutos a uma hora, com 20 minutos de bis. O número de ingressos virtuais pode ser limitado ou ilimitado. Pode-se escolher se terão um preço fixo ou se o esquema será de “pague quanto puder”, que agrada a bandas menores.
Nesse caso, a ideia é incentivar os fãs a comprar as “moedas” do Netshow.me (que custam R$ 0,50 cada) e remunerar os artistas para receber recompensas, o que lembra sítios de financiamento coletivo.
Ao final do show, o artista recebe um relatório com o total faturado, a bilheteria e quem assistiu à apresentação, que não é armazenada pelo site. No entanto, o pagamento é facultativo, o internauta que não quiser pagar pode entrar na transmissão compartilhando o link do evento nas redes sociais, é o que os profissionais do setor chamam de moeda social. “Recentemente tivemos dois shows da banda Fresno, em um deles, eles estavam no Canadá, transmitiram o show de lá.
O artista pode usar outras estruturas para captar imagem, áudio, nós oferecemos a plataforma e o modelo de retorno financeiro para ele”.
Com a moeda social, a atração que está sendo exibida ganha novos espectadores e consequentemente atrai outros, outros e, além de tráfego, a participação gera receita de publicidade e incentiva a colaboração dos admiradores através das moedas adquiridas online.
O projeto já está na rede e pode ser acessado em www.netshow.me. Além disso, o modelo de negócio apresentado por Arcoverde é bastante sólido e já tem trazido retornos suficientes para que a plataforma seja otimizada. Para gerenciar o fluxo no tráfego de dados eles contam com um servidor alocado nos Estados Unidos.
Como prêmio, o jovem e seu sócio, Rafael Belmonte, ganharam US$ 60 mil na plataforma da Microsoft Zure, que é uma plataforma especial para execução de aplicativos e serviços, baseada nos conceitos da computação em nuvem. É um serviço totalmente hospedado e controlado pela Microsoft, o que difere das versões do Windows lançadas até hoje. Qualquer desenvolvedor cadastrado pode enviar seus aplicativos para o Azure e rodá -los diretamente através do serviço, que confere escalabilidade e economia de licenciamento.