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SPCine sai do papel

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em votação definitiva, a criação da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (SPCine). Dias mais tarde, o Prefeito Fernando Haddad sancionou a lei e criou definitivamente a Agência.

Nº 139 – Dez 2013 e Jan 2014

Por Fernando Moura

Notícias

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad afirmou que

© Foto: Divulgação O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad afirmou que a empresa deve entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2014.

Desde o dia 20 de dezembro de 2013 a cidade de São Paulo conta oficialmente com uma agência pública de fomento para a produção de cinema e audiovisual. Após a aprovação na Câmara Municipal em segunda votação, o prefeito Fernando Haddad sancionou, em ato na Biblioteca Mário de Andrade, o projeto de lei que cria a Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (SPCine).
Assim, o projeto sai do papel e a SPCine poderá começar a funcionar no primeiro semestre de 2014. A empresa pública contará com um orçamento anual de R$ 75 milhões provenientes da Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado e Ministério da Cultura, que terão como objetivo financiar ações e implementar políticas públicas para o desenvolvimento econômico, social, cultural, artístico, tecnológico e científico do cinema e audiovisual da capital paulista.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, o Estado de São Paulo reúne o maior mercado exibidor do Brasil, com cerca de 280 salas na capital e 770 no interior, segundo dados mais recentes, divulgados em 2010. “Trata-se de um mercado decisivo para impulsionar o desenvolvimento econômico do cinema e do audiovisual paulistano, impactando também em todo o Brasil. A SPCine será uma empresa facilitadora para o mercado audiovisual, a exemplo do que ocorre em cidades como Rio de Janeiro, Nova York, Buenos Aires e Seul”, explica um comunicado da Secretaria Municipal de Cultura.
“Esse é um marco na história de São Paulo. Os cineastas e produtores estão há anos pedindo para que a Prefeitura crie essa empresa nos moldes da Rio Filme. Acho que nossa empresa sai até na frente, porque sai muito fortalecida com o apoio estadual e federal”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.
Haddad afirmou ainda que, apesar de rica em produção, o apoio da SPCine incentivará ainda mais o setor de audiovisual na cidade. “Devemos multiplicar a produção da cidade de São Paulo e, agora, temos uma lição de casa para fazer, que é melhorar a relação da Prefeitura com os produtores. É muito burocrática essa relação e pretendemos desburocratizar para que as tomadas em praças e logradouros públicos possam ser feitas de maneira mais ágil”, disse.
O secretário municipal da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que junto com os lançamentos dos editais dos Pontos de Cultura, do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI 2) e do tombamento do samba como patrimônio imaterial, a SPCine compõe uma rede de projetos. “De tudo que fizemos, talvez a que tenha me dado mais alegria foi a SPCine. Pela velocidade, rapidez e sinergia que foi criada. É uma demanda antiga do cinema e do audiovisual de São Paulo, mas a gente desencantou e penso que desencantar a SPCine foi um processo interessante que vivenciamos”, explicou o secretário.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, a SPCine “é resultado da colaboração com 10 associações representativas do setor audiovisual, sendo elas: Associação Paulista de Cineastas (APACI); Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP); Associação Brasileira de Curta-Metragistas e Documentaristas – seção São Paulo; Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (APRO); Associação dos Roteiristas (AR); Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPITV); Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA); Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (ABRAGAMES); Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Equipamentos e Serviços Audiovisuais (ABELE); e Rede de Coletivos de Artes Visuais.”

* com Prefeitura de São Paulo