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SISTEMA DE ALERTA DE EMERGÊNCIA

ALERTA DE EMERGÊNCIA

 

Após os testes iniciais que foram desenvolvidos pelo governo americano, na importante questão sobre alertas de emergência, a FCC (Federal Communication Commission) tem feito algumas visitas de inspeção às emissoras para avaliar o grau de observância aos requisitos do Sistema de Alerta de Emergência.

Em seu artigo na publicação Guia do Rádio a respeito de Inspeção da FCC, Peter Gutmann, comenta que as emissoras, por estarem participando de um projeto novo, têm cometido algumas falhas e acabam não passando nessa inspeção, porque desconhecem em muitos casos, os critérios e procedimentos a serem seguidos no seu dia-a-dia.

Por outro lado, aquelas emissoras, que já tinham um programa de alerta de emergência e desenvolviam seu próprio jeito de informar, acabaram tendo que se adaptarem às condições que o governo estabeleceu em novembro, para que usem o PAC, sem neologismo, (Protocolo de Alerta Comum) lá eles dizem CAP (Common Alerting Protocol) ao qual todos, não somente as emissoras, deverão se adaptar até 01 de junho de 2012, com os equipamentos e produtos que possam facilitar a prática comum de envio de alerta de emergência.

O CAP fornece um formato de mensagem digital aberto, não proprietário, consequentemente para todos os tipos de notificação de alertas. Este não trata sobre qualquer aplicação particular.

Em novembro do ano passado todo o país esteve envolvido num exame para testar a informação para a população sobre alerta de emergência.

Daqui para frente, as emissoras que já dispõem de equipamentos que podem realizar essa experiência deverão deixá-los disponibilizados para inspeção e seus manuseios deverão ser familiarizados entre os funcionários.

A preocupação da FCC é que mesmo se o equipamento for de configuração simples e de fácil manuseio, as emissoras deverão ter o cuidado para que os testes do Sistema de Alerta de Emergência (EAS) não sejam apenas executados, mas sejam também gravados por elas.

Essa é uma condição importante a ser cumprida, pois uma vez que uma mensagem dada por alguma autoridade for transmitida, a emissora deverá provar que tem essa mensagem e que a retransmitiu para a população. É mais ou menos como se faz com a programação, embora esses testes surjam de maneira aleatória, eles devem ser inseridos na programação.

Se a emissora não tem uma gravação do teste realizado, ou seja, recepção e retransmissão dos mesmos, ela então não tem como comprovar que esses testes ocorreram.

As ativações e interrupções deverão ser incluídas na programação que cada estação deve manter. A FCC permite que os equipamentos de EAS estejam fora de operação por um curto período de tempo, até seis dias, mas os dados de entrada das interrupções devem ser registrados e, não é só isso, os testes perdidos e as falhas ocorridas devem apresentar as razões pelas quais tais fatos ocorreram.

É interessante que estações que tenham turnos de operação, os gestores e outros profissionais da empresa encarregados do EAS devem permanecer de prontidão num sistema de revezamento. Muitos acham que é um desperdício de recursos a manutenção todo o tempo desses funcionários. Por outro lado, uma falha presencial dos funcionários é considerada uma renúncia do controle.

Cada mensagem de alerta pelo CAP consiste de um segmento de <alerta>, que pode conter um ou mais segmentos de <informação>, cada um dos quais pode incluir um ou mais segmentos de <área>. Obrigatoriamente não falta segmento de informação em cada mensagem.

O uso primário da Mensagem de Alerta pelo CAP é para fornecer uma única entrada e ativar toda espécie de alerta e sistema de aviso público. Isto reduz a carga de trabalho associada com o uso múltiplo de sistemas de aviso enquanto enriquece a confiabilidade técnica e efetividade no público-alvo. Isso também ajuda assegurar consistência na informação transmitida sobre múltiplos sistemas de entrega.

Uma secundária aplicação do CAP é para normalizar avisos de várias fontes assim eles podem ser agregados e comparados em forma de tabulação ou gráfica.

Todos os sistemas de aviso em uma comunidade podem ser ativados simultaneamente pela divulgação e pela autoridade competente de uma única mensagem pelo CAP. Cada sistema converte os dados da mensagem CAP na forma utilizável por sua tecnologia.

As emissoras terão um aprendizado até junho de 2012 para treinar seus funcionários, dar uma informação padronizada à população e buscar uma forma de receber todas as informações das autoridades de uma única vez e simultaneamente por todas as emissoras.

Aqui no Brasil, tem-se buscado criar condições para que pelo menos cinco setores sejam atendidos dentro de uma política de segurança e defesa.

O setor de comunicações que compreende as Telecomunicações, a Radiodifusão e os Correios estão entre os cinco setores que deverão ter um trabalho especial de proteção, não apenas quanto à alerta de emergência, mas também quanto a sua integridade e funcionamento pleno para que não haja comprometimento de seu funcionamento causando problemas de toda a ordem.

Apesar de todos os eventos que ocorrerão no país até o ano de 2016, o Governo Federal terá quatro anos para orientar e colocar em prática uma série de testes e informações disponíveis para todos os usuários de serviços de radiodifusão, pelo menos em determinados estados onde ocorrerão esses eventos internacionais.

 

Ronald é diretor de rádio da SET . Email: ronald@set .com .br