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SET faz maior Congresso de sua história

 Congresso SET 2009

O principal evento brasileiro de tecnologia e broadcasting, o SET 2009, traz aos congressistas ainda mais novidades. Serão necessárias 47 sessões distribuídas em cinco salas, ao longo de quatro dias, para comportar todos os conteúdos abordados no congresso este ano. São 40 moderadores que recebem 180 palestrantes convidados a apresentar e discutir as novidades, tendências e necessidades práticas do mercado broadcast, por meio de painéis, debates e tutoriais. A SET prevê receber quase 1.500 congressistas e mais de 10 mil visitantes para os eventos que acontecem em paralelo – Broadcast & Cable e a FIICAV – no Centro de Convenções Imigrantes, de 25 a 28 de agosto.

No primeiro dia do Congresso, os temas das 13 sessões abrangem etapas diferentes do workflow. A quarta-feira tem início com a presidente da SET, Liliana Nakonechnyj, fazendo a abertura oficial do congresso. Ao longo do dia, 10 sessões tratam de três mídias de destaque, TV digital, Rádio digital e Cinema 3D. Partindo de uma visão geral do impacto que os avanços da tecnologia da informação e das comunicações têm no mercado de TV digital, outras sessões abordam pesquisa, desenvolvimento e inovação do setor, atendendo também a expectativa em relação a convergência de plataformas, a normatização que possa minimizar problemas com interoperabilidade e determinar o reuso da frequência.

No terceiro dia de congresso, uma atenção especial é dada às questões que envolvem a convergência. Dentro deste tema, haverá um debate sobre o acesso a conteúdos de internet através da televisão. O último dia de congresso reserva assuntos mais relacionados à transmissão da TV digital. Serão ressaltadas as novas necessidades para a distribuição de sinais de televisão em alta definição, tratando de satélites e antenas. Além disso, o evento abre espaço para a apresentação de trabalhos acadêmicos científicos. Confira.

O primeiro dia do evento terá 13 painéis. Nos temas Arquivo: Tecnologia e Modelos de Negócio, moderado por José Chaves e Transmissão: Soluções Inovadoras, por José Marcelo Amaral, serão apresentadas soluções mais flexíveis e de custos acessíveis, que proporcionem aos radiodifusores economia e otimização do espectro. As novidades são diversificadas, como a utilização do canal broadcast para atualização dos receptores, o transporte do sinal digital por meios diversos, a gestão e distribuição de conteúdos através da cabeça de rede, a retransmissão dos sinais de broadcast e o aumento da penetração dos sinais digitais através do uso de redes de distribuição.

Middleware: Normas e requisitos para os perfis portátil e fixo, por David Britto e Carlos Fini, trará uma visão do mercado, apresentando o status de implementação de alguns players importantes, em seu respectivo ambiente (fixo ou móvel). E quando o padrão brasileiro é adotado por outros mercados, oportunidades se abrem para as empresas nacionais. Quais serão os próximos passos?

Outra série de sessões ocorre entre 11h30 e 13h30, como Jornalismo: Jornalismo Regional em HD: é uma boa opção para você?, moderada por Paulo Canno; Transmissão: Medidas e Testes, por Gunnar Bedicks e Middleware: Gerenciamento e Transmissão de Data Broadcasting, que terá David Britto e Carlos Fini. O conjunto de especificações relativas ao Data Broadcasting, batizado como Ginga, está aprovado pelo SBTVD e em fase final de consulta pública. Isto proporcionará aos broadcasters e fabricantes de receptores a possibilidade de utilização da tecnologia de interatividade.

Este painel convidará fabricantes que irão explorar este mercado e também empresas que participaram da elaboração das normas. Além de explorar as soluções para aplicações interativas no ambiente de exibição, esta sessão busca informar o planejamento das empresas na oferta de dispositivos (móveis e portáteis) para o mercado.

Em TV digital: Sistema UHDTV e outras soluções de futuro, moderado por Olimpio Franco, mostrará que o sistema de última geração, a TV em Ultra Alta Definição – UHDTV – está em desenvolvimento no Japão. Por meio do Laboratório Científico de Pesquisa e Tecnologia da NHK, os congressistas poderão conhecer o que há de mais avançado na tecnologia. O engenheiro palestrante Dr. Takayuki ITO, diretor geral do laboratório,da rede japonesa apresentará os recentes desenvolvimentos de câmeras, projetores e equipamentos de transmissão, bem como os desenvolvimentos feitos em conjunto com entidades similares da Europa. A UHDTV ainda não foi normatizada no Brasil, mas já é considerada a nova TV do futuro.

iluminação: Novas tecnologias para entretenimento e jornalismo, moderado por Cicero Marques, tem como objetivo mostrar que iluminação não é apenas uma questão de acender luzes para iluminar um cenário ou um set de produção. É preciso tratar a iluminação como uma arte, utilizando-se dos refletores como pincéis para pintar um quadro negro. Além de explorar a iluminação como arte, os palestrantes falarão sobre as funções da visão e as reações do ser humano com relação às cores e princípios básicos. Também será abordada a importância da iluminação para cenários virtuais, bem como a tecnologia e o emprego de LEDs – seus benefícios para as produções técnica e executiva.

À tarde, entre 15h e 17h acontecemos painéis Jornalismo: Estudo de Casos: Novos work- flows, moderado por Geraldo Melo; Transmissão: Cobertura: métodos de ampliação e consolidação, por Fernando Ferreira. Este mostra que para a otimização de uma cobertura digital, devemos lançar mão das ferramentas disponíveis no padrão ISDB-TB. As soluções tem que ser customizadas de acordo com as necessidades e suportadas por teorias e testes diversificados, como os Gap-Fillers, a Rede de Freqüência Única (SFN) e o recuperador de sinais como alternativas terrestres complementadas com as soluções de distribuição de BTS e sinal SD via micro-ondas e/ou satélite.

Além disso, a nova tecnologia de dispositivos RF para transmissores de TV traz muitas vantagens e benefícios operacionais aos broadcasters. O design simplificado e a redução de componentes aumentam a confiabilidade e eficácia deste sistema de transmissão.

Em Internet: Consumo de vídeos da Internet. Tendências e tecnologias, por Marcelo Azambuja, a atenção do telespectador, de forma crescente, passa a ser dividida com outros meios de comunicação. Num cenário convergente, é preciso repensar a forma como nos relacionamos com um espectador, que quer interagir cada vez mais com o broadcaster.

Quais os desafios para uma transmissão de vídeo em larga escala na internet? Que tecnologias estão envolvidas (Flash, Silverlight, JavaFX) e qual o impacto de novas propostas (HTML5)? Quais são as limitações e as possíveis soluções para este mercado? O painel também fará uma análise da evolução do mercado de vídeo com a convergência de transmissões da internet para os celulares e para as Broadband TVs.

TV digital: DRM: Propriedade Intelectual no SBTVD, por Ioma Carvalho, irá esclarecer dúvidas quanto ao custo da utilização do padrão nipo-brasileiro por radiodifusores, pela indústria de recepção, software e pelos fabricantes em geral. Além dos custos das tecnologias disponíveis, serão abordadas questões de isenção para cada uma das áreas.

A parte técnica do sistema está sendo amplamente discutida e a idéia do painel é demonstrar que, além de ser a melhor escolha técnica, também é a de custo mais acessível, se considerarmos as vantagens envolvidas – mobilidade, interatividade etc – que este sistema proporcionará.

Infra-estrutura: Infra-estrutura em 3 Gbps, com moderação de Ênio Jacomino, mostra que inicialmente pensava-se que para sinais HD seriam suficientes equipamentos, cabeação, conectores e demais acessórios que suportassem até 1,5 Gbps. No entanto, o uso de 1080p, 3D e outras novidades que ainda virão, exigem esta infraestrutura com possibilidade de tráfego em 3 Gbps. Até para que, num futuro próximo, as emissoras e produtoras não fiquem limitadas na qualidade de seu sinal HD.

Cada fabricante desenvolve suas técnicas para o processamento, roteamento e manipulação em geral do sinal em 3G. Também forma- se alguns conceitos que são fundamentais e de conhecimento necessário por quem vai ingressar por este caminho. A intenção é que todas estas tendências sejam mostradas ao público.

Ao ganhar mais um dia de sessões, o Congresso da SET fixou a abertura do evento para o dia 26 de agosto, quarta-feira, quando acontece entre 9h e 11h a cerimônia de abertura a ser comandada pela presidente da SET, Liliana Nakonechnyj.

Das 11h30 as 13h30 acontece outra série de sessões como Business: Mercado de TV digital, moderada por Roberto Franco, na qual Alexandre Anenberg (presidente executivo da ABTA), Antonio Carlos Valente (presidente da Telebrasil) e Daniel Pimentel Slaviero (presidente da ABERT) debatem sobre o futuro da mídia. A idéia é abordar este tema sob diferentes visões, buscando revelar o impacto dos avanços das tecnologias da informação e das comunicações nos negócios por ela suportados.

A emergência, a convergência e, em alguns casos, a submergência dos serviços, aplicações e negócios. Qual será o macroambiente? Existirá uma plataforma ou setor dominante? Como construir este “Novo Mundo” sem, contudo, dizimar as empresas, ou até mesmo setores do “Mundo Atual”?

Anna Eliza faz a moderação de Transmissão: Normas SBTVD: onde está o risco da não compatibilidade, sessão que vai abordar o processo de consolidação da TV digital brasileira e os desafios relacionados à introdução de novas funcionalidades, em especial a interatividade.

Será discutido qual o melhor caminho para alcançar os ganhos de escala, necessários à prestação de serviço de radiodifusão. Ganhos estes que se dão através da normatização, do estabelecimento de procedimentos de teste e da certificação de equipamentos a fim de minimizar problemas com interoperabilidade e continuidade.

Participarão do painel especialistas do Fórum SBTVD para detalhar os esforços realizados nesse sentido. Especialistas internacionais também compartilharão a experiência e os mecanismos adotados para maximizar a adoção da TV digital em seus países.

Dando continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela ABERT para o Rádio digital, o painel rádio digital: Cenário Mundial, moderado por Daniel Slaviero vai mostrar considerações para essa nova tecnologia, de modo a contribuir para soluções mais rápidas e efetivas na migração para transmissão híbrida e, posteriormente, apenas digital. Os principais pontos abordados envolvem a experiência com a transmissão full digital, a infraestrutura crítica da radiodifusão, com ênfase na nova era digital. Também envolve programas de manutenção para emissoras de rádio, além do TMC – Traffic Message Channel – uma aplicação para a mobilidade do rádio e da televisão. É importante sempre aliar a busca da melhor tecnologia para as transmissões das emissoras de rádio e as tecnologias associadas que facilitam seu modelo de negócio.

Em TV digital: SBTVD: Aspectos Regulatórios e Planejamento, por Tereza Mondino, o objetivo será atualizar as informações sobre os trabalhos de regulamentação de TV digital e de reconfiguração do plano de canais junto ao Governo e à ANATEL, o painel procura discutir temas como as regras que deverão ser seguidas a partir da norma e as condições técnicas necessárias para o reuso da freqüência. Saberemos qual status da regulamentação da TV digital e como está estimado o cronograma para a emissão da norma técnica.

Também será mostrado o estágio atual da reconfiguraçãp do PBTVD, analisando os próximos passos e os possíveis impactos que os critériose modelos adotados terão na regulamentação. Além disso, conheceremos os novos procedimentos do Ministério das Comunicações, relacionados à normatização da TV digital, bem como ao reuso da freqüência. Nesse segundo horário da manhã acontece ainda Cinema digital: Salas Digitais e 3D, moderado por Alex Pimentel.

Entre 15h e 17h acontecem outras cinco sessões. TV digital: Cenário Latino Americano, com Moris Arditti e Olimpio Franco; Transmissão: Espectro de Radiodifusão: Novos pretendentes. Como conviver?, moderado por Valderez Donzelli, no qual se destaca o fato de o Espectro radioelétrico ser cada vez mais desejado, utilizado e escasso. Novos serviços surgem seqüencialmente e a demanda por freqüências ideais são constantemente solicitadas aos organismos gerenciadores. No caso da radiodifusão diversas faixas originalmente destinadas ao serviço foram atribuídas a outros de telecomunicações e a história continua. Muitas são as especulações para o uso de frequências, principalmente na faixa de UHF colocando novamente a radiodifusão em risco. O Painel contará com a participação de especialistas que apresentarão como o problema vem sendo tratado em outros países e qual a expectativa e os cuidados técnicos para que essa convivência garanta a qualidade e confiabilidade dos serviços. Entre as faixas do espectro e a demanda de outro serviços temos: PLC (embora não seja faixa de freqüência é um serviço aprovado e com grande probabilidade de interferência)-> em rádio e em TV (VHF) ;White Space -> nas faixas de UHF e VHF; MMDS -> Wimax; Faixa de UHF (TV) compartilhada com Satélite (em discussão há tempos na UIT);UMT/ 3G / Na TV Digital ( UHF), e outros.

Para debater esse tema foram convidados Marcos de Souza Oliveira, gerente de engenharia do espectro da Anatel, que falará como a agência vem tratando essa demanda; Francisco Giacomini Soares, diretor senior de relações governamentais da Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda, que descreverá esse cenário em outros países; José Edio Gomes, diretor técnico da Hispamar Satélites S.A., que abordará a explosão da demanda por banda larga, a interiorização da TV digital e os novos serviços em plataformas wireless, pois são alguns dos fatores que deflagraram a batalha por esse recurso e como deve ser a convivência de serviços distintos dentro do espectro radioelétrico. Por fim, Yoshio Tachioka, da Arib e Dibeg – Japão, para mostrar como esse país vem tratando o assunto de modo a proteger os serviços de transmissão de outros serviços e de outras aplicações inclusive com tecnologias emergentes como os sistemas de rádio cognitivo da faixa de UHF e as espectativas de uso do espectro após o Switch off.

Rádio digital: Cenário Brasileiro e Mundial, por Ronald Barbosa; TV digital: SBTVD: Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação, com Carlos Nazareth e Cinema digital: Produção 3D, com José Dias, painel que vai mostrar o desenvolvimento atual da tecnologia da televisão Esterioscopic 3D. A tecnologia S3D está tomando notoriedade na área do entretenimento. O cinema já é explorado no mundo inteiro e a televisão digital preenche todos os requisitos para explorar esta tecnologia, trazendo um novo conceito de assistir TV. Serão debatidos temas desde a captação, à produção, pós-produção, transmissão e visualização do vídeo 3D, na casa do espectador, ressaltando a relevância da tecnologia em 3D na área de televisão.

A quinta-feira começa com Convergência: Talk Show, moderado por Fernando Bittencourt, que relativamente à Broadband TV, vai discutir aspectos técnicos, estratégicos, regulatórios e de modelos de negócio. Estarão presentes alguns representantes da indústria de TV, do Governo e da área de telecomunicações, debatendo, basicamente, o consumo de conteúdo de internet na televisão. Já TI e Broadcast: Arquitetura orientada a serviços, por Leonel da Luz, parte da aproximação das mídias eletrônicas tradicionais (TV, rádio) do mundo de TI, para realçar a importância da orquestração de processos, a otimização de recursos e o aumento do desempenho ao integrar sistemas em empresas de mídia. Inicialmente abordando o uso de SOA – Arquitetura Orientada a Serviços – em ambientes de mídia digital, será dada aos profissionais técnicos, operacionais e gerenciais uma visão que abrange os desafios e benefícios da adoção desta arquitetura nos sistemas de mídia e informação.

A proposta de Interatividade: Aplicações interativas no ambiente móvel, por David Britto e Carlos Fini, será mostrar exemplos de uso e dizer como as empresas pretendem explorar esse novo tipo de serviço, seja no meio acadêmico, governamental ou na radiodifusão comercial. Os palestrantes convidados irão demonstrar exemplos de aplicações práticas, baseados no potencial da especificação Ginga e que podem ser explorados pelos radiodifusores.

O assunto Loudness tem sido tema de discussão no mundo todo e, no Brasil, os problemas de variação entre os programas, os intervalos comerciais e entre emissoras também existem. Áudio em TV digital: Loudness, por Alexandre Sano, visa analisar e discutir soluções de padronização dos níveis de Loudness que satisfaçam os usuários. Os principais pontos abordados serão alguns conceitos de Loudness e documentos de padronização (Recomendação ITU). Também será visto o desenvolvimento de tecnologias específicas para Loudness, nas funções de monitoração e processamento de áudio, além de recomendações para a utilização de Loudness Control na TV digital.

No Brasil, a Lei 10.222, de 09/05/2001, dispõe sobre a padronização dos sinais de áudio de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Ainda é preciso regulamentar a lei, para que as emissoras possam operar dentro de um padrão. Para atender as necessidades desta futura regulamentação, as emissoras deverão se utilizar de tecnologias desenvolvidas pelos principais fabricantes do mercado broadcast.

Ainda no primeiro horário da manhã, termos a sessão Produção: Novas Tecnologias em Eventos, por Nelson Faria, que trabalha com o fato de a transmissão de eventos esportivos e musicais estar mais complexa. Com mais câmeras para mostrar novos ângulos, aplicação de microlinks, que demandam um delay menor possível, e sistemas de replays que mostram detalhes que enriquecem a visão do telespectador.

Serão apresentadas quatro tecnologias que indicam um caminho para simplificar o sistema e enriquecer a transmissão. Lionel Dieu mostrará a nova versão para aplicação em broadcast de uma solução para sistema ultra slow-motion, da I-Movix. Roberto Molina trará a solução inovadora da Riedel MediorNet, para o transporte de sinais digitais de data, áudio e multi-channel HD em real time por fibra ótica, reduzindo a complexidade de instalação. Carlos Capelião apresentará os avanços em Microlinks Digitais com baixo delay para news e cobertura de eventos, da MRC/Link Research. E Rodrick Smith falará sobre ECAS fiber optics camera adaptors e base stations, da Evertz.

Convergência: IPTV: Status da Tecnologia no Mundo, por Antonio João, é uma das sessões do segundo horário da manhã e vai tratar do fato de que a convergência trouxe uma multiplicidade de meios de comunicação ao alcance do público. Não há mais apenas uma plataforma de distribuição de sinais de televisão e, cada vez mais, os engenheiros precisam familiarizarse com as novas tendências, que, ao mesmo tempo, são ameaças e oportunidades.

O painel apresentará o status das tecnologias convergentes no mundo. Carlos Capelão, da Tandberg falará sobre a sobrevivência do padrão MPEG-2. Tong Yu, representando a Harmonic/ Scopus, mostrará um pouco da revolução que a mobilidade de vídeo proporciona. E Robin Wilson, da Nagravision, versará a respeito das possibilidades de portabilidade de conteúdos de vídeo em diversos dispositivos e plataformas.

Broadband TV (BBTV) é mais uma etapa no processo de transformação radical dos televisores em função da revolução digital. Inicialmente as telas ficaram planas, em seguida veio o HDTV e agora temos a TV interativa e o Broadband TV, ou seja, o televisor conectado à Internet. Interatividade: Broadband TV: Ameaça ou Oportunidade?, moderado por Raymundo Barros buscará esclarecer se existe um padrão técnico para BBTV. Veremos quais são os requisitos de banda para a internet televisiva e o que os portais estão fazendo para “servir” essa nova plataforma. Será analisado, também, o novo papel da indústria de televisores que, através da BBTV, deverá buscar parcerias com portais da internet para formatação de conteúdo para a tela grande.

Outro ponto importante trata de como proteger os conteúdos de áudio e vídeo dos broadcasters, que podem ser ameaçados pelo insert de widgets no vídeo e pela ampliação exponencial da concorrência. Por fim, saberemos como a TV interativa e o Ginga podem integrar-se de forma harmônica ao BBTV, já que a conexão com a web pode ser um poderoso canal de retorno.

A parte da manhã terá ainda Indústria: Mobilidade e Portabilidade: Como desenvolver este mercado; Áudio em TV digital: Receptores 5.1, por José Marcos Freire e Produção: Câmeras com sensores de 35 mm, por Celso Araujo.

ELLAN Nas cinco sessões da tarde Convergência: TV por Assinatura: DTV nas Plataformas de TV paga, moderada por Rodrigo Nascimento, o foco é a TV digital terrestre, discutindo de que forma é possível integrar os sinais do DTV nas plataformas de TV paga, e questões de interoperabilidade do padrão de compressão de vídeo do DTV, do áudio em multicanais, do closed caption e das aplicações interativas nas diversas plataformas de PayTV. Serão apresentados os desafios relacionados a interoperabilidade das tecnologias utilizadas no DTV e nas operadoras de TV paga. Na sequência, o painel trará o panorama das discussões nos EUA sobre a interoperabilidade das plataformas, sugerindo abordagens para o Brasil.

Por fim, um levantamento do planejamento de abordagem do tema por parte das operadoras de TV paga e dos provedores de conteúdo pagos brasileiros. Os maiores desafios do tema envolvem a abordagem da convergência de tecnologias para uma implementação interoperável entre as operadoras de TV paga e os provedores de conteúdo.

Moderada por Aguinaldo Silva, a sessão Indústria: DTV: Tecnologia de telas e receptores, versará sobre as tendências de mercado para os receptores de TV digital e os grandes próximos desafios às indústrias de receptores com a incorporação do Ginga em seus produtos. Já Interatividade: Aplicações Interativas. Recepção Fixa. Novas Oportunidades, por David Britto e Carlos Fini, vai mostrar uma visão de futuro envolvendo interatividade, convergência de mídias e a interação entre dispositivos nas emissoras de TV. O dia ainda tem Áudio em TV digital: Multicanais: Produção e Distribuição, por Carlos Ronconi e Produção: Pós-produção, por Paulo Henrique.

Na sexta-feira, além das sessões programadas, o Congresso da SET abre espaço para a apresentação de diversos trabalhos acadêmicos científicos selecionados pelo comitê do evento.

No primeiro horário, em Transmissão: Satélite, por Gilberto Fernandes, serão abordadas as novas necessidades para a distribuição de sinais de televisão em alta definição. Este painel mostrará as principais opções de fornecedores de segmentos espaciais, além de tratar da distribuição de programação e de contribuição em HD. JáTV digital: DTV: Experiências de implantação,por Euzebio Tresse, mostraré as experiências das emissoras que já implantaram a TV digital. Os principais ponto abordados envolvem questões de infraestrutura, transmissão e estúdios. Os exemplos mostrados pretendem explorar o aprendizado e a força do nosso sistema de TV digital.

Modulação: Curso de TV digital, por Carlos Nazareth, fará uma introdução às técnicas de modulações empregadas no ISDB-TB. Dentre as modulações existentes, serão abordadas a QPSK, a 8PSK e a 64QAM, bem como a técnica OFDM. Além de conhecer as vantagens desta técnica para uso em radiodifusão, é um painel interessante saber quais os parâmetros a serem explorados dentro do sistema, a fim de torná- lo adequado à área de cobertura desejada.

Entre 11h30 e 13h30 acontecem as sessões Transmissão: Antenas, moderada por Emerson Weirich; TV digital:DTV: Recepção de sinais, por Eduardo Bicudo, na qual a importância da recepção de sinais no contexto de TV digital é vasta. Por isso, o painel pretende tratar sobre os problemas de recepção fixa e a grande vantagem da recepção móvel. Serão exploradas questões que abrangem o mercado de conversores, a recepção móvel e a futura recepção em 3D. O mercado de conversores, receptores móveis e antenas promete um crescimento otimistas para os próximos anos. E Compressão: Avaliação da Qualidade de Vídeo, por Carla Pagliari, que aborda o fato de sistemas de vídeo analógico ou digital podem introduzir artefatos ou distorções no sinal de vídeo. Assim, a avaliação da qualidade do vídeo é um assunto importante e atual. Seja obtendo a resposta de freqüência usando um sinal de teste conhecido, ou usando métodos de análise de vídeo digital comprimido, o importante é avaliar a qualidade. Portanto, o objetivo desta sessão será o de verificar o estado-da-arte em termos de avaliação de qualidade de vídeo, principalmente do vídeo digital. É preciso avaliar quais características do vídeo de entrada (detalhes espaciais, grau de movimento etc.) mais afetam o desempenho de codificadores de vídeo e quais ferramentas estão disponíveis para esta medição.

*Patrícia Cressoni é colaboradora da revista da SET (patricia.cress@gmail.com)

DEBATE E DIFUSÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS

Depoimento da presidente da SET, Liliana Nakonechnyj, sobre o Congresso da SET 2009 e a feira Broadcast & Cable.

“Sempre é bom lembrar que a SET é uma entidade criada, constituída e operada por profissionais de Engenharia de TV e de Rádio com o objetivo primordial de garantir que a televisão e o rádio brasileiros possam dispor de tecnologias no estado-da-arte e de profissionais habilitados para implantá-las e operá-las. O congresso da SET é o maior evento anual conduzido pela entidade para difundir as tecnologias em desenvolvimento no cenário nacional e internacional, debater suas aplicações e identificar novas necessidades específicas de desenvolvimento para o mercado brasileiro.

A parceria com a feira Broadcast& Cable é muito feliz, pois proporciona uma visão prática da implementação da tecnologia nos mais avançados produtos, incrementando também a discussão de negócios. As técnicas mais recentes para captação, gerenciamento e manipulação de conteúdo audiovisual, seja de entretenimento, jornalismo ou esporte estão sempre presentes nos congressos da SET.

Após o lançamento da TV digital há um ano e meio e superados os desafios iniciais de colocar no ar os primeiros sistemas de transmissão na nova tecnologia, agora há que buscar soluções que ofereçam qualidade e minimizem investimentos para expandi-la para o nosso imenso país. Um escopo regulatório ágil é também imprescindível. Essa é uma das linhas mestre da programação do SET 2009. Ponto de partida para uma série de sessões é a recente padronização da interatividade GINGA, a mais brasileira inovação de nosso sistema de TV digital. Além da apresentação do GINGA propriamente dito, há que mostrar as aplicações experimentais já desenvolvidas e discutir os caminhos futuros, seja como instrumento de ampliação da cidadania, ferramenta educativa, ou potencial de novas perspectivas comerciais.

Rádio digital, suas tendências internacionais e os esforços em andamento para trazê-lo ao Brasil é tema de apresentações e debates com participantes nacionais e internacionais. A convergência de midias nos terminais domésticos faz com que as pessoas, na realidade, muitas vezes nem saibam de onde vêm os sinais que chegam a suas telas de TV e aos seus terminais móveis. Com isso, só aumenta a responsabilidade das emissoras, dos outros operadores de TV paga e dos provedores de internet em chegar a um acordo sobre como não privar a população brasileira dos melhores recursos, sejam de áudio e vídeo, sejam de dados, relacionados à interatividade. Visões estratégicas dos vários players somam-se a reflexões sobre alinhamento tecnológico, constituindo outro pólo de discussões.

Entre as tecnologias futuristas, para além da TV digital, o SET 2009 aborda o 3D. O Seminário Acadêmico- Científico, já integrado a nosso congresso, traz o melhor da academia brasileira no que tange a assuntos de televisão e de rádio. Como inovação estrutural em 2009, temos mais um dia de congresso – totalizando quatro dias de sessões, entre palestras, mesas redondas, workshops e debates, que começam um dia antes da abertura da feira Broadcast& Cable, ampliando a oferta de atualização e de participação nos debates dos rumos tecnológicos aos participantes de nosso congresso”.

Revista da SET – ed. 108