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SET 2007 – MÍDIA

SET 2007 – MÍDIA

Convergência: cenários para o futuro
A apresentação moderada por Fernando Bittencourt, da SET e TV Globo, reuniu especialistas da indústria de software, telefonia, recepção e TV a cabo para discutir o futuro das mídias tradicionais com  a chegada de novos players do mundo IP ao mercado de TV digital.
Foram feitas comparações entre os chamados “nativos digitais” (pessoas com até 20 anos) e “imigrantes digitais” (pessoas com mais de 20 anos) e o consumo de produtos e serviços, bem como a produção diferenciada para atendê-los de forma mais eficaz.
Segundo Benjamin Sicsu, da Samsung, a maioria dos produtos são desenvolvidos para os nativos digitais, porém, os imigrantes digitais, por constrangimento, acabam usando os mesmo produtos, aproveitando somente 10 ou 15% de sua funcionalidade.
Para José Antônio Felix, da NET, a questão da funcionalidade para nativos e imigrantes digitais é um desafio enfrentado todos os dias, principalmente quando o novo produto ou serviço se aproxima da forma de trabalhar da Internet. “A TV é uma só e nós temos que compatibilizar o serviço tanto para os imigrantes, quanto para os nativos, para agradar os dois da mesma forma”, ponderou.
Felix falou ainda que o lançamento do sistema NET digital foi fundamental para aumentar a largura da banda e entregar a quantidade de canais que a NET disponibiliza, além de modernizar os serviços, agregando funcionalidades que o analógico não permitia. Segundo Felix, a NET está preparando um set-top box de alta definição, para ser lançado junto com a TV digital aberta e deixou no ar a questão de espaço de banda, afirmando que “não sabe se haverá banda suficiente” para todos que desejam operar a TV digital em alta definição.
A convergência entre TV aberta e TV móvel foi discutida por Fernando Freitas, da Telefônica. Para ele, esta convergência é vista como oportunidade de alavancar serviços integrados. Sobre IPTV, Fernando afirma que a tecnologia já está pronta e testada e será mais uma forma de chegar até os clientes, no entanto, sua implantação ainda depende de investimentos na infra-estrutura da rede de banda larga e definições regulatórias.
Carlos Ferraz, do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), contou sobre a plataforma “Amigos” que está sendo desenvolvida como um sistema multiplataforma, para aplicação em redes IPTV e a cabo. Segundo Carlos, havendo banda disponível, será possível trabalhar com interatividade entre pessoas, através da formação de comunidades, baseadas em conteúdo de TV. ”Tão logo tenhamos soluções mais baratas e com melhor qualidade para o canal de interatividade das redes terrestres, certamente esta plataforma também poderá ser aplicada”, constatou.
Colaborou Laisa Costa – LSI/USP