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SET 2006 – TELECOMUNICAÇÕES

SET 2006 – TELECOMUNICAÇÕES

Transmissão
O painel foi coordenado por Wander Castro, da SET/Teleimage e contou com a participação dos palestrantes André Cintra, da Aluc, Dante Conti, da SET/ Transtel, Mathew Bets, da RFS, André Skalina, da Dieletric e Eduardo Huemer, da Kathrein. Ele teve como característica a combinação dos mundos científicos, tecnológicos e comerciais e abordou como temas principais as capacidades de transmissão, os estudos sobre antenas e a escolha da torre apropriada para a instalação. Panasonic
André Cintra falou sobre canalização e cobertura da TV digital, descrevendo os modelos de propagação (método ponto-área e ponto-ponto) desenvolvidos por um grupo de trabalho da ANATEL. Em relação à cobertura, será utilizado o software Geographic Information System (GIS), pois não há mais condição de usar sistemas simples. A Anatel está disponibilizando um software com a relação de todos os canais que sofrem interferência, emitindo um relatório com as informações dos mesmos, oferecendo quase uma consulta on-line. Em São Paulo, a interferência dobra devido à influência dos prédios, nesse caso a utilização do método GIS é essencial para a canalização.
Na opinião de Eduardo Huemer, o processo de escolha da antena também é primordial. A implantação e a importância do local de transmissão não variam muito das tradicionais. Em termos de elétrica, uma antena digital precisa ter: uma mínima distorção linear, diagramas estáveis e uma potência relativa.
Duas novas opções são as antenas de painéis e as denominadas Cilindro Slotted. Nos EUA, 80% das antenas são Slotted, com um 1/3 colocado no topo e 1/3 colocado nas montanhas. A maioria delas são centrais e seccionais, apresentando uma largura de banda suficiente. Já as antenas de painéis, apresentam suas próprias taxas.
As torres em que as antenas vão ser instaladas também precisam ser analisadas. As emissoras determinam, de acordo, com as suas condições, o espaço para colocar o sistema UHF, obedecendo às limitações de altura.
Geralmente, quando se tem uma torre muito larga, o método skew é utilizado e consiste num estudo do tamanho da torre, sempre com quatro painéis.

TV e telecomunicações
O painel trouxe como mediador Assis Brasil, da SET/Videocom e a participação de Bart Van Utterbeeck, da Newtec, Ângelo Pinelli, da VIVAX /SA e J.R. Cristovám, da UNISAT.4S
Bart Van Utterbeeck, apresentou o padrão DVB-S2, como uma segunda geração de transmissão de dados, que vem sendo utilizado desde 2004. Este padrão tem diversas vantagens em relação ao DVB-S como: 40% de redução de custo ou até 2.5dB de aumento de margem, maior flexibilidade, mais aplicativos, utilização do enlace até o último dB e de blocos de dados grandes mais fatores de “roll off” (20%, 25% e 35%), além de quatro esquemas de modulação adaptados para TWTA.
O formato utilizado para o padrão baseia-se no MPEG TS, utilizando dados em formatos genéricos, e é feito para multimídia. O sistema apresenta três formas de transmissão, a Constant Coding and Modulation (CCM), a Variable Coding and Modulation (VCM) que são fixos e não mudam com o tempo e a Adptive Coding and Modulation(ACM) que requer um canal de retorno.
Já Ângelo Pinelli falou sobre redes de TV a cabo bidirecionais que deverão dividir suas estruturas de serviço em três grandes partes: controladora de sistema, práticas de rede externa e práticas de rede interna. Para serviços digitais é necessário o uso de um canal interativo, utilizando sempre o headend. As práticas de controle variam entre a geração e o tratamento dos relatórios, o mapeamento por áreas críticas procurando pontos comuns de falhas, e o procedimento de instalação, em que a combinação bidirecional deve ser verificada no ato da instalação.
J.R.Cristovám traçou um panorama desse novo mundo convergente falando sobre HDTV e interatividade e a situação do mercado de telefonia. Um balanço do tema mostra que a TV portátil perdeu muitos clientes, a TV por assinatura surge como uma esperança no segmento (crescimento relativo), a TV aberta aposta em novas parcerias e a Internet aparece como ápice do segmento abrangendo grande parte do mercado. Sendo assim, para tentar reverter o lucro é preciso reavaliar os itens que fazem a diferença como: clientes, assinaturas e telespectadores.

TV digital no Brasil – A contribuição dos satélites para este novo cenário
O painel sobre a visão geral das tecnologias e serviços disponibilizados pelos satélites trouxe como mediador Manuel Almeida da SET/Intelsat e os palestrantes Mauro Wajnberg da Star One, Jurandir Pitsch da SES New Skies, Estevão Ghizoni da Intelsat, Edson Meira da Loral Skynet e José Édio Gomes da Hispamar.
As empresas que trabalham com esse mercado precisam apresentar determinadas características como operadoras de serviços fixas e móveis. Atualmente o Brasil comercializa dois satélites através da Loral Skynet: o Telestar 12 e Estrela do Sul.
Há um ano e meio, na NAB, evento voltado para o setor, realizada em Las Vegas, foi apresentado um crescimento de 9% na Banda C, 20% na Banda KU e 29% na Banda Ka.
Um tema que também foi colocado em pauta foram às aplicações de vídeo utilizando plataforma IP. A tecnologia possibilita a contribuição do vídeo em MPEG-4, a cobertura de eventos jornalísticos, a sustentação de triple play e a possibilidade do ensino interativo à distância.
Hoje em dia, o transporte de sinal de vídeo por IP, se dá apenas pelo segmento terreno, mas no futuro provavelmente teremos dois tipos disponíveis. O primeiro é a plataforma IP Convencional, que possui HVB terreno, restrito a área de cobertura do transponder, com sinal de descida amplificado. Já a segunda, baseia-se entre conexões feitas diretamente, podendo funcionar em sinal multifeixe e de descida regenerado.
As inovações do sistema NIT também foram discutidas. A novidade permite a atualização automática das tabelas no IRD´S com as informações de vídeo existentes no satélite, além de minimizar a necessidade de interação manual pelo usuário.