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SET 2006 – PANORAMA E TENDÊNCIAS

SET 2006 – PANORAMA E TENDÊNCIAS

Novas mídias
Sob a coordenação de Fernando Bittencourt, da SET/TV Globo, os palestrantes Silvio Meira, da UFPE /CESAR (Centro de Estudos Avançados do Recife), Valerijonas Seivalos, da Qualcomm do Brasil, Max Leite, da INTEL, Jesper Rhode, da Ericsson e Larry Torp da Cânon abordaram questões relacionadas às novas mídias no Brasil e no mundo, discutindo os pontos positivos e negativos da convergência digital.
Magics
De acordo com os participantes, há mercado para todos, principalmente se os conteúdos forem distribuídos numa linguagem diferente para cada um dos veículos.
Abaixo a síntese de dois dos principais temas tratados:
• TV aberta no celular – A TV aberta recebida no celular será um serviço de valor agregado. Poderá ser assinado, porém consumirá muita capacidade da rede, gerando uma oportunidade para a operadora, com segmento específico, que se torna um agente capaz de realizar um conjunto de mídias, fabricação e aumento do preço de novos aparelhos celulares.
Para Max Leite, isto gera oportunidades de negócio, a comunicação feita por software com serviços agregados e inclusão digital. Ao contrário do que muitos falam, não será uma ameaça para a TV e sim uma parceria, com conteúdos, destacando:
1 – Canal de retorno
2 – Distribuição
3 – Tarifação
• Serviços WiMax – Trata-se de uma tecnologia de banda larga sem fio que pode ser utilizada pelo usuário como alternativa a tecnologias como cabo e ADSL, na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha.
A tecnologia foi desenvolvida por um pool de empresas, lideradas pela Intel e pela Nokia, com base na norma 802.16 do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE).
ThomsonO avanço das redes sem fio é inevitavel, várias empresas e instituições possuem suas bases wireless para conexão de lap-tops em rede local. Espera-se que a tecnologia WiMax comece a ser incorporada aos notebooks e PDAs ainda em 2006. Algumas empresas estimam que até 2009 haverá 4,4 milhões de pessoas usando voz sobre WiMax.O Brasil está dando um passo importante ao implantar essa tecnologia na cidade de Ouro Preto, MG. As tecnologias sem fio podem auxiliar o país na aceleração de projetos de inclusão digital, principalmente em regiões carentes de infra-estrutura como cabos de fibra óptica.

Cenários da TV aberta: os novos paradigmas na pós-convergência
A palestra sobre os desafios enfrentados no processo de implantação da TV digital no Brasil contou com a coordenação de Roberto Franco, da SET/SBT e a presença dos palestrantes José Roberto Maciel, do SBT, Octávio Florisbal, das Organizações Globo, José Nilvan de Oliveira, da ABERT e Alan Fisher, do BNDES.
O mercado publicitário também foi bastante citado, pois, com a implantação da TV de alta definição e da interatividade, tende a se movimentar e a optar pela qualidade de conteúdo e de imagem, a fim de prender a atenção do telespectador.
A preocupação com os investimentos também se mostrou forte entre os palestrantes, segundo eles, para conseguir capturar todos os novos aspectos da tecnologia digital e explorar suas aplicações, como por exemplo, a alta definição, a portabilidade e a mobilidade, serão necessários investimentos de longo prazo para superar o processo de transição de tecnologias.
No entanto, isso só será possível através de fontes de financiamento e o BNDES, deve ter um papel fundamental nesse processo. Através de bancos japoneses ou americanos, o BNDES é capaz de estruturar linhas de captação diretas para o repasse às empresas brasileiras de radiodifusão, sejam elas de qualquer porte, oferecendo condições de taxas e financiamentos mais adequados.
Com a escolha do padrão da TV digital, cabe aos empresários iniciarem a programação de seus investimentos, a pesquisa de acesso ao mercado de capitais e avaliar todas as alternativas no mercado externo e interno para viabilizar os investimentos.
Embora o Ministério das Comunicações estabeleça um prazo de dez anos para a implantação da TV digital, todo o processo irá depender da economia do País. Segundo Roberto Franco, moderador do painel, chegou o momento de discutir a TV digital como auxiliar, partindo de uma microeconomia com grande capacidade de investimento e tomar medidas para a macroeconomia.

Os desafios e oportunidades da TVD para a Indústria Eletrônica
Moderado por Carlos Capellão, da SET/PHASE e apresentado por Yasuo Takahashi, da Dibeg, Benjamim Sicsú, da Sansung Amazônia, Roberto Barbieri, da Semp Toshiba e Carlos Fructoso, da Linear, o painel apresentou os desafios e oportunidades que a implantação da TV digital possibilitará ao Brasil.
Dentre os desafios citados, encontra-se o da produção de equipamentos com modulação digital, como o transmissor ISDB-T, indispensável para o mercado brasileiro e que exige o domínio de novas e complexas tecnologias de hardware e software, tecnologias de fabricação, tecnologias de cálculo e projetos, adaptação a novos conceitos, além de requerer o desenvolvimento e a fabricação de novos filtros, amplificadores, osciladores de baixo ruído de fase e fontes de alimentação. Isso tudo deve ocorrer simultaneamente, para que se obtenha um transmissor que atenda ao padrão necessário.
Além disso, como o Brasil é um país de enorme extensão territorial, com milhares de cidades e uma grande variedade de realidades sociais, há a necessidade de um grande trabalho de distribuição de assistência técnica, para atender a todos igualmente.
Por outro lado, com a implantação da TV digital, a indústria prevê enormes oportunidades, já que o usuário tentará melhorar a qualidade de recepção de imagem e isso provocará o aumento das vendas de televisores de LCD e plasma.
Já para 2007 há a previsão de que a quantidade de monitores de LCD vendidos seja maior que a de monitores de tubo.
Novas categorias de produtos relacionados à mobilidade e portabilidade que com a TV analógica não são oferecidos, também surgirão, aumentando a demanda de mercado. Além disso, há a previsão de atender ao mercado temporário de set-top boxes, pois, num primeiro momento, haverá a necessidade de atender e compatibilizar a recepção entre o novo sinal de TV digital e os sinais de TV analógica.
Os planos de negócios têm que levar em conta que o consumidor está interessado no que a TV digital vai oferecer de serviços, então é necessária a criação de mecanismos, juntamente com o governo, que minimize o preço final ao consumidor, como condição para uma penetração em massa.