• PT
  • EN
  • ES

O que esperar do mercado broadcasting em 2015?

Nº 149 – Março 2015

por Gustavo Caetano

ARTIGO

O que esperar do mercado broadcasting em 2015?

O mercado online esta crescendo significativamente no Brasil e no mundo, por isso, afirma o autor, é preciso oferecer conteúdo premium sendo criativo para reter a audiência

Para começar este artigo acredito que vale reforçar o que é inovação, conceito que norteará o ano de 2015. Inovar não significa, essencialmente, criar algo novo. Inovar pode ser pegar um processo, produto ou serviço já existente e aprimorá-lo. O foco da inovação sempre deve ser resolver um problema existente, de forma eficiente.

Dito isso, acho que podemos abordar quais serão as principais tendências para este ano que começou recentemente e que podem ajudar os broadcasters na distribuição e contribuição de vídeos online. A primeira delas é a importância de estar presente no ambiente mobile. Hoje, mais de 20% de visualizações de vídeos acontecem em dispositivos móveis, e essa tendência está crescendo rapidamente. De acordo com um estudo recente do eMarketer, mais de 77% de todos os usuários de tablets assistem, mensalmente, a vídeos em seus dispositivos móveis.
Além disso, a expectativa do mercado é que a taxa de penetração cresça em 87% até 2018, totalizando 149 milhões de espectadores de vídeo. Ou seja, os broadcasters que querem se destacar no segmento devem, obrigatoriamente, criar conteúdo para dispositivos móveis.
A segunda tendência que merece atenção é complementar a anterior. De que adianta estar na plataforma certa, com o público errado? Estima-se que 58% das empresas de melhor desempenho adotaram ferramentas de automação, sendo esperado um aumento de 50% na adoção de novas features em 2015. Ou seja, a automação de marketing e big data devem ser levados em consideração por quem deseja obter uma análise profunda e detalhada de sua audiência e, claro, criar conteúdo que gere interesse e, por consequência, aumente a geração de leads.
Agora vamos analisar. Temos a plataforma certa e a audiência segmentada de nosso interesse. O que falta então é conteúdo! Esse quesito deve ser muito bem observado pelos broadcasters em todo o mundo. O espectador não aceita mais qualquer coisa, ele quer conteúdo premium. Ou seja, é preciso ser criativo para reter a audiência. Para se ter uma ideia, três em cada quatro profissionais e executivos de marketing afirmam que esperam ter conteúdo original em vídeos online na sua programação nos próximos três à cinco anos.
Por fim, uma boa notícia para os broadcasters. Grandes empresas têm destinado boa parte de seu bugdet para vídeos online. O número de espectadores online cresceu 39% no segundo semestre de 2014, quando comparado ao ano anterior, e as marcas chegam a apresentar aumento de engajamento de até 90% por usar vídeos.
Ou seja, o mercado está aquecido para os profissionais que souberem ser criativos, focados na geração de leads e que saibam contar com plataformas de distribuição de vídeos que possam proporcionar serviços de alta tecnologia, eficiência, robustez e que permitam customizações.

Gustavo Caetano

Gustavo Caetano é CEO da Samba Tech, empresa pioneira no mercado de gerenciamento e distribuição de vídeos online no Brasil com soluções desenvolvidas para SBT, Lance TV, TV Globo e Grupo Abril.