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Novos fluxos de trabalho para área de Broadcast

Nº 146 – Out/Nov 2014

por Marcio Aguiar*

Artigo

Atualmente as empresas da área de mídia, cinema e games investem milhões para obterem soluções de transmissão de som, imagem e vídeo com o melhor desempenho possível. Os profissionais, assim como os consumidores, estão cada vez mais exigentes no que diz respeito à qualidade visual. Além disso, o país também está em pleno processo de digitalização dos sistemas de televisão e a transição do analógico para o digital tem que ser finalizada até 2018.
Hoje, o mercado brasileiro de broadcast representa metade de toda a América Latina. Segundo a Sociedade Brasileira de Engenharia e Televisão (SET), o setor cria inúmeras oportunidades de negócios, como a integração entre broadcast e banda larga, monetização da segunda tela, infraestrutura para produção e distribuição de ultra HD, produção audiovisual em nuvem e análise de grandes volumes de dados.

Ideias como simular a circulação do vento em um autódromo durante, ou antes, do inicio da corrida ou então, criar imagens virtuais que podem ser exploradas pelo apresentador tornam-se possíveis de serem executadas.
© Foto: Nvidia

O Brasil é um país muito forte no mercado de efeitos visuais. Tempos atrás somente grandes produções cinematográficas contavam com tecnologia suficiente para rechear o filme com efeitos. Hoje eles estão presentes até mesmo em comerciais de 30 segundos. Parte desse avanço tecnológico acontece porque a integração entre hardware e software está cada vez maior. Eles conseguem conversar entre si e contribuir para que a produção dos efeitos visuais seja mais prática e rápida.
Um exemplo disso é o Mercado de GPUs (unidades de processamento gráfico) para a área profissional. Alguns lançamentos, como a nova linha NVIDIA Quadro Gretsky tem foco no segmento de mídia e entretenimento e atende muito bem a demanda do fluxo de trabalho dos artistas gráficos usuários de programas que requerem processamento gráfico 3D, melhora nas tarefas de renderização, I/O de video HD, codificação de hardware, compatibilidade com 4K e virtualização remota de gráficos.
Isso é possível, pois a quantidade de memória é cada vez maior e passa a oferecer mais saídas nativas de vídeo para que os profissionais possam criar cada vez mais imagens extremamente complexas, como por exemplo: Real-time Lighting, Geometry handling, Artistic Iterations e Real-time Interactive Pan & Zoom.
Hoje também já existem tecnologias no mercado, como a G-SYNC, que permite a criação de ambientes de múltiplas visualizações geralmente utilizados em cenários com mais realismo, resolução e texturas no processo criativo em 4K, além da habilidade para renderizar cenas complexas em menos tempo e a possibilidade de criar painéis de visualização usando um único PC.

© Foto: Nvidia

Cada vez mais, tudo é móvel e graças à tecnologia, os estúdios já conseguem acessar instantaneamente e remotamente o conteúdo de suas produções. Empresas que não adotam novas ferramentas de trabalho acabam ficando para trás, por isso a atualização dos software e hardware cada vez mais é um diferencial entre as produtoras. Além disso, as grandes emissoras de broadcast muitas vezes precisam mudar rapidamente seus cenários, de acordo com os diferentes tipos de programas que apresentam.
Para a realização dessa atividade, as indústrias de televisão utilizam projeções virtuais aceleradas por GPUs profissionais.
Assim como os cenários virtuais, com as GPUs também é possível fazer simulações e animações dentro de imagens reais, de acordo com a criatividade do canal. Ideias como simular a circulação do vento em um autódromo durante, ou antes, do inicio da corrida ou então, criar imagens virtuais que podem ser exploradas pelo apresentador tornam-se possíveis de serem executadas.
É inaceitável que equipes contenham sua criatividade e produtividade por conta do limite do hardware. À medida que a fronteira entre o físico e o simulado fica mais tênue, temos que explorar métodos para tirar vantagem de recursos de vídeo avançados a fim de expressar com maior fidelidade a intenção do artista. Seja manipulando a geometria de cenas cada vez mais complexas e detalhadas ou executando avançadas simulações CFD (Dinâmica Computacional Fluida) de fenômenos físicos.

Márcio Aguiar é gerente de desenvolvimento QUADRO/GRID para América Latina.