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NAB Show Collaborative apoia o SET EXPO

 

SET EXPO 2015

Nº 153 – Ago 2015

por Carla Dórea Bartz em Las Vegas

Durante a última NAB 2015 a Revista da SET conversou com Saleha Willians, que no SET Expo 2014 apresentou o NAB Show Collaborative com uma série de palestras com convidados internacionais mostrando as principais inovações do mercado broadcast mundial

SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão) e a NAB (National Association of Broadcasters) mantêm há quase duas décadas uma parceria muito importante para a indústria. “Para a NAB, esta iniciativa é sobre compartilhar conhecimento com parceiros especiais como a SET”, explica Saleha Williams, relações públicas do NAB Show, nesta entrevista exclusiva.

Revista da SET: O que é o NAB Show Collaborative?
Saleha Williams:
O NAB Show Collaborative é uma iniciativa global e consiste em uma série de eventos, conferências e palestras realizados com a SET (no Brasil), o GSMA (em Barcelona) e o CABSAT (em Dubai). Os objetivos são levar os melhores palestrantes e o melhor conteúdo até esses parceiros, promover a troca de ideias e fomentar o desenvolvimento da indústria em escala mundial.

Revista da SET: Há quanto tempo existe esta parceria entre a NAB e a SET?
Saleha Williams:
Este relacionamento acontece há 17 ou 18 anos. No ano passado, no entanto, o NAB Show lançou o programa NAB Show Collaborative para promover maior interação e troca de informações. A série foi lançada em fevereiro de 2014, em Barcelona, e no mesmo ano esteve no CABSAT e no SET EXPO.

Revista da SET: Qual é a importância deste programa para a NAB?
Saleha Williams:
Para a NAB, é muito importante dividir conhecimentos sobre o que está acontecendo na indústria ao redor do mundo. Com o programa, este trabalho é feito de maneira inovadora e atrativa através de conferências, vídeos e entrevistas sobre os principais assuntos abordados tanto em Las Vegas, quanto em Barcelona ou em São Paulo.

Revista da SET: Porque o SET EXPO foi escolhido como parceiro?
Saleha Williams:
Acredito que a principal razão é que a SET e a NAB sempre tiveram um relacionamento especial e de respeito mútuo. Para a NAB, este programa é sobre compartilhar conhecimento e ela quer fazer isso com parceiros especiais. No Brasil, este parceiro é a SET, que conta com pessoas que valorizam a inovação e a troca de ideia e que ajudam a desenvolver a indústria como um todo.

Revista da SET: Quais são as principais atividades do NAB Show Collaborative?
Saleha Williams:
Nós temos uma série de temas e de conferências que complementam o programa do Congresso que a SET já organiza. No ano passado, trouxemos importantes profissionais do Google, Twitter e Facebook, como também de empresas mais tradicionais como Ericsson, ESPN e ChyronHego. Temos contato com um número grande de broadcasters, provedores de conteúdo, produtores e distribuidores. Todos com assuntos de ponta a serem debatidos.
Oferecemos a esses palestrantes uma ocasião para encontrar seus pares no Brasil e, como contrapartida, solicitamos que falem no Congresso do SET EXPO. Também gravamos todas as sessões, entrevistamos todos os palestrantes e hospedamos esse material no site do NAB Show Collaborative, além de dividi-lo com a SET.
Assim, mesmo que você não possa vir ao evento, você poderá, mais tarde, assistir aos vídeos e às palestras.

Revista da SET: Você pode nos dar uma dica do que será apresentado no Congresso do SET EXPO 2015?
Saleha Williams:
Estamos alargando o escopo de temas com a inclusão do entretenimento e das novas mídias. Ainda não posso dizer quem virá até o anúncio oficial, mas teremos também palestrantes das áreas de serviços móveis, de propaganda e do broadcast tradicional.

No Congresso SET 2014, com a coordenação de Saleha Williams o NAB Show Collaborative organizou uma sessão visando apresentar ao mercado brasileiro tópicos representativos que foram debatidos na edição 2014 da NAB

Revista da SET: De acordo com as estatísticas do NAB Show, os brasileiros formam a maior delegação estrangeira a visitar esta feira. Na sua opinião, porque isso acontece?
Saleha Williams:
O Brasil é um mercado muito grande, onde há muitas oportunidades de mídia e de broadcast. Vocês têm alguns dos principais eventos do mundo, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, então, acredito que os broadcasters, os provedores de conteúdo, os produtores, as companhias de telefonia e as redes de serviços móveis precisam de novas ideias para atrair o mercado e oferecer o melhor conteúdo. Por isso, visitam o NAB Show: para conhecer as últimas novidades em câmeras, equipamentos, soluções e ouvir palestrantes e líderes das indústrias de mídia e entretenimento que participam do nosso evento aqui em Las Vegas.

Revista da SET: Como foi a feira este ano?
Saleha Williams:
A feira foi fenomenal. Tivemos mais de 100 mil visitantes, de mais de 32 países, e várias delegações internacionais da Europa, da Ásia, além do Brasil. O Congresso também foi muito bom. Tivemos palestrantes maravilhosos, incluindo produtores de cinema, cineastas, broadcasters, jornalistas, gente de mídia, de propaganda, de mobile e de telecomunicações. O NAB Show realmente cresceu e se tornou um evento convergente em termos de conhecimento, de produtos, de oportunidades e de networking. As pessoas nos visitam e encontram as principais novidades tecnológicas e os mais inovadores modelos de negócios do mercado.

Revista da SET: Parece também que o conteúdo se tornou o centro do NAB Show. Em sua opinião, a que devemos esta tendência?
Saleha Williams:
Acho que a principal razão nós todos sabemos: o conteúdo é o rei. As pessoas anseiam por conteúdo. Por isto, este ano, o tema escolhido para o NAB Show foi Craving Content. Você quer ver seu conteúdo em smartphones, tablets, na televisão, no computador, talvez até em um relógio da Apple, ser capaz de produzi-lo com a melhor qualidade e de usar toda a sua criatividade. Estas são as chaves da indústria e é para onde ela está indo. Assim, penso que o conteúdo não é só uma tendência, mas um fator crítico. É por isso que ele é o centro de uma feira como o NAB Show, tanto quanto as tecnologias que permitem que seja produzido, distribuído e gerenciado.

Revista da SET: A sigla SET significa Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e NAB é National Association of Broadcasters. Contudo, esses nomes parecem limitar o escopo das atividades que essas associações fazem atualmente, não é?
Saleha Williams:
Esta é uma ótima pergunta e penso que deva ser respondida a partir do que funciona para os mercados. Há tanto brand equity nos nomes SET ou NAB que as pessoas usam essas abreviações sabendo que elas abarcam um escopo que vai muito além do broadcast.
Para os mais jovens, o que essas siglas significam não importa muito.
Eles sabem que o NAB Show é o melhor lugar para estar: é a maior feira de tecnologia do mundo. Além disso, essas siglas talvez sejam até mais fáceis e mais rápidas de guardar.

Para saber mais sobre o NAB Show Collaborative, visite: http://collaborative.nabshow.com/about
A programação do Congresso SET: http://www.setexpo.com.br/2015/27o-congresso-de-tecnologia/programacao/