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LineUP passa a ser representante comercial no Brasil de Quantel/Snell

Nº 148 – Jan/Fev 2015

por Fernando Moura

REPORTAGEM

A integradora brasileira com capitais mexicanos estende seu leque de produtos com a incorporação da gigante no seu portfólio. A Revista da SET conta os pormenores da aliança que pode transformar a empresa em um Backbone da Quantel na região

LineUp/Comtelsat passou a ser o representante comercial de Quantel/Snell pelo que o diretor regional de ventas para América Latina de Quantel, José Luis Montero, esteve no Brasil visitando os principais clientes da empresa e sua integradora local.
Os diretivos da integradora Nilson Fujisawa, diretor Geral da LineUp no Brasil e Israel Gómez, gerente de vendas da Comtelsat, concederam uma entrevista durante a visita de José Luis Montero à Revista da SET onde explicaram os principais motivos da aliança e o porque de denominar a integradora como sua distribuidora na América Latina.

Montero explicou que isto é parte da mudança de rumos da empresa após a fusão da Quantel com Snell, dois gigantes da indústria realizada em março de 2014 quando a Quantel comprou a Snell, e do câmbio da política comercial que pretende “chegar mais perto dos clientes da região e, sobretudo, atingir um público que até hoje não fazia parte do portfólio da empresa. Acreditamos que esta associação pode ser um verdadeiro Backbone de negócios na América Latina”.
Israel Goméz concorda, e acredita que para LineUP/Comtelsat – vale lembrar que a integradora mexicana comprou o 80% de LineUp há dois anos para ingressar no mercado brasileiro – será a forma de “chegar a mercados que até hoje não podíamos aceder”.
Para Nilson Fujisawa, diretor Geral da LineUp “a parceria da Quantel e Snell com a LineUp chegou na hora certa, pois procurávamos um excelente parceiro de pós produção forte com sistemas de jornalismo e pós high end”.

José Luis Montero de Quantel afirma que a política da empresa passa por não perder nenhum cliente nem projeto por preço

O executivo brasileiro disse à Revista da SET que a empresa trabalha junto das “principais redes de TV brasileira pelo que é importante ter um parceiro como a Snell com soluções de infraestrutura, automação, playout, channel in a box, sempre com produtos e sistemas de primeira linha já reconhecidos pelo broadcaster brasileiro”, e ter a Quantel com seus produtos para “acompanhar novos projetos em mercados que antes não podíamos atingir”.
Na sua visita a São Paulo, Montero disse que o mercado brasileiro “é um dos que maior potencial de crescimento tem na região” e que um dos objetivos da empresa é que a partir “do Brasil possamos fazer negócios em outros países da região”.
O executivo espanhol da Quantel afirmou ainda que la associação com LineUp no Brasil e Comtelsat no México será fundamental para avançar com novos clientes e novos mercados.
“Desde Brasil e México estabelecermos estratégias específicas com alguns clientes que nos permitam expandirmos a outros países da região, nomeadamente para o Chile, Peru, Argentina e Bolívia onde apostamos ganhar novos clientes” que “não existiam até hoje ou não os tínhamos identificado”.
Dentro da mudança de política comercial da marca, Montero confessou à Revista da SET que com a fusão com Snell e com isso, a junção da produção, a nova empresa conseguiu baixar os preços da produção pelo menos em um 30%, e isto está sendo repassado aos clientes. “Conseguimos reduzir o custo de produção, agora estamos fazendo o repasse dessa redução aos nossos clientes porque hoje o mercado não permite, como antes, preços altos. Por isso estamos readaptando os preços e assumindo que não perderemos nenhum projeto com os clientes por preço. Ou seja, estamos falando de avançar com os projetos para os clientes e não perde-los porque o concorrente é mais barato”, afirma.
O executivo de Quantel afirma que a empresa avança com duas opções diferenciais para o cliente.

Com esta associação poderemos participar em projetos maiores, disse à Revista da SET, Israel Gómez de Comtelsat

“Um produto exclusivo e uma solução completa”, ponto no que entra LineUp com os seus projetos de integração. “Nossas empresas sempre foram vistas como empresas com produtos caros, isso mudou e agora “temos preços mais acessíveis. O mercado mudou, não só em preços, senão também na forma de trabalho”.
Montero assume que os principais produtos da Quantel a serem trabalhados pela LineUp serão os das linhas sQ e RevolutionQ indicados para produção de notícias para emissoras de televisão. Outro produto a trabalhar será o editor Paulo Rio, um dos carros chefes da Quantel ideal para pós-produção de vídeo em 4K.
Com a Snell, os principais produtos passam pelosswitchers Kahuma para roteamento de sinais, a linha de modulares Glue, e os sistemas de automação Morpheus, e “claro, mostrar aos clientes que agora podem aceder a estes produtos com preços adequados a realidade do mercado”.
Nesse sentido, Montero disse que a “tendência é trabalhar de uma forma eficiente, mas com custos reduzidos, aumentando a capacidade de produção o que virá junto com a nuvem e as estruturas baseadas em software” que façam que, por exemplo, “as emissoras funcionem integralmente com estruturas IP com software que realizem a gestão integral dos conteúdos”.
O responsável de Comtelsat no Brasil, Israel Gómez, disse à Revista da SET que com “Snell e Quantel no leque de possibilidades da empresa novas oportunidades de negócios de integração aparecem. Hoje temos mais opções, mais hipóteses de oferecer soluções”.
“Antes não podíamos participar de projetos de pós produção, finishing, de automatização, já que não tínhamos soluções para esse tipo de projeto. Hoje temos novas oportunidades e com isso, acreditamos, poderemos trabalhar com players aos que antes não tínhamos acesso”, afirma Gómez.
Olhando para o futuro, José Luis Montero afirma que 2015 “pode vir a ser um dos anos mais exitosos da empresa no Brasil com grandes projetos que serão desenvolvidos neste ano, fundamentalmente dois que estão quase fechados”.
Israel Gómez, esta confiante no desenvolvimento da integradora. “Ultrapassamos o período de conhecimento, já sabemos que pode fazer LineUp e que pode fazer Comtelsat, estabelecemos sinergias e agora é o momento de começar a desenvolver grandes projetos no Brasil. Nestes dois anos as empresas aprenderam muito uma da outra, descobrimos coisas que não sabíamos. Esperamos que 2015 seja o ano da expansão, o ano da consolidação e de concretização de grandes negócios no Brasil.
Necessitamos reduzir ao mínimo a curva de aprendizado e começar a fechar negócios”.