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IBC 2011

IBC2011

Por Gilmara Gelinski

O encontro para brasileiros oferecido pela organização da conferência IBC foi além do esperado e superou em termos de conteúdo, organização e espaço as edições passadas. Os palestrantes eram profissionais gabaritados e reconhecidos mundialmente e as palestras foram pertinentes à realidade atual do mercado de radiodifusão e de conteúdo no Brasil.

Na opinião do diretor de interatividade da SET, David Britto, o encontro representa uma significativa participação do Brasil no evento, bem como um estreitamento dos laços com a SET. A evolução destes anos de encontro mostrou o reconhecimento do papel do Brasil como elemento formador de opinião, gerador de tecnologia e liderança na evolução do padrão de TV digital aberta.

O encontro contou a apresentação da presidente da SET Liliana Nakonechnyh e do ����presidente do conselho da IBC Peter Owen. Após a abertura do encontro, começaram as apresentações dos tópicos em três sessões. Os representantes da TV Fifa, Niclas Ericson, e da Deltatre, Jim Irving, falaram sobre a Copa do Mundo de 2014, na palestra “. Na sequência Dr Katoh, da NHK Science & Technical Research Laboratries, e Peter Owen abordaram o tema sobre TV híbrida, no painel “. E por fim, o tema espectro de radiofrequências foi abordado por Bernard Pauchon, presidente da Broadcast Networks Europe, e Michael McEwen, presidente da Media Asset Capital.

Cerca de cem brasileiros participaram do “Brazilian Meeting”, que aconteceu no dia 10 de setembro. “Foi possível assistir à palestra sobre sistema Hybridcast, que mesmo em um estágio muito embrionário, possui a chancela da NHK, que por si só desperta o interesse na audiência do evento”, explica Britto. Após o painel a delegação brasileira foi conduzida ao estande da NHK para ver a demonstração de UHDTV. A outra palestra considerada por todos de grande importância foi sobre a preparação da Fifa TV para a organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O tema da Copa do Mundo enfatiza o momento único pelo qual passa o Brasil, que está recebendo cada vez mais atenção da mídia mundial para a organização dos grandes eventos esportivos assim como o desafio para a transmissão dos jogos pela Fifa TV.

Pelo evento IBC podemos afirmar que o mercado mundial está apostando no Brasil, não só em função dos eventos esportivos de 2014 e 2016. O Brasil está se destacando frente à conjuntura econômica mundial contrastante com o momento econômico brasileiro. “A TOTVS participou do painel “Hybrid Broadcast Broadband – Convergence and Convenience for the Consumer”, juntamente, com a rede NHK do Japão e a HISPASAT da Espanha, onde mostrou a possibilidade do uso do padrão de interatividade Ginga para a implementação de uma solução de convergência para TVs conectadas usando o modelo híbrido broadcast/ broadband para distribuição de conteúdo OTT. No Brasil já temos, em estado de produto, uma iniciativa similar. Podemos liderar mundialmente este processo, basta querer”, completa Britto.

O engenheiro brasileiro, Aguinaldo Boquimpani foi um dos palestrantes deste painel e o tema escolhido por ele foi “Ginga: An Open, Inclusive Platform for Content Distribution On Connected TV Infrastructure”. Boquimpani descreveu o grande potencial do uso do Ginga no ambiente das TVs conectadas para a distribuição de conteúdo OTT pelos radiodifusores, seja para aplicações de catchup TV, seja para divulgação de conteúdo original ou mesmo complementar à grade linear do radiodifusor ou da operadora de IPTV. “Foi surpreendente ver a platéia muito interessada no tema e na experiência brasileira do padrão Ginga. Respondi a perguntas bem diversas de participantes de países como a Coréia, Rússia e França.

Foi a primeira vez que o engenheiro participou do encontro da SET na IBC. Para ele é muito bom ver que a SET começa a ter a mesma tradição que já existe na NAB há alguns anos com grande sucesso. “Também foi uma grata surpresa ver uma apresentação sobre o sistema Hybridcast da NHK, que nada mais faz do que propor praticamente o mesmo tipo de solução híbrida broadcast-broadband que foi apresentada em nossa palestra”.

A importância da IBC
O vice presidente da SET, Olimpio Franco, gostou muito do evento este ano, que para ele, tem crescido muito e a diversidade de empresas e temas têm sido marcantes. Tinham três painéis destinados para o que eles chamam de What caught my eye! (O que chamou minha atenção!). Neles foram demonstrados os principais produtos da feira. Em sua maioria proveniente de pequenas empresas com idéias criativas.

Olimpio descreve um produto da empresa Vericorder que possui uma solução para usar I-Pod e I-Phone como câmera, gravador e editor de vídeo e áudio. É uma pequena carenagem que possui bateria adicional, encaixe para pequenas lentes de entrevista e outra de maior zoom. O produto possui um software próprio que permite editar as matérias no campo, com o próprio aparelho. Depois basta gravar para um pen drive ou enviar via 3G do próprio dispositivo. Outro ponto é a uma pequena luminária LED que se encaixa na parte superior desta carenagem e tem bateria separada e própria. Esta solução custava US$300,00. Está foi apenas uma solução, entre tantas outras interessantes para diferentes aplicações apresentadas no espaço.

Na opinião de David, a IBC é o mais organizado e importante evento do setor, que procura tratar os temas de tecnologia, regulamentação, novas oportunidades e ameaças que surgem, pela convergência tecnológica, de forma transparente e educativa.

Para a diretora de eventos da SET, Daniela Souza, a IBC possui um diferencial em relação a NAB. A conferência de Amsterdã tem uma abordagem mais institucional e de discussões amplas, já o NABShow é focado nos negócios. “Sinto que o objetivo principal é a transferência e debate de informações, que em algum momento será revertido em novos negócios. Este é o quarto ano que participo da IBC e a impressão se mantém a mesma. Os painéis são de nível elevado e muito bem estruturados”.

“Creio que ainda mais do que na NAB, que é muito voltada para equipamentos e tecnologia para grandes cadeias de radiodifusão, a IBC se preocupa mais com os aspectos de conteúdo e tecnologia e isso tem certamente um grande impacto no momento que estamos vivendo no Brasil com as questões sobre a ameaça ou oportunidade das TVs conectadas e as imensas dúvidas sobre como será a melhor maneira que os produtores de conteúdo podem encontrar para engajar os usuários da internet e dos dispositivos como tablets e smartphones”, opina Aguinaldo.

Diversidades dos temas O destaque principal do evento foi o uso da TV em múltiplas telas dentro da casa, principalmente, com a disseminação dos tablets e smartphones. A tendência se tornou realidade e a distribuição de conteúdo em múltiplas telas recebeu o foco e atenção geral. Outro destaque foi o Super Hi-Vision. A tecnologia de 3D começa a mostrar que o caminho é o 3D glassless (sem o uso dos óculos).

“Em minha área de atuação (interatividade), mais uma vez tivemos a oportunidade de revisitar os temas mais sensíveis e avaliar a evolução mercadológica dos mesmos. A convergência entre internet e TV, representada pela TV conectada e pelas soluções híbridas, é um caminho sem volta para o futuro da indústria de entretenimento. Foi muito importante acompanhar a evolução do IPlayer (BBC) e do projeto HBBTV”, conclui David.

A exposição mostrou uma clara disseminação de soluções 4K e até 8K. Os departamentos de P&D da NHK e BBC desenvolveram e expuseram transmissões e tecnologias de display em 8K. O Super Hi-Vision da NHK ganhou o cobiçado “Conference Award” pelo melhor paper do evento. A rede mostrou o Super Hi-Vision com exibições em telas gigantes de 6 metros de altura e com um sistema de som com 22.2 canais de áudio. A BBC planeja uma estréia para o público desta tecnologia durante as Olimpíadas de 2012 em Londres.

Durante o evento o tema sobre conteúdo – programação – distribuído através das diversas mídias de comunicações foi discutido e defendido por toda a comunidade. “Os profissionais falaram sobre o novo conceito chamado D-consumer (from tape, to tablet). Ou seja, em função da melhor malha de distribuição de cobertura de banda larga em suas regiões, a Europa e a América do Norte têm possibilitado a expansão das novas maneiras de distribuição, sejam através de Tablets, BroadbandTV, Mobile, entre outros”, lembra a diretora.

O impacto das redes sociais na televisão convencional também foi discutido em um painel exclusivo. Os números apresentados durante a palestra impressionaram os participantes. Existe um grande debate sobre como a audiência pode interagir com o conteúdo e com as redes sociais, e as soluções que compartilham recomendações para a programação ganharam destaque. “Há muito tempo, os radiodifusores são proprietários de “redes sociais” instantâneas que se formam ao longo da grade de programação e é necessário usar a tecnologia para adaptarem-se a este momento. Os radiodifusores não devem perder esta oportunidade”, afirma David.

Além das conferências
O evento conta com palestras, exibição de equipamentos e workshops em menor escala. Havia áreas de exposição com estandes menores dedicados a pequenas empresas e a novos projetos, pesquisa e desenvolvimento, com alto nível e de valor científico.

Havia 13 áreas distintas de feira. Nas áreas de 10 a 12 estavam os fabricantes e provedores dedicados na criação de sistemas de estúdios, produção de conteúdos, telecine, filmes e áudio. Nas áreas de seis a nove encontravam expositores dedicados a integração de sistemas, servidores e sistemas de automação, aplicações, gerenciamento de acervos e pós produção. Os pavilhões de um a cinco e 13 abrigaram os sistemas de distribuições de conteúdos, como os móveis, cabo, satélite, provedores de serviços, Broadcasters, ITV, IPTV, sistemas domésticos e banda larga

Uma parte dos fabricantes está tanto na NAB como na IBC, porém, o público deste último é bastante diferente, pois é freqüentado pelos profissionais da Europa central e leste, africanos, árabes e asiáticos e russos. Com relação às empresas de pequeno e médio portes muitos não participam da NAB.

IBC 2012
Para David Britto, é fundamental para os brasileiros a repetição do evento da SET na conferência IBC, assim como a escolha de temáticas significativas para o mercado brasileiro e em consonância com os destaques do próprio evento IBC 2012. Com as Olimpíadas de Londres sendo uma memória recente, certamente o tema dos eventos esportivos, principalmente, de 2014 e 2016 deverá ter ainda maior destaque. Mas, os radiodifusores e membros da SET devem continuar a destacar as soluções de convergência.

 

Gilmara é editora da Revista da SET. e-mail: gelinska@gmail.com

Após a consolidação do padrão DVB-T como uma opção de sistema de televisão digital terrestre de primeira geração dos sistemas, foi desenvolvida a segunda geração do padrão denominado DVB-T2. A especificação foi publicada em 2008 pelo DVB e em 2009 pelo European Telecommunication Standards Institute (ETSI). No IBC deste ano o padrão virou de fato realidade com muitos fabricantes apresentando uma linha completa de produtos para esse novo sistema de transmissão. Uma das principais vantagens do padrão é o aumento da capacidade, graças a novas tecnologias de transmissão adotadas neste sistema. Comparando com a primeira geração, o DVB-T2 oferece um aumento de pelo menos 30% na capacidade do canal, permitindo oferta de mais serviços além de garantir melhor cobertura das áreas a serem atendidas.

Principais características do padrão Para dar mais capacidade ao sistema sem penalizar o C/N mínimo necessário para uma boa recepção do sinal, foram inseridos e modificados parâmetros de correção de erro e de modulação. Os códigos corretores usados são o LDPC (Low Density Parity Check) e o BCH (Bose-Chaudhuri-Hocquengham), ao invés dos códigos convolucionais e do Reed Solomon presentes na primeira geração. Um exemplo do ganho destes códigos é a capacidade de receber um sinal 64-QAM, FEC ¾ com menos de 16 dB de C/N. O time interleaving, adotado originalmente no ISDB-T, foi também inserido no DVB-T2 dando maior robustez aos desvanecimentos seletivos, ruído impulsivo e efeito Doppler.

O sinal é modulado em OFDM, tal como o DVB-T, mas o tamanho da FFT foi aumentado para até 32K, resultando em mais portadoras e intervalos de guarda mais longos. Esta característica traz vantagens e desvantagens para o desempenho do sistema. Por um lado, os intervalos de guarda maiores permitem que as redes de frequência única, SFNs, tenham transmissores mais potentes e mais distantes. Por outro, um número grande de portadoras significa espaçamento menor entre elas, o que deixa o sinal menos imune ao efeito Doppler e, portanto, com pior desempenho em mobilidade. Em princípio, o modo 32k é recomendado para recepção fixa, mas seu uso com recepção móvel ainda precisa ser verificado com testes de campo e de laboratório.

As opções de constelação são as mesmas do DVB-T, acrescido da modulação 256QAM, que aumenta a capacidade do canal em mais de 30%. Ainda na transmissão, a relação de potência pico-média (PAPR – peak-to-average power ratio) também foi reduzida, dando mais eficiência aos amplificadores de alta potência. Com parâmetros menos robustos e mais eficientes, a taxa máxima pode chegar a mais de 50 Mbps. Para dar robustez à recepção do sinal, técnicas como o giro de constelação (Rotated Constellation) e o modo de transmissão MISO (Multiple Input Single Output) também foram adicionadas ao sistema.

A Tabela abaixo compara os parâmetros de transmissão dos sistemas DVB-T e DVB-T2

As Novas tecnologias de transmissão aplicadas no DVB-T2
Das novidades empregadas nesta segunda geração, três merecem destaque: a rotação de constelação, o uso de redes MISO e uma evolução da transmissão hierárquica presente no ISDB-T, que no DVB-T2 é chamada de PLP (Physical Layer Pipes).

Rotação de constelação
No DVB-T, a constelação M-QAM é formada a partir de componentes simétricas de I (inphase) e Q (quadrature) e cada símbolo carrega m bits de acordo com uma constelação 2m-ária. Por exemplo, QPSK carrega 2 bits, 16-QAM carrega 4 bits e 64-QAM carrega 6 bits. Para reduzir a probabilidade de erro de bit, o código Gray é adotado. Os bits são atribuídos aos símbolos de forma que entre símbolos adjacentes, apenas um bit se modifica. Assim, como pode ser observado na figura 1, quando um símbolo é confundido com o símbolo mais próximo, apenas um bit é recebido errado. Esta característica cria uma independência entre as componentes I e Q do símbolo. Uma forma de evitar esta independência é girar a constelação, como mostrado na figura 2.

O ângulo de rotação da constelação depende da ordem da modulação. Quanto maior a ordem, menor o ângulo. A maior rotação, 29 graus, acontece para o QPSK, passando pelo 16-QAM com 16.8 graus, até o 256- QAM que é de apenas 3.6 graus. No entanto, quando a degradação do sinal acontece para ambos os eixos, a rotação não resulta em um ganho significativo. Para resolver esta limitação, é usada uma técnica chamada Q-delay, em que o eixo Q é transmitido atrasado em relação ao eixo I, como mostra a figura 3. Esta técnica resulta em um ganho de até 7 dB para recepção móvel numa SFN.

MISO (Multiple Input Sigle Output) Uma outra técnica empregada no DVB-T2 é a capacidade de implementar redes do tipo MISO (Multiple Input Single Output). Uma rede MISO pode ser considerada um caso particular de SFN. A principal diferença entre esta e uma SFN padrão é que a rede MISO transmite duas versões, um pouco diferentes, do mesmo sinal, como pode ser observada na figura 4. O padrão DVB-T2 aplica uma configuração modificada do método de Alamouti, para inserir menos complexidade ao sistema.

O conceito desta configuração pode ser entendido observando na figura 4 que cada conjunto de moduladores transmite a informação em pares. O grupo 1 transmite uma versão não modificada do conteúdo, exemplificada como C0 e C1, tal como numa SFN padrão. O grupo 2 transmite uma versão um pouco modificada deste par. São transmitidos C*1 e C*0, que são os complexos conjugados de C1 e C0. Para obter o ganho esperado, a sequência modificada do grupo 2 precisa ser transmitida na ordem do inversa do grupo 1, ou seja, o grupo 1 transmite C0 e C1 e o grupo 2 transmite C*1 e C*0.

Esta configuração permite que, recebendo o sinal com uma única antena, se obtenha um ganho na relação sinal-ruído equivalente ao de uma recepção com diversidade. Os notches e ripples vistos na recepção de dois sinais em uma SFN padrão, que degradam o C/N, não acontecem em uma rede MISO. Como os sinais não são mais idênticos, a combinação destrutiva é essencialmente evitada.

Os transmissores não precisam estar geograficamente separados, mas se estiverem, a rede terá um ganho de diversidade de transmissão e tal como numa SFN padrão, todos os transmissores precisam estar sincronizados com a mesma base tempo.

PLP (Physical Layer Pipe)
O DVB-T2 reusa o conceito de PLP ( Physical Layer Pipe) introduzido no DVB-S2. Um PLP é um canal lógico que pode carregar um ou vários serviços. Cada PLP pode conter diferentes taxas e ser configurado com parâmetros de transmissão diferentes. É possível configurar até 255 PLPs diferentes. Por exemplo, pode-se criar PLPs para serviços HD, usando modulação, FEC e time interleaving mais eficientes e menos robustos e PLPs para serviços SD e móveis com parâmetros mais robustos e que precisem de menos taxa. A divisão dos PLPs é feita em slots de tempo, de maneira similar a, padronizada no DVB-H.

A vantagem de dividir os serviços em múltiplos PLPs é de ter robustez e eficiência específica para cada serviço, time interleaving mais longos, permitir controle do consumo de energia através da divisão em slots de tempo e até diversidade de frequência, quando se usa o TFS (Time-Frequency Slicing). O TFS é uma técnica especificada no DVB-T2, mas está descrita para implementações futuras, em um anexo informativo do padrão. Basicamente, além da multiplexação no tempo, o TFS prevê uma multiplexação em frequência utilizando outros canais de radiofrequência, até um limite de seis canais.

Conclusão
Estamos observando uma mudança gradual na Europa para o sistema DVB-T2. O lançamento de serviços HD demanda uma capacidade maior dos canais e esta tecnologia vem preencher bem a necessidade preservando a qualidade e confiabilidade da cobertura.

O custo dos receptores ainda é significativamente superior à solução DVB-T, mas como o número de fabricantes está crescendo, espera-se que em breve os preços estejam equiparados.

A migração para o sistema DVB-T2 representa uma segunda fase de transição que precisará de novos canais em um espectro cada vez mais congestionado e com menos espaço para a radiodifusão.

Referências:
– DVB website :http://www.dvb.org/technology/ standards/
– EBU – Tech 3348, Frequency and Network Planning Aspects of DVB-T2
– Understanding DVB-T2 – Digital Televion Terrestrial Action Group – www.digitag.org

Francisco é engenheiro da TV Globo. E-mail: francisco .peres@tvglobo .com.br

A IBC (International Broadcasting Convention) é um dos principais destinos para a demonstração de inovações na indústria de radiodifusão. Mais de 50 mil pessoas de 160 países foram para o show em 2011. O evento apresentou uma exposição completa de equipamentos, abrangendo todas as vertentes tecnológicas da indústria atual.

Com mais de 1300 fornecedores de tecnologia, a IBC 2011 integrou uma série de apresentações especiais que incluíram:
Future Zone e New Technology Campus – onde se mostraram os mais recentes desenvolvimentos em tecnologia de radiodifusão.
Connected World – área dedicada a IPTV e Mobile
Production Village – onde estiveram presentes as mais recentes câmeras num ambiente especialmente preparado para captação

A experiência mais marcante foi na Future Zone ao assistir a demonstração 8K Super Hi-Vision da NHK. Cobrindo toda a cadeia produtiva de captação e distribuição, a tecnologia de Super Hi-Vision cria uma experiência agradável, sem qualquer tensão na visão ou qualquer outro desconforto físico.

Além do lançamento de mais câmeras de alta velocidade e a disseminação do 3D em toda a cadeia de produção, destacamos:

Chyron – Axis World Graphics: Primeiro sistema de grafismo baseado em nuvem.

Canon – Digisuper 95 (XJ95x8.6B): Maior lente zoom wide angle. É menor e pesa o mesmo que a bem sucedida 86x.

Vinten Radamec – Fusão da FCF-35 e ICE: Primeira cabeça robótica que incorpora o Intelligent Control Engineering (ICE) para controle e precisão sem precedentes e é altamente compacta.

Grass Valley – Karrera: Novo switcher de produção ao vivo substitui o popular Kayak e inclui características high-end da Kayenne, com 1 a 4.5 M/Es.

Microfones DPA – d:fine: Minúsculo headset single-ear que tem grande qualidade de som, é muito leve, muito fácil de fixar e permanece no local uma vez que é colocado.

JVC – Falconbrid: A pequena câmera protótipo 4K da JVC mostra o que é possível atingir com sua tecnologia de processamento Falconbrid, o primeiro chip LSI de alta velocidade de processamento de vídeo HD.

TVLogic – LVM-074W: LCD de 7″ de alta resolução (1024×600), encapsulado em um case de liga leve (600g) de magnésio. É o monitor ideal para as novas câmeras compactas de cinema digital. As características incluem: wave/vectorscope; entrada 3G/HD-SDI; conversão HDMI para HD-SDI; flip de imagem horizontal e vertical; medição de nível de áudio.

Front Porch Digital – Lynx: Os usuários podem gerenciar ativos em todo o mundo a partir de qualquer dispositivo ou qualquer local, utilizando este sistema de armazenamento na nuvem eliminando a necessidade de servidores locais.

P + S Technik – PS-Cam X35: Combina os benefícios de uma câmera super 35 mm de alta qualidade que pode gravar em qualquer velocidade 1-450 frames por segundo, dispensando a necessidade de uma câmera hiper slow.

Sony – F65: Único sensor 35 mm 8K com saídas HD, 2K e 4K, tem 4000 pixels por linha verde, dando luminosidade total no canal verde para uma maior gama de cores. A câmera de 16 bits é projetada para o futuro workflows de cinema digital.

Nelson é Assessor de Tecnologia e Inovação DGEN – Tv Globo. E-mail: nelson.faria@tvglobo.com.br