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Entrevista – Fernando Pelégio

ENTREVISTA

DIRETOR DE EVENTOS DA SET DESDE 2000 E RESPONSÁVEL PELO SUCESSO DE GRANDES MARCOS DA HISTÓRIA DA SET, COMO O SETETRINTA, NA NAB, QUE REÚNE MAIS PROFISSIONAIS A CADA ANO, FERNANDO PELÉGIO FALA SOBRE AS CONQUISTAS E O CRESCIMENTO DA SET, DURANTE SUA GESTÃO.

Fernando PelégioQuando teve início o SETeTRINTA na NAB?
A história da parceira com a NAB é muito interessante. Até o ano de 2000, o SETeTRINTA era realizado no Hotel Hilton, anexo ao Las Vegas Convention Center. Neste mesmo ano, depois da realização do evento, o Eduardo Bicudo, diretor de ensino da SET, constatou que precisávamos fazer o evento crescer. Ele sugeriu que fossemos falar com os organizadores da NAB, para que fosse verificada a possibilidade de termos uma sala, dentro do LVCC e ganhar o apoio e subsídios da NAB. Eu imaginei que não iriam nem ouvir a gente, que seria uma perda de tempo. Mas o Bicudo me convenceu e fomos juntos. Chegando lá, nos apresentamos e os responsáveis pela NAB perguntaram: “O que é a SET?”. Nós explicamos o que era a SET e falamos do evento que fazíamos em Las Vegas. A partir deste contato começamos a estreitar o relacionamento, através de troca de e-mails, até que, finalmente, eles aceitaram nos ceder uma sala pequena. Em 2001, primeiro ano que nós fizemos o evento, nós alugamos as cadeiras, as mesas e os projetores. Achei muito caro e novamente fui conversar com os organizadores da NAB, que concordaram em nos apoiar ainda mais. Então, no ano de 2002, nos cederam cadeiras, mesas e uma sala maior. Desde a parceria entre a NAB e a SET, nós estamos crescendo. Hoje propiciamos muito mais conforto, muito mais qualidade, a sala dobrou, em relação ao tamanho da sala de 2001 e a perspectiva para o ano de 2008 é aumentar ainda mais.

 “O nome SET está muito forte, porque se sabe que quem está por trás dele são profissionais sérios, com um objetivo comum”

Como o número de participantes do SETeTRINTA evoluiu?
Tínhamos uma média de 100 pessoas inscritas. Agora recebemos, aproximadamente, 250 pessoas, mas planejamos receber 320 pessoas no ano que vem.

A que você atribui este aumento de participantes?
Alguns fatores colaboram para o aumento, a receptividade e a qualidade das pessoas no evento, como a decisão do sistema brasileiro de TV digital e a inserção da SET e de seus profissionais em todo este processo. O Brasil parou de ter crises econômicas a cada três anos, o dólar está estável e mais acessível.

Como é a preparação do SETeTRINTA?
No último dia do evento, nós sentamos com os organizadores da NAB e adiantamos o que desejamos para o próximo ano. Este ano, por exemplo, adiantei que precisamos ter subsídios para o breakfast, que é integralmente pago pela SET, e precisamos de uma sala maior, porque a atual está apertada. Então eles já sabem que, durante este ano, haverá uma conversação, para tentar resolver isto e, em novembro de 2007, os pedidos já estarão nas mãos deles, com a quantidade de participantes, de cadeiras, de mesas, de alimentos, de projetores, etc.

E os contatos com palestrantes, patrocinadores?
Os palestrantes e patrocinadores são contatados a partir do encerramento do Congresso da SET, em agosto, quando começamos a pensar mais seriamente no SETeTRINTA. Mas é, tradicionalmente, a partir de janeiro, que as coisas começam a ser formalizadas.

E vocês têm procura espontânea de patrocinadores?
Não sei se isso é bom ou ruim, mas tivemos que deixar de lado algumas empresas patrocinadoras importantes. No total foram 10 empresas que ficaram de fora do patrocínio.

Como tem sido o desenvolvimento do Congresso?
O Congresso tem se desenvolvido bem. Nós tivemos um pequeno revés em 2002¸ por conta de incerteza econômica. O Congresso no Rio de Janeiro foi um pouco pobre, menor do que esperávamos. Mas desde então ele só tem crescido, tanto em área, quanto em palestras e público. Os prognósticos para este e para os próximos anos estão muito bons.
Como é o critério de escolha das palestras?
Na maioria das vezes, nós discutimos os tópicos a serem abordados e convidamos os palestrantes. Hoje, as pessoas que decidem sobre os conteúdos que serão discutidos no Congresso são a Liliana Nakonechnyj e o Olímpio Franco.

O ano de 2006 foi um ano em que o Congresso teve bons resultados, com picos de público, tanto de visitantes da feira, quanto do Congresso. A que você atribui esse sucesso?
O nome SET está muito forte, porque se sabe que quem está por trás dele são profissionais sérios, com um objetivo comum. Também, nesses anos todos, pessoas de diversas empresas trabalharam seriamente pelo nome SET e isso nos deixa muito orgulhosos. Mas eu também queria agradecer as empresas patrocinadoras, como a Sony, a Thomson, a Phase, entre outras, porque sem elas nós não teríamos o nível de qualidade que temos. Elas são nossas verdadeiras parceiras, porque mesmo nos momentos de vacas magras, elas nunca abandonaram a SET.

E quanto aos eventos regionais?
Este ano teremos um evento regional para cada região do País. Isso serve para levar informações para as pessoas que não têm a possibilidade de deslocamento de seu lugar de origem, para assistir ao Congresso em São Paulo. Como temos associados e parceiros importantes nessas regiões, geralmente uma emissora de televisão, conseguimos realizar eventos com ótima aceitação.

E sobre o IBC, existe algum projeto?
O IBC também é uma feira de broadcasting importante, realizada em setembro, em Amsterdã. O Ayrton Stela, vice-diretor de eventos da SET, está encabeçando conversações com os organizadores, para a realização de nossos eventos. Este ano teremos um jantar com brasileiros e esperamos que, a partir de 2008 ou 2009, tenhamos um SETeTRINTA, na Holanda.