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Energia lança nova linha de LED com desenvolvimento nacional

Nº 150 – Abril/Maio 2015

Por Fernando Moura no Rio de Janeiro

Empresa carioca inova com o lançamento de uma nova linha de luminárias para externas e estúdios com tecnologia brasileira. A Revista da SET esteve nas novas instalações da empresa na capital fluminense e conta em primeira pessoa as características destes novos equipamentos desenvolvidos no país por engenheiros brasileiros

Ricardo Kauffmann foi um dos fundadores da SET na década de 1980

Na indústria broadcasting muito se fala sobre as marcas internacionais, os seus equipamentos e o difícil que se torna, as vezes, ter serviços pósvenda rápidos e com manutenção.
Também se sabe que são poucas as empresas brasileiras que desenvolvem tecnologia no país para a indústria, mas das poucas que existem, algumas, o fazem e muito bem.

A Energia é uma dessas empresas. Com mais de duas décadas de existência, a companhia carioca continua inovando e produzindo equipamentos de alta qualidade para o mercado brasileiro, tanto com baterias como com luminárias.
No início de 2015, a Energia lançou uma nova linha de painéis, fresnels e COBs de LED inovadores com tecnologias como Full Spectrum com CRI de 98%, single LED, no Fan, chip On Board, controle remoto via DMX-512.
O projeto dessa nova linha foi baseado no conceito de “Qualidade de Luz” desenvolvido por Ricardo Kauffmann, diretor e fundador da Energia.

A Energia conta com 10 funcionários no Brasil e mais 3 na China. No Brasil são desenvolvidos os equipamentos e na China, produzidos

“As câmeras de cinema e TV necessitam menos luz a cada dia, por isso a empresa se concentrou na qualidade dos LEDs. Mesmo não precisando de muita luminosidade, os novos Prolites estão mais potentes em luminosidade e com uma qualidade de branco infinitamente superior as demais no mercado”, afirmou à Revista da SET, Kauffmann nos escritórios da firma nas instalações da empresa no Rio de Janeiro.
O executivo explica que estamos frente a uma mudança de paradigma na iluminação. “Não há retorno, o LED veio para ficar, neles temos controle geométrico da luz, maior aproveitamento e redução de energia, além de uma reprodução da luz solar que as vezes chega a ter maior qualidade que a natural”.
Kauffmann explicou a reportagem da Revista da SET que os projetos e desenhos de engenharia das luminárias são desenvolvidos no Brasil e produzidos na China desde os escritórios de engenharia que a empresa possui na Asia.
“Temos 10 funcionários trabalhando no Brasil e mais três nos nossos escritórios da China. Desde lá eles comandam a produção que é feita em uma fábrica que produz os equipamentos para nós. Cá no Brasil distribuímos e realizamos o trabalho de pós-venda e suporte ao cliente. Os nossos engenheiros na China supervisionam todo o processo de produção e criação dos nossos produtos, e cá desenvolvemos os projetos de engenharia. A produção é lá porque é a forma que encontramos de produzir nossos próprios produtos”.

A Energia produz na China painéis, fresnels e COBs de LED, e baterias

O diretor da Energia explicou que a “linha 2015 está fundamentada em dois pontos: O aumento de qualidade da luz, com a utilização de LEDs com CRI (Color Rendering Index) acima de 95%, o que significa uma luz de alta-fidelidade de cor, equivalente à luz do sol, e a adoção de COB – Chip On Board, que permite a substituição dos antigos painéis de LEDs por luminárias com um único chip – high intensity/single shadow”.
O Chip On Board dos COBs representa, afirma Kauffmann, “a mais recente e mais completa solução em iluminação de LED. Um único chip de LED, como se fosse uma lâmpada de alta intensidade produzindo uma única sombra. Essa linha é a mais potente da categoria podendo chegar a 17 mil lux. Possui ajuste de temperatura de cor e controle remoto sem fio para até 10 luminárias.


Mudanças no mercado broadcast
E para facilitar a vida em externas, há um Kit com 2 luminárias, tripés, controle remoto, difusor tipo Softbox, Umbrella Reflector e Carry-on Case” Ele explicou que “essas inovações trazem também uma significante redução no custo do lux gerado, se comparado com as luminárias anteriores.
As luminárias da Linha 2015 permitem a substituição das fluorescentes e das incandescentes de tungstênio com inúmeras vantagens, como, por exemplo, a redução no consumo de energia elétrica em 90% em relação às incandescentes, e de 70% em relação às fluorescentes; aumento na qualidade da luz com incremento no CRI 74% para acima de 95%; e aumento no controle da iluminação com ajuste eletrônico de temperatura de cor e de intensidade”
Outro dos lançamentos da Energia é a nova geração de NF Fresnel Energia.
“O objetivo da linha é oferecer a melhor qualidade na luz irradiada com um CRI 98% e sem utilizar ventilação, ou seja, sem barulho.
Além dessa nova tecnologia, explica o fundador da Energia, este Fresnel oferece controle remoto por DMX- 512, temperatura de Cor de 5600 Kelvin com potência de até 75 mil lux. A empresa disponibiliza opções de controle remoto em 2.5G de 10 canais e temperatura de cor ajustável de 3000 à 7000K.

O fundador da Energia, Ricardo Kauffmann é engenheiro de telecomunicações, especializado em televisão, com mais de 40 anos de experiência como operador, técnico de manutenção, projetista de sistemas de televisão e responsável pela implantação de mais de 40 emissoras de televisão..

Ele participou de grande parte dos SET Regionais realizados em 2014, e em quase todos eles, avançou com a ideia de profissionalização da iluminação nas estruturas das emissoras e como a mudança para o LED pode ser importante na hora de pensar em custos de energia e manutenção do equipamento.
Kauffmann afirma que um dos pontos que serão discutidos nos próximos tempos na cadeia produtiva audiovisual são os custos, e entre eles, “a conta da energia que vai precipitar a mudança” e gerará “a substituição de talentos humanos pelo custo, a substituição da qualidade por custo, a substituição da confiabilidade e da segurança por custo irá resultar numa inevitável degradação da indústria.
O problema é que justificar a opção pela qualidade, demanda conhecimento, pesquisa científica, em suma, dá muito trabalho! Ao passo que a opção pelo mais barato é muito simples e inicialmente elogiável e às vezes gera até uma promoção”.

 

De fato, afirma o empresário, a opção pelo LED nem sempre é a mais barata na primeira instância e que os produtos de qualidade nem sempre são reconhecidos. “Estamos observando que está muito difícil vender qualidade, tem muita gente boa desistindo e começando a fabricar preço.
Se os responsáveis técnicos (ou os culpados técnicos) não assumirem o seu papel veremos em curto prazo a degradação da Televisão Brasileira.
Assim como na análise Custo-beneficio, o benefício é que deve ditar o rumo, nas Emissoras de Televisão, a engenharia tem que se impor aos “economistas” de plantão”.
Mas Kauffmann está confiante, já que acredita que “existem profissionais corajosos e determinados na sua missão.