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DIFUSÃO DE CONHECIMENTOS NO SET SUDESTE 2007

INFORME SET
DIFUSÃO DE CONHECIMENTOS NO SET SUDESTE 2007

MAIS DE 150 PROFISSIONAIS ASSISTIRAM AS APRESENTAÇÕES DE REPRESENTANTES DE TODO O PAÍS, QUE ATENDEM AOS MERCADOS DE CINEMA DIGITAL, INTERNET, INDÚSTRIA, PRODUÇÃO, RÁDIO, TELECOMUNICAÇÕES, TV ABERTA E TV POR ASSINATURA.

da Redação

Realizado no Teatro do Grupo Alterosa, nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Belo Horizonte, Minas Gerais, o 6º SET Sudeste, em parceria com a TV Alterosa e a SET, reuniu diversos palestrantes com o objetivo de difundir conhecimentos e discutir os desafios na implantação da TV digital no Brasil, quanto ao gerenciamento, produção, transmissão, distribuição e exibição de conteúdo eletrônico multimídia.
Getúlio Malafaya, da TV Alterosa e membro da SET, abriu as apresentações afirmando que o cenário do evento apontava os desafios para a implantação da TV digital, com a mesma qualidade que faz a TV analógica brasileira ser considerada uma das melhores do mundo.
O primeiro palestrante a se apresentar foi Olímpio Franco, da Olimpic Engenharia e SET, e falou sobre a criação do Forum de TV Digital, que receberá, permanentemente, novas tecnologias/negócios e cuidará da implantação da TV digital brasileira. Olímpio comentou ainda sobre aspectos que distinguem o ISDTV do padrão japonês, além de explicar aspectos técnicos de compressão de vídeo (MPEG-4), compressão de áudio (AAC MPEG-4 ou Dolby AC3) e utilização do middleware Ginga, por respeitar as normas internacionais e ser compatível com o ARIB/DIBEG, entre outras coisas.
Leonardo Scheiner, da TACNET e SET, apresentou o painel Soluções para antenas de DTV e comparou a circularidade para todos os tipos de antenas, além de demonstrar soluções para canais adjacentes, dados de carga de vento para várias configurações e explicar o sistema EHT, da Dieletric, que produz um ganho de 39% em relação à temperatura.

“O espaço e o desenvolvimento de satélites estão acabando, mas as novas tecnologias (DVB-S2) reduzem a banda e o custo” – Willian Hemmings, da Loral Skynet

No painel Sistemas Irradiantes de TV Digital: Aspectos e Considerações, José Roberto Elias, da RFS World e SET, apresentou os objetivos do canal digital, cuja função, segundo ele, seria a de replicar a cobertura do analógico e permitir os novos serviços oferecidos pela TV digital, tais como simulcast, e-commerce e interatividade. Elias explicou também que esse processo só é possível através da análise de custos, qualidade e contingência e que é necessário considerar o diagrama, a influência da torre nos planos H e V, aspectos topográficos, climáticos, tipos de antenas e montagem.

“Estou preocupado com alguns aspectos do pareamento de canais, para atender a TV Digital” – Fábio Penido, da NetSoho

Ricardo Kauffmann, da empresa Energia, além de expor toda sua linha de baterias, carregadores, kits para iluminação com Leds brancos, adaptadores para todos os tipos de baterias e um SteadCam para câmeras tipo Hand Held, relacionou mitos e verdades quando se fala de baterias e medidas de luz.
O representante do Inatel, Carlos Nazareth, apresentou o painel TV Digital: Tecnologia e Programas de Treinamento/Desenvolvimento de RH e mostrou que, em parceria com o parque industrial de Santa Rita (Linear e STB) possui uma lista de realizações no campo das Comunicações Digitais, destacando o TX Digital ATSC, para o mercado da América do Norte, o set-top box, para o padrão DVB e o Sistema de Modulação Inovadora, produzido em conjunto com a UNICAMP, CEFET do Paraná e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e que está sendo industrializado. O sistema foi baseado no ISDB e recebeu melhorias em diversidade e codificação (LDPC – Low Density Parity Check – usado no WiMax).
Marcelo Blum, da Videodata, apostou no IPTV como tema para sua apresentação e destacou o projeto feito pela Telefônica, além de explicar as diferenças entre IPTV (controlada por provedor de serviço) e TV pela Internet (livre). Blum falou ainda sobre como é feita a inserção de comerciais em IPTV e, numa segunda apresentação, discorreu sobre gerenciamento de mídias e seus objetivos, tais como resgatar e reutilizar conteúdos, facilitar e unificar processos, garantir precisão, implantar novos workflows, eliminar redundâncias e evitar retrabalho.
A empresa que surgiu da fusão PanamSat e Intelsat, bem como seu modelo de negócios e sua nova rede de satélites, foi abordada pelo representante da Intelsat Brasil, Romildo Lucas, que falou também sobre Flip Factory e Media Portal.
A interface entre tecnologia e negócios foi discutida por João Braz, da TV Anhanguera e SET, que mostrou a evolução das tecnologias para melhorar o perfil das comunidades onde estão inseridas e exibiu um vídeo sobre a penetração do WiMax no mundo.
O painel Workflow para sistema de edição não-linear com arquivo digital foi apresentado por Jaime Ferreira, da Grass Valley/Thomson e SET e Johny Murata, da Front Porch/Line UP. Segundo eles, o sistema Aurora foi pensado para alta velocidade em jornalismo, esportes e produção e possui plataforma aberta, com duas redes (uma para jornalistas e outra para ilhas/arquivos). Além disso exibe qualidade no slow motion, aceita SD e HD, consegue exibir e arquivar ao mesmo tempo e o ingest aceita todos os tipos de mídias, podendo dividir espaço na ilha de edição com um canal de playout.
Johny Murata apresentou também o painel Transcoding de arquivo de mídia e kvm-switcher para aplicações com broadcast user, onde descreveu a tecnologia KVM (Keyboard Video Mouse) como um sistema para transcodificar mídia, que permite acessar e controlar qualquer computador conectando-o às portas do teclado, do vídeo e do mouse, sendo desnecessária qualquer modificação no computador alvo, que estará sempre disponível através do BIOS do Windows.
A Visão do futuro do Broadcast foi trazida por Mateus Hassan, da 4S e SET e, segundo ele, incorpora vídeo, áudio, metadados, DRM, contratos, entre outras coisas, sob um único controle.
O painel Garantindo qualidade em estações de TV: equipamentos de medida foi apresentado por Silvino Almeida, da Farnell-Newark In One e focou no “porque” monitorar. Silvino ensinou a usar o diagrama de olho e a medir o Jitter e alertou que colorimetria é um caso crítico em DTV, ao mesmo tempo em que o Timing precisa ser medido para os 4 sinais: Y, R, G e B.
Armando Lemes e João Paulo Ribeiro, da STB, falaram sobre a Visão Sistêmica da TV Digital no Brasil e Diagrama em Blocos do Modulador Digital ISDB-T. Ambos mostraram a estrutura básica da TV digital, onde o estúdio de dados deverá receber o canal de retorno e afirmaram que o middleware vai seguir o ARIB. A STB fez um transmissor, que está sendo testado pelo Mackenzie e um modulador ISDB-T, que foi demonstrado por João Paulo. São três streams (Áudio, Vídeo e Dados) que serão multiplexados, codificados no Reed-Solomon com 16 bits de paridade e depois modulados em OFDM. A transmissão é hierárquica. São três camadas para serem usadas pela programação: SD, HD e Móvel.
A tecnologia dos satélites, que teve início na década de 60 com a banda C, foi tratada por Willian Hemmings, da Loral Skynet do Brasil. O palestrante informou que o espaço e o desenvolvimento de satélites estão acabando, mas as novas tecnologias (DVB-S2) reduzem a banda e o custo.
O tema Fontes de ruídos de baixa freqüência em instalações de Estúdios, Rádios e TVs e as técnicas para mitigá-los foi apresentado por Ronaldo Kascher, da Kascher Engenharia e os presentes puderam atualizar seus conhecimentos sobre o assunto.
Fábio Penido, da NetSoho Eng Com, finalizou as apresentações com um assunto fundamental para a implantação da DTV no Brasil: canalização. Penido lembrou que os analógicos têm desligamento previsto para 30/06/2016 e a portaria 652 dá o cronograma geral da implantação da DTV no Brasil e declarou estar preocupado com alguns aspectos do pareamento de canais, para atender a TV Digital.

Colaborou Euzébio Tresse