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ACADÊMICO CIENTÍFICO

ACADÊMICO CIENTÍFICO
Temática: teste de avaliação comparativaSistemas de TV digital terrestre
Desde 1998, a Universidade Mackenzie trabalha em pesquisa sobre TV digital e, dentro dessa atividade, tem se dedicado ao acompanhamento da evolução dos padrões existentes e à avaliação dos novos padrões emergentes. O Mackenzie fez um teste de avaliação das condições de recepção da TV analógica na cidade de São Paulo e concluiu que em mais de 50% das localidades, apesar de existir um sinal de nível de adequado, a qualidade da imagem é degradada por multipercurso ou ruído impulsivo. Como as tecnologias têm evoluído, este trabalho apresentou uma síntese dos resultados obtidos de novas baterias de testes que foram e estão sendo realizadas para o conhecimento do estado da arte dos produtos comerciais disponíveis no mercado e uma van equipada para testes de campo, além de uma estação transmissora de TV na cidade de São Paulo que pode ser usada em tempo parcial para os testes. (Fujio Yamada, Cristiano Akamine, Francisco Sukys, Luis Tadeu Mendes Raunheitte e Carlos E. Dantas)

Proposta para avaliação do sinal de vídeo trafegando sobre redes IP
Parte da análise pode ser feita de modo similar a avaliação de um sistema analógico: a qualidade é verificada numericamente pela medição de alguns parâmetros do vídeo recuperado, através de um gerador de padrões de vídeo estáticos e um analisador de vídeo (por exemplo, VM700). Para esta etapa, foi elaborada uma tabela que cruza sinais de teste, medidas a executar, valores de referência e uma coluna para os valores obtidos. Porém, o processo de compressão e características momentâneas da rede podem introduzir perturbações na forma de black frame, block noise e freezed frame que afetam mais os sinais dinâmicos e só com sinais dinâmicos podem ser avaliados. Como estas falhas são temporais, recomenda-se um método para acompanhamento: com um computador munido de placa de captura, gravar os sinais de vídeo dinâmicos de entrada e de saída do sistema em teste e informações gerais de status da rede e dos equipamentos das pontas (encoder/decoder). A revisão do material permitindo a comparação do sinal gerado com o recuperado e a correlação das eventuais falhas com as condições observadas trazem numericamente a quantidade de eventos num dado período de tempo, a duração, tipo e grau das degradações, bem como uma indicação da sua possível causa. (José Frederico Rehme, Laércio José Kazmierczk e Emerson Márcio Pereira)

Uma análise crítica das resoluções 284 e 398 como critério para a definição da área de cobertura para os sistemas de TV digital ATSC, DVB-T e IDSB
A resolução nº 398, de 7 de abril de 2005 introduz modificações na resolução nº 284, de 7 de dezembro de 2001 que, entre outras coisas, passa a considerar o Plano de Distribuição dos Canais de TV Digital para o estudo de viabilidade técnica, utilizando os mesmos parâmetros para a definição dos contornos 1, 2 e 3 definidos para TV analógica. Este trabalho faz uma análise crítica das resoluções 284 e 398 sob o ponto de vista de área de cobertura dos contornos 1, 2 e 3 para os sistemas ATSC, DVB-T e ISDB, levando-se em conta parâmetros que definem a qualidade da imagem, comparando-os com a qualidade subjetiva de imagem da TV analógica. Os resultados mostram que os valores de intensidade de campo não podem ser o único parâmetro para a definição da área de cobertura, uma vez que a disparidade dos resultados implica em áreas de coberturas diferentes e podem produzir equívocos no dimensionamento da potência do transmissor. (Geraldo Gil R. Gomes e Luciano L. Mendes)

Temática: distribuição de conteúdo

Estudo de caso: programa piloto em TV digital interativa
Pensando que questões de programação e conteúdo também são importantes na definição de padrões de referência para o Sistema Brasileiro de TV Digital, o programa-piloto Universo Modelizante/Shunga mostra a interatividade que a TV digital propicia ao telespectador.
A interatividade na TV digital traz modificações nos hábitos tanto do telespectador quanto do produtor de conteúdos audiovisuais, criando mudanças na linguagem de produção (a produção para o meio). Se, de um lado, leva o telespectador para uma postura de atuação sobre a informação, de estabelecimento de uma relação de co-criador do produto televisivo, do outro, faz o produtor de conteúdos repensar sua cadeia de produção, levando-o a buscar outras estéticas e linguagens para poder lidar com essa nova maneira de usufruir do discurso televisivo.
O objetivo é discutir até que ponto a interação do telespectador poderá interferir no fluxo televisivo e na grade de programação da emissora. E como essas novas possibilidades de uso da televisão poderão criar um novo telespectador.

Caracterização da solução WIMAX em RF intrabanda em termos de capacidade de transmissão
Determinar o desempenho da transmissão da proposta para o canal de retorno do Sistema Brasileiro de TV Digital usando Wimax na faixa RF intrabanda é um aspecto ainda em análise dado que simulações da implementação da camada física para essa proposta acabam de entrar no seu estágio final.
Por se tratar de um sistema de acesso a rede sem fio, é fundamental poder estimar, com base nas taxas de transmissão, a quantidade de usuários que poderá usar a rede dentro de uma mesma célula. Através dos resultados de desempenho e das simulações é possível caracterizar o sistema e também determinar a viabilidade do modelo para aplicação no canal de retorno da TV digital. (Rubens Henrique Sonntag)

Desempenho de um receptor digital Bpsk na presença do ruído gaussiano Branco e do ruído impulsivo
O desempenho do rádio receptor digital BPSK submetido ao canal AWGN e ao ruído impulsivo é analisado em baixas freqüências HF, VLF e ELF. É derivada uma equação analítica para o cálculo da relação sinal ruído (SNR) na saída do receptor coerente BPSK.
O desempenho de um receptor de comunicação digital operando na faixa de HF/ELF/VLF é fortemente afetado pelo ruído atmosférico que é de natureza impulsiva. A análise do ruído impulsivo é importante principalmente em baixas freqüências. Em sistemas de comunicação de HF, VLF e ELF este ruído aparece, principalmente nas freqüências de 5 KHZ a 20 MHZ. (Kelias de Oliveira, Gilberto A. Carrijo e Cláudio A. Fleury)

Escola Digital Interativa
A TVEDI (TV Escola Digital Interativa) é a primeira experiência em televisão interativa educacional do mundo. Este projeto foi lançado pelo MEC/SEED em 15 de dezembro de 2003 e foi implantado em um programa piloto em 18 escolas distribuídas por sete estados brasileiros, exibindo uma série de programas interativos aplicados na capacitação de professores e em sala de aula, como ferramenta de apoio. A TVEDI foi desenvolvida como um sistema de distribuição de conteúdos multimídia interativos, com a utilização de vídeo sobre IP transmitido por satélite até um receptor digital conectado a um televisor operado por controle remoto para acesso aos menus de controle, funções e conteúdos de áudio, vídeo, texto, imagens e dados entregues sob demanda ou mesmo armazenados em mídia local, com retorno opcional por linha telefônica de um pacote de informações e estatísticas dos usuários.
O sistema se completa através da integração do receptor digital com outros dispositivos de armazenamento (discos rígidos, vídeo CD) e difusão (rede de computadores, modem telefônico e impressoras), ampliando assim sua capacidade de distribuição de conteúdo através de várias mídias.
A TVEDI foi concebida a partir de componentes disponíveis no mercado (equipamentos, placas de controle, antenas, computadores pessoais) que, devidamente integrados e configurados, permitem um resultado excelente na taxa de compressão, velocidade de transmissão, qualidade de exibição e usabilidade de interação dos dados (áudio, vídeo, texto e imagens).
O sistema como um todo pode ser descrito a partir de seis seções principais: transmissão, recepção, interação, armazenamento, integração e retorno. (Luiz Algarra, Ronaldo Richieri, Alberto Blumenschein)

Conteúdos a pedido em transmissão sem fio
Quando se fala em distribuição de conteúdos audiovisuais imediatamente vem-nos a mente uma distribuição baseada em meios físicos como as fitas VHS e mais recentemente o DVD que tem sido usados nos últimos 20 ou 30 anos e que hoje representam parte significativa dos ganhos auferidos por este mercado. Em 2003, algumas análises do mercado norte-americano apontaram em alguns casos, uma “virada” significativa nas receitas dos produtores, quando o faturamento advindo de conteúdos “empacotados” (VHS+DVD) superou o faturamento obtido com a venda de ingressos nas salas de exibição. Fato este que prova que estes métodos deverão perder espaço nos próximos anos, devido ao surgimento de tecnologias de distribuição digital de conteúdos, ou por outro nome Media On Demand (MOD). (Alberto Blumenschein)

Temática: usabilidade e aplicações em TV digital

Arquitetura aberta para o gerenciamento de TV digital
A TV digital é realidade em muitos países e no Brasil as pesquisas já atingem um estágio avançado, apesar do padrão nacional ainda não estar definido. Esta tecnologia e as novas opções de serviços que podem ser oferecidos pedem uma arquitetura adequada de gerenciamento capaz de controlar e otimizar os recursos desta rede bem como os serviços que ela oferece.
Este trabalho mostra os requisitos funcionais e não funcionais necessários para a construção de um sistema genérico de gerenciamento de TV digital, baseados no estudo de pesquisas semelhantes e nas particularidades específicas deste ambiente. Para este sistema genérico são detalhados todos casos de uso de interesse. Além disso, uma arquitetura é proposta para a solução deste problema utilizando para tanto padrões abertos e considerando alguns cenários possíveis de implantação no mundo real. Nesta arquitetura, é adotado o modelo clássico de gerenciamento bem como pelo disparo de comandos e recebimento de respostas e traps dos agentes.
Tanto na definição deste sistema genérico como no desenho da arquitetura final, tentou-se, na medida do possível, adotar o uso de princípios clássicos de gerenciamento que já são aplicados em várias arquiteturas existentes, inclusive de mercado. Deste modo, foi possível encontrar uma solução para um problema complexo através do uso de conceitos amplamente conhecidos, o que facilita o entendimento final.

Desenvolvendo aplicações da televisão digital
Atualmente, o governo brasileiro discute a escolha do sistema de televisão a ser usado no país (se algum dos padrões existentes ou a adoção de um sistema produzido no país incentivando a produção local e baixando os custos). Qualquer que seja a escolha final, o importante é criar condições de se continuar produzindo conteúdos e agora serviços específicos para os hábitos e cultura dos brasileiros. Com essa intenção, o CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) vem trabalhando desde abril de 2004 com desenvolvimento de aplicações para a nova televisão.
A televisão digital não será apenas uma televisão com melhor qualidade, mas também será uma televisão interativa, i.e. novos serviços e aplicações surgiram para tratar problemas e propor soluções especificas. A nova televisão não pode ser confundida com o computador, pois disporá de recursos mais limitados e terá usuários muito heterogêneos. A nova televisão deve servir para incluir e não excluir. Antigos usuários não devem ser esquecidos pelo novo sistema.
Pensando nisso, o CESAR desenvolve pesquisa e protótipos de aplicações para alguns problemas da televisão. Esses protótipos usam a biblioteca de componentes gráficos HAVi que está presente em todos os sistemas existentes. (Paulyne Mattews Jucá e Carlos Ferraz)

Desenvolvimento de um guia eletrônico de programação para televisão digital
A TV digital é objeto de diversos estudos no Brasil e despertou interesse nas comunidades acadêmica e empresarial. No bojo da demanda por aplicativos voltados para TV digital, destaca-se a necessidade de organizar as informações de uma grande variedade de serviços e programas que serão ofertados de forma interativa ou não por um guia eletrônico de programação. (Fernanda Klarmann Porto, Paulo Roberto L. Gondim)

FlexTV- uma proposta de arquitetura de middleware para o sistema brasileiro de TV
Os diversos padrões de sistema de televisão digital trazem consigo a especificação de middlewares que possibilitam a execução de aplicações computacionais nos set-top boxes, escondendo das mesmas toda a complexidade dos mecanismos definidos pelos padrões, protocolos de comunicação e até mesmo sistema operacional do equipamento. É o software que define qual a interface de programação para tais aplicações e, por conseguinte, quais funcionalidades poderão ser oferecidas pelas mesmas. Para promover a inclusão social e digital da população brasileira é importante que o middleware a ser adotado no sistema brasileiro de televisão digital seja poderoso o suficiente para permitir o desenvolvimento de aplicações mais adequadas à realidade desse público. Esse software também deve possuir alinhamento com outros padrões internacionais para permitir a exportação do conteúdo televisivo produzido no país, bem como a exibição de conteúdo produzido por outros países. O FlexTV é uma proposta de arquitetura baseada em componentes de software para o middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital. Essa arquitetura permite a evolução funcional do software através da edição de componentes, de forma a torná-lo o mais adequado possível à realidade brasileira. (Luiz Eduardo Cunha Leite, Guido Lemos de Souza Filho)