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ABTA – Associação realiza Congresso

A exemplo da SET, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) também realizou sua Feira e Congresso ABTA 2009 no início de agosto, no momento em que comemora 20 anos no Brasil. O evento aconteceu no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e contou com 60 expositores, sendo que o congresso teve 17 painéis e sessões temáticas nos quais foram tratados os assuntos de interesse do setor, sobretudo banda larga, HD e o consumidor conectado. Algo em torno de 10 mil pessoas passaram pelo evento. “Banda larga e interatividade serão sem dúvida os destaques no futuro”, disse o presidente da associação, Alexandre Annenberg, em vídeo no blog do evento. “Há muitas barreiras a serem superadas e um importante desafio de aumentar a penetração nas populações de menor poder aquisitivo”.
Para o diretor de TV por Assinatura da SET, Antonio João Filho, dois assuntos antagônicos marcaram evento. O primeiro foi a consolidação das ofertas de TV por Assinatura de alta definição. A Net oferecendo os canais abertos já incorporados à grade de programação, dependendo de qual cidade o sinal está sendo distribuído. E a Sky que lançou um produto no qual o sinal de TV aberta terrestre será recebido com um módulo adicional colocado na ciaxa de alta definição da Sky.
A Sky passa a oferecer o Globosat HD e anunciou o Multishow HD para outubro, sem falar de dois canais Telecine HD e o canal de Pay-Per-View de futebol, o PFC, também no novo sistema. A TVA lançou o segundo canal HBO HD (24 horas), o Rush HD (esportes radicais), o Fox/Nat Geo HD, o SBT HD e deve contar com o Telecine HD.A Net por sua vez lançou em HD o HBO, Multishow e Telecine. “Nesse sentido, a TV paga vai polarizando em direção a um consumidor de maior poder aquisitivo”, afirma João Filho. “Porém, as iniciativas da Via Embratel e da Oi, que inciou operações no estado do Rio de Janeiro, são um contraponto em direção à classe C”.

Classe C
O diretor da SET se refere sobretudo ao painel “Pacotes de A a C” que tratou da expansão do mercado de TV por assinatura e as estratégias para atingir a classe C. Pesquisa apresentada por Cristina Bandiera, da Via Embratel, apontou que a comunicação tem que ser de linguagem simples, objetiva, com informações completas e claras. Ela acentuou que a lógica de consumo deste público é diferente daquela aplicada às classes A e B, porque para a classe C a TV é insubstituível”. O evento também discutiu temas como a democratização do acesso ao Triple Play – serviço que oferece transmissão de vídeo, voz e dados sob um único canal de comunicação banda larga. A atenção para o consumidor conectado foi um dos destaques do evento, durante painel no qual se apresentaram José Reinaldo Riscal, business developer de pesquisas de consumo do instituto Nielsen, Pablo Verdin, VP de pesquisas, e Renata Policicio, gerente de pesquisas, ambos da Turner. Riscal acentuou o avanço da tecnologia 3G no País, que já tem mais de 5 milhões de assinantes.

Direitos autorais
Os direitos autorais e os limites para a circulação de conteúdo entre as emissoras de TV por assinatura foram debatidos por Antonio Salles, da Via Cabo, Marcos Bitelli, da Bitelli Advogados e Sean Spencer, da associação TAP/ABPTA. Para Bitelli, falta uma lei específica de proteção ao sinal de TV por assinatura. O equipamento chamado AZBox foi apontado por Salles como a grande ameaça à TV por assinatura atualmente. Trata-se de um receptor de sinal de satélite que ao mesmo tempo é um computador e que conectado pode receber livremente os sinais dos canais.
No painel “Ultra banda larga: por cabo ou wireless, ela chegou”, Henrique Washington, da Accenture, previu a massificação da banda larga no Brasil em cinco anos. A ultra banda larga não será utilizada para serviços de e-mail, por isso é necessário desenvolver um pacote de serviços com foco em vídeos em alta resolução, como games, a fim de gerar demanda pelo serviço. As previsões dão conta de que a futura casa digital demandará entre 25 e 100 Mbits/segundo. Para Virgílio Amaral, da TVA/Telefonica, a ultra banda larga levará as operadoras a reavaliarem seus modelos de negócios.

*Perrone é editor da Revista da SET

Revista da SET – ANO XXI – N.109 – 2009