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A Internet of Everything deve gerar lucros de US$ 613 bilhões em 2013

Nº 133 – Maio/Junho 2013

Por Fernando Moura

Líderes empresariais acreditam que o mercado de trabalho, os salários e a segurança da informação irão melhorar com a Internet de Todas as Coisas (IoE – Internet of Everything). No Brasil espera-se que a IoE gere ganhos de US$ 17,3 bilhões em 2013.

Segundo a Cisco, a IoE permitirá que empresas do setor privado gerem pelo menos US$ 613 bilhões em lucros globais em 2013, de acordo com a pesquisa de índice de valor da IoE da Cisco (IoE Value Index). O relatório concluiu que as empresas que otimizarem as conexões entre pessoas, processos, dados e coisas, para se tornarem mais eficientes e criarem novas experiências para os clientes, gerarão lucros maiores.
O estudo realizado junto a 7.500 empresas mundiais e líderes de TI em 12 países relata, explica o comunicado, que os Estados Unidos, a China e a Alemanha devem obter o maior valor em 2013. Porém, o estudo concluiu também que as empresas poderiam quase dobrar esses lucros por meio da adoção de práticas de negócios, abordagem de clientes e tecnologias que aproveitassem a IoE. Embora a IoE já oriente os lucros das empresas do setor privado, estima-se que US$ 544 bilhões adicionais poderiam ser obtidos se as empresas ajustassem suas estratégias para aproveitarem melhor a IoE.
“A Internet de Todas as Coisas tem potencial para reformular consideravelmente nossa economia e modernizar os principais setores. A questão é quem sairá na frente e irá prosperar nessa nova economia. Este estudo nos mostra que o sucesso não será baseado na localização ou tamanho da empresa, mas sim em quem se adaptará mais rapidamente”, diz Rob Lloyd, presidente de desenvolvimento e vendas da Cisco. Segundo o estudo, 69% das empresas declararam que pensam que o mercado de trabalho mundial permaneceria igual ou melhoraria por causa da IoE, e 89% pensam que os salários aumentariam ou permaneceriam iguais.
Além disso, os líderes empresariais acreditam que a Internet de Todas as Coisas ajudará a gerar uma melhor segurança da informação – uma indicação de que eles compreendem a importância da segurança e da privacidade no crescimento da IoE. 50% dos líderes empresariais declararam que a IoE aumentaria a segurança, enquanto 26% pensam que não haveria mudanças. Os 12 países que participaram do estudo, que representam quase 70% do Produto Interno Bruto mundial,os Estados Unidos esta em primeiro lugar com US$ 253 bilhões, seguido da China com US$ 76,9 bilhões.O Brasil se ubicou no 10º lugar com US$ 17,3 bilhões. A Internet de Todas as Coisas é a conexão em rede de pessoas, processos, dados e coisas, e o valor cada vez maior que ocorre quando “tudo” se encontra na rede. Várias transições de tecnologia – incluindo a Internet das Coisas, mobilidade crescente, a urgência pela computação em nuvem e a importância cada vez maior do big data – estão se reunindo para possibilitar a IoE.
Segundo a Cisco, “estamos nas etapas iniciais de desenvolvimento da Internet de Todas as Coisas, mas as empresas têm grandes incentivos para se adaptarem e utilizá-la. Durante a próxima década, US$ 14,4 trilhões em lucros podem ser obtidos pelas empresas que tirarem proveito da IoE para criar novo valor, ou para obtê-lo de concorrentes que não se adaptam de forma rápida e eficiente para lançar mão das novas inovações”, finaliza o comunicado.
http://internetofeverything.cisco.com

Fernando Moura
Revista da SET
fernando.moura@set.org.br