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A cobertura da Copa das Confederações 2013 no padrão FIFA

A FIFA realizou no Brasil a Copa das Confederações 2013, evento teste para a Copa do Mundo 2014. Para a realização das transmissões ao vivo da competição chegaram ao país de diferentes partes do mundo mais de 700 profissionais da HBS com equipamentos de captação e emissão broadcast que foram distribuídos nas seis cidades- sede da competição. O balanço da TV FIFA e da HBS é positivo, já que tiveram uma contratação recorde dos serviços de transmissão do evento. Os jornalistas da Revista da SET estiveram nos estádios de Salvador e Belo Horizonte, duas das seis sedes da competição, acompanhando as transmissões e nesta reportagem mostram como é feita uma transmissão no denominado “padrão FIFA”.

Nº 134 – Julho 2013

Por Flávio Bonanome e Fernando Moura

REPORTAGEM

Copa das Confederações 2013 foi realizada em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, entre 15 e 30 de junho de 2013. A partir dessas cidades-sedes foram produzidos 16 jogos que foram transmitidos a pelo menos 202 países que adquiriram direitos de mídia da FIFA, transformando-se em um dos eventos com maior audiência no mundo chegando a recordes no Brasil e Espanha, entre outros.
Assim, a final disputada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, entre Brasil e Espanha no dia 30 de junho de 2013 alcançou, segundo a FIFA, uma audiência de “mais de 69,3 milhões de pessoas em países como Alemanha, França, Estados Unidos e China, o que significa um aumento superior a 11 milhões de espectadores em comparação com a audiência nesses mercados na final da edição de 2009, disputada na África do Sul”. No Brasil não foi diferente, “42 milhões de brasileiros assistiram ao vivo à final”, afirma a FIFA que assegura que esta foi “quase 50% maior que na final da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Desse número, 36,7 milhões de pessoas acompanharam a cobertura pela Rede Globo, enquanto a Bandeirantes teve 5,3 milhões de espectadores”.
Como em todos os eventos da FIFA, a FIFA TV entrega a produção, captação e roteamento do sinal dos jogos à HBS (Hosting Broadcast Services), uma empresa ligada à FIFA que cuida de todos os procedimentos técnicos no que diz respeito à geração, processamento e emissão de imagens. Formada por um grupo de técnicos de diversos países – na Copa das Confederações mais de 700 profissionais – a empresa administra um pool de prestadores de serviços para que toda a operação técnica que garante a ação que acontece no gramado chegue com qualidade impecável até o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBCC, na sigla em inglês), neste caso, instalado no Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A FIFA explica em comunicado que a estratégia da organização de assumir a distribuição e a comercialização dos direitos de televisão e de multimídia e de terceirizar os aspectos operacionais dos serviços de geração do sinal internacional foi um sucesso.
“Isso aumentou a distribuição dos direitos de mídia e criou uma estrutura estável, flexível e aberta para melhor servir às emissoras. A larga experiência da HBS, bem como seu conhecimento prévio dos serviços operacionais em eventos da FIFA, também tem contribuído para esse propósito”, disse o comunicado publicado no site oficial do evento.
Segundo dados da FIFA, houve na Copa das Confederações, além dos profissionais da HBS, 2740 profissionais de rádio e TV credenciados, 3340 profissionais de emissoras para 93 emissoras/entidades credenciadas no Brasil. Esses números provaram o crescimento do interesse mundial pelos mais diversos torneios internacionais da FIFA, disse em comunicado o diretor da FIFA TV, Niclas Ericson. “O interesse em transmitir a Copa do Mundo da FIFA é enorme, mas agora estamos vendo também uma demanda cada vez maior pela cobertura de todas as nossas competições”, declarou Ericson. “A Copa das Confederações da FIFA promete dar à milhões de pessoas em todo o mundo um verdadeiro aperitivo do que vem por aí no ano que vem, quando o Brasil receberá o maior espetáculo esportivo do planeta.”

Equipment Room Container, o novo modelo de roteamento de sinal da HBS foi testado com êxito no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte

Expertise estrangeira
A MediaLuso, divisão broadcast da empresa espanhola Media Pro, já tem no currículo dois mundiais da FIFA (Alemanha e África do Sul), uma Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol de Areia, campeonatos de futebol no Golfo Pérsico (Emirados Árabes Unidos, Qatar, Omã), diversas edições de jogos da Champions League, Liga portuguesa de futebol, e muitos outros eventos nos cinco continentes. “Essa expertise não diminui nem um pouco a pressão que é fazer este evento”, conta André Senos, responsável das unidades móveis da empresa na Copa.
“Fazer um jogo da FIFA é diferente da fazer um jogo de futebol comum. Há certos padrões de exigência em qualidade que precisam ser cumpridos à risca”, explica Senos. Apesar disso, o mais complicado não é exatamente o patamar técnico, mas a magnitude do evento e a cobrança pela ausência de falhas acabam sendo a grande dificuldade destas transmissões. “Na Champions League trabalhamos com um nível parecido, mas não tem a pressão de saber que é um evento que o mundo inteiro assiste”, explica.

Para Bornst Ulrich, operador da câmara posicionada no gramado, a 3 metros da línea as câmeras da Sony tem uma excelente performance em esporte. “Com elas a estabilidade é muito boa”

As unidades móveis da empresa vieram de navio diretamente de Portugal para atuar durante os jogos no Brasil. “E ai começaram os problemas”, brinca Senos. O primeiro desafio foi a famosa barreira burocrática enfrentada na alfândega do Porto de Santos. Como saindo do litoral paulista os carros tiveram que ir por estrada até as cidades-sede (percorrendo até 2.700 km), o atraso nos portos acabou fazendo os veículos chegarem em cima da hora para seus compromissos.
O segundo desafio foi o caminho em si. “Algumas estradas aqui no Brasil são um pouco instáveis, o que faz o caminhão vir chacoalhando o caminho todo”, afirma Senos. Resultado: diversos equipamentos desconectados e placas foras de lugar, sendo preciso abrir diversos gabinetes para inserir os slots corretos.
A equipe também se deparou com a incompatibilidade técnica. “Os padrões de tecnologia por aqui são bastante diferentes dos que usamos na Europa. A começar pela ciclagem da energia, que aqui é de 60 Hz (na UE o padrão é 50 Hz).
Depois disso ainda tem o fato de vocês usarem PAL-M e nós PAL, e ainda o frame rate de 29.9 quadros adotados no Brasil”, conta Senos. A solução para isso exige paciência: reconfigurar todos os equipamentos da UM (Unidade Móvel) para os padrões brasileiros. “O problema é que alguns equipamentos que usamos simplesmente não tem estas configurações, e daí precisamos confiar em conversores”, conta.

Mãos à obra
Para a emissão dos jogos em Brasília, Salvador e Recife, a MediaLuso contou com uma de suas Unidades Móveis HD transmitindo em 1080i, 29.94 ,a mesma usada em outros eventos esportivos de grande porte. “O sinal que captamos no estádio vem direto para a UM, é processado aqui e o distribuímos por satélite e fibra óptica até o IBCC em Belo Horizonte”, conta Senos.

Apesar de suas pequenas dimensões, a HDC-P1 oferece imagens Full HD. Três sensores full HD “Power HAD FX” de 2/3 de polegada e 2,2 milhões de pixels oferecem uma sensibilidade de F11 a 1080/50i e uma alta relação sinal-ruído de 55 dB. Duas foram utilizadas no Estádio do Mineirão na semifinal da Copa das Confederações 2013

Nesta captura, a empresa posicionou 20 câmeras Grass Valley, segundo o plano de câmeras exigido pela FIFA para este tipo de eventos esportivos. “Estamos usando 16 câmeras, LDK 8000, mais 4 câmeras LDK 8300 em três fases, que estão posicionadas entre a arquibancada e gramado”, conta. Questionado sobre a escolha do modelo das câmeras, Senos explica. “Temos grande história com a Grass Valley. Fizemos dois mundiais com as câmeras deles, e ficamos muito satisfeitos”.
Já para o áudio, a escolha foi os renomados microfones da dinamarquesa DPA. Foram 26 microfones, sendo 24 do modelo Omnidirecional 4071 e outros dois eram Shotguns 4017C R. “Em Portugal, somos representantes de vendas da DPA, e todos nossos clientes estão muito satisfeitos com a qualidade dos microfones. Então pensamos: por que não trazer isso para o mundial?”, comenta Senos. O áudio foi todo feito em estéreo LR.
Além de todo o equipamento, a MediaLuso ainda dispunha de 15 técnicos trabalhando em sua unidade móvel. Já os operadores de câmera eram terceirizados de outras empresas que já possuem parcerias com a HBS.
No Estádio do Mineirão, de acordo com a FIFA, cerca de 150 técnicos da HBS estiveram envolvido na transmissão, já que além da transmissão do evento foram realizados testes completos para a produção em 4K que poderão ser utilizados em jogos Copa do Mundo de 2014.
Aqui, parte do material foi diferente, a Sony, parceira oficial da FIFA no evento, entregou a HBS de 25 a 30 câmeras da série HDC, modelos top de linha em captação em Full HD para eventos esportivos. Por isso, a HBS utilizou para a captação dos três jogos realizados no estádio, em Belo Horizonte, as câmeras da Sony e a maioria das objetivas eram Fujinon.
No Mineirão foram utilizadas 29 câmeras, 11 a mais do que o plano de câmeras padrão no evento, posicionadas em 18 pontos estratégicos. Ainda, a HBS realizou alguns testes de emissão de Multi-Feed incluindo Clips Compilation Channels 1 & 2, com split de planos separador em Action e Emotion/Ultra Motion.
Destas, destaque para a posição 5, ou câmera 5 do plano de câmera, posicionada na linha central do campo, à 3 metros desta linha central. Nela foi utilizada uma câmera Sony HSC-300 que suporta aplicações versáteis para HD com uma alta qualidade de saída SD. Ela utiliza o circuito de conversão de 14 bit A/D, assim como, o CCD de 2/3 de polegada Power HAD FX que “pode oferecer alta qualidade de imagem”, disse à Revista da SET, Bornst Ulrich, operador de câmera da HBS recém-chegado ao Mineirão, vindo dos Estados Unidos.

Posição de ângulo inverso no Estádio do Mineirão durante a semifinal disputada entre o Brasil e Uruguai com uma objetiva Fujinon Digi Power 101. No plano de câmeras, além de mostrar o técnico do Brasil, Luis Felipe Scolari, esta câmera se encarregou de seguir os 3 principais jogadores do Uruguai (Diego Forlan, Luis Soares e Edison Cavani)

A HSC-300 oferece a operação com grandes lentes em conjunto com os adaptadores de lentes da Série HDLA-1500 da Sony. Estes adaptadores de lente possuem o design exclusivo “Quick Mount”, o que ajuda a maximizar a operabilidade da câmera, disse Ulrich.
Para esta posição foi escolhida uma objetiva para produção em campo XA99x8.4 UltraWide da Fujinon, uma das soluções para esportes mais relevantes apresentadas pela marca japonesa na NAB 2013. Com um zoom 99x, a XA99x UltraWide possui uma amplitude de focagem de 8.4 até 832 mm, e MOD de 2,9 m. Trabalha com a integração de um estabilizador de imagem recentemente desenvolvido pela marca que segundo os responsáveis da FujiFilm é fundamental para filmagens HD a longa-distância e com movimentos rápidos como os que acontecem em eventos esportivos.

Minutos antes do inicio do jogo entre Brasil e Uruguai a TV FIFA realiza a apresentação mundial do jogo para o seu canal web no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte

No plano de câmeras foram incluídas duas steady- -cam, Sony HDC-P1m uma câmera compacta Full HD de múltiplos propósitos e 2/3’ que segundo os responsáveis da HBS consultados pela reportagem da Revista da SET é “ótima” para ser utilizada em steady-cam por ser uma “caixa” com a “flexibilidade de capturar imagens de qualquer lugar e ao mesmo tempo oferecer a mais alta qualidade de imagens Full HD para uso independente ou em integração transparente com conteúdo de câmeras de tamanho maior”, disse um dos operadores de steady-cam enquanto fazia os últimos ajustes ao dispositivo no gramada do Mineirão.
Pesando apenas 1,36 kg, permite uma fácil instalação em áreas com pouco espaço, seu corpo extremamente fino de 86 mm a torna ideal para ser utilizada em dispositivos de steady-cam suportando formatos de gravação, que incluem 1080/59.94i 1080/50i e 720/59.94P, 720/50P com recursos 23.98PsF, 24PsF, 25PsF e 29.97PsF disponíveis via atualização opcional de software.
Antes do jogo realizado no dia 26 de junho de 2013 entre Brasil e Uruguai, a HBS realizou o seminário “HBS’ 2014 FIFA World Cup Brazil TV Director”, com a presença dos diretores de TV, Thomas Sohns, John Watts, Wolfgang Straub, François Lanaud, Knut Fleischmann, Jean-Jacques Amsellem, Jamie Oakford, Grant Phillips para discutir e analisar a metodologia de trabalho a ser utilizada na próxima Copa do Mundo.

Câmera super slow motion e objetiva Canon Digi Super 100 XS posicionada na arquibancada do Mineirão à 12 metros do gramado para captar situações de impedimento e seguir os principais jogadores do ataque do Brasil na primeira parte da primeira semifinal da Copa das Confederações 2013

O Estádio Mineirão, sede em Belo Horizonte, foi o centro de testes HBS, com o Centro de Coordenação de Difusão Internacional (IBCC) também hospedado ao lado do estádio. Um total de 11 câmeras adicionais, na parte superior do plano de 18 câmera padrão, foram testadas e avaliadas ao longo de três jogos agendados para o local. Além disso, várias vertentes do conceito de multi-alimentação foi demonstrado no Estádio Mineirão – incluindo os clipes de compilação em Canais 1 e 2 que agora dividem planos separados de Ação e Emoção / Ultra Motion.
Ainda em Belo Horizonte, a HBS testou exaustivamente, segundo explicou a empresa em comunicado, o Equipment Room Container (ERC), que vinha sendo trabalhado desde o mundial da África do Sul. O contêiner foi montado na Alemanha pelos engenheiros da HBS após terem sido adquiridos os equipamentos dos principais fornecedores do setor. Os milhares de cabos (coaxiais, Ethernet, áudio etc.) utilizados na ERC foram testados e conectados às cabeças de rede do evento para analisar os seus resultados. Uma vez completado o teste, os cabos foram desconectados da sala de operações da IBCC, mas a ERC continuou em funcionamento para experimentar algumas outras funcionalidades do sistema.
Segundo explica o HBS, o ERC é um equipamento independente do “HBS House”, situado no TV Broadcast Compound, de onde se emitiu o sinal internacional da competição dos 16 jogos realizados na Copa das Confederações aos mais de 200 países detentores de direitos de transmissão. Esse novo equipamento poderá ser de grande utilidade porque irá permitir a HBS transportá-lo aos diferentes eventos. Para que o sistema funcione e não tenha problemas, os engenheiros da HBS criaram um sistema de airlocks (despressurização) e controle de airflow (ar) que facilita o fluxo de ar e temperatura e o controle de umidade e lida com as diferenças potencialmente significativas que possam existir de um local para outro.
Segundo os responsáveis da HBS, os resultados da experiência foram excelentes, a performance do equipamento foi exatamente a que tinha sido projetada pelos engenheiros da empresa, o que permitirá que o projeto se concretize. Assim, a HBS confirmou que o contêiner “usado no IBBC de Belo Horizonte será utilizado como uma unidade de back-up na Copa do Mundo de 2014 e 12 novos contêineres serão construídos” para serem utilizados nas cidades-sedes da próxima Copa do Mundo a realizar-se no Brasil.

Anel óptico
Levando em conta o tamanho continental do Brasil, o percurso do sinal não era nada simples, uma vez que o IBCC estava localizado em Belo Horizonte, enquanto alguns jogos aconteciam em Brasília, Recife ou Salvador, por exemplo. Para essas três cidades-sede, a HBS contou com os trabalhos de uma veterana no assunto, a MediaLuso, uma das empresas do grupo espanhol Media Pro.
Para poder unir as seis cidades-sede com Belo Horizonte foi preciso a construção de um anel de fibra óptica construído pela Telebras e “que garantiu a transmissão de dados e imagens dos estádios ao Centro Internacional de Coordenação de Transmissão da FIFA sem registrar nenhum incidente”, explicou a Telebras. Do centro da FIFA, essas imagens foram distribuídas pelas emissoras de TV para todo o mundo.
Nesse anel óptico de mais de 10 mil km interligando todos os seis estádios participantes, a Telebras utilizou links com capacidade total de 100 Gbps “garantindo uma transmissão segura e de alto padrão internacional. A tecnologia utilizada pela Telebras para iluminar as fibras é o DWDM (Dense Wavelengh Division Multiplexing), com equipamentos desenvolvidos no país, e que permite a transmissão simultânea de diversas programações em alta definição (HDTV)”.

Unidades móveis e uplinks das emissoras brasileiras (TV Globo e TV Bandeirantes) no TV Broadcast Compound do Estádio do Mineirão antes do jogo que levaria o Brasil à final da Copa das Confederações 2013

Um balanço realizado pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, diz que a Copa das Confederações foi um grande desafio para a empresa, ela dinamizou e deu vitalidade aos projetos para ampliação da rede e oferecimento de um serviço cada vez melhor. “Proporcionou também uma projeção da imagem da Telebras com padrão internacional de prestação de serviço de telecomunicações”.
Segundo Caio, os serviços prestados pela Telebras estiveram dentro das especificações da FIFA, que é extremamente rígida nas suas exigências. “A Telebras se equiparou, em pouco menos de três anos, a todas as outras operadoras existentes no país, o que foi um avanço extraordinário”, destacou.
Segundo os responsáveis da estatal brasileira, a rede da Telebras pode ser dividida em duas partes: a primeira é a rede de longa distância, que interliga as diferentes capitais e já é utilizada pela operadora para as ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Hoje, essa rede já conta com mais de 25 mil km de extensão, dos quais mais de 10 mil km compõem o anel que interliga as seis cidades-sede da Copa das Confederações.
A outra se refere às redes dentro das cidades, ou redes metropolitanas. Previstos inicialmente no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), novos trechos ligam a rede nacional da Telebras aos estádios e demais pontos de interesse da Copa das Confederações e Copa do Mundo. O Governo Federal prevê investimentos de até R$ 200 milhões nessas redes metropolitanas que, após a Copa, continuarão sendo da Telebras e permitirão a expansão das ações do PNBL nas principais regiões metropolitanas brasileiras.
Até o momento, os investimentos da Telebras nas redes metropolitanas já chegaram a R$ 60,16 milhões. Um ponto peculiar da rede provida e operada pela Telebras é “que ela tenha uma qualidade muito superior à praticada hoje no mercado brasileiro. Os requisitos técnicos da FIFA exigem, por exemplo, que a rede tenha uma disponibilidade
de 99,99%, o que significa que a transmissão só pode ter algum tipo de falha durante 0,01% do tempo de transmissão”, explica a estatal em comunicado.

TV Broadcast Compound no Estádio do Mineirão, antes da primeira semifinal da Copa das Confederações 2013 realizado no dia 26 de junho de 2013

Copa do Mundo de 2014
Na feira World Broadcaster Meeting (WBM), realizada em abril passado na capital fluminense, a FIFA mostrou uma série de serviços multimídia projetados para a Copa de 2014. E como já estava determinado, se reconfirmou que no mundial do Brasil, o IBCC terá sede no RioCentro, no Rio de Janeiro.
Nesta feira, o CEO da HBS, Francis Tellier, tinha afirmado ao site oficial da FIFA que “a produção da Copa do Mundo da FIFA vai ser absolutamente excepcional”, e que a Copa das Confederações “serviria para eliminar as últimas dificuldades relacionadas às grandes distâncias entre as sedes e às últimas instalações de infraestrutura no país-sede”.
O que foi confirmado no fim das reuniões de avaliação da Copa das Confederações realizadas no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 01 e 03 de julho passado, entre a FIFA, o Comitê Organizador Local e o Governo Federal, quando o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, explicou que a competição teve “sessões muito construtivas”. “Identificamos as principais lições aprendidas em cada área operacional e avaliamos o que pode ser melhorado para a Copa do Mundo da FIFA, que começa daqui a 342 dias, em São Paulo”.
“Agora estamos trabalhando com as 12 cidades-sede para implementar as principais lições tiradas com vista à preparação para 2014 e para os eventos auxiliares, como o Sorteio Final e o Seminário das Equipes, para garantir que possamos organizar a melhor Copa do Mundo do ponto de vista operacional “, disse Valcke ao fifa.com.
www.fifa.com
www.medialuso.grupotv.com.pt
www.hbs.tv

Flávio Bonanome
Redação: Revista da SET
flavio.bonanome@set.org.br

Fernando Moura
Redação: Revista da SET
fernando.moura@set.org.br