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O futuro da produção de TV discutido no Congresso SET

Profissionais de vários cantos do mundo discutiram o futuro dos formatos 4K e 8K, seus workflows e formatos no segundo dia do Congresso SET

A palestra “Produção 4K/8K”, moderada por Celso Araújo (SET) realizada no segundo dia da 26ª  edição do Congresso SET, realizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) gerou muito expectação nos congressistas mostrando que o futuro da indústria caminha para formatos em 4 e 8K.

Para Celso Araújo é muito importante mostrar os avanços e estabelecer a evolução do 4K, a sua aplicação na área de produção, os avanços para a produção ao vivo e as influências nas mudanças no mercado de produção e distribuição de conteúdo criadas devido aos novos formatos.

Matthew Goldman (SMPTE/ Ericsson) disse na palestra “O que torna UHDTV uma experiência de visualização envolvente” que vários aspectos importantes do 4K UHDTV surgiram em 2013 e 2014. Algumas discussões ocorreram sobre o afastamento correto, em relação à tela, para melhor visualização e percepção da alta qualidade da resolução do 4K UHDTV, que demandaria que fosse maior do que as telas comuns para os espaços domésticos. Contudo, existem outras considerações mais importantes do que a resolução da imagem para uma experiência de profunda imersão pelo telespectador.

Na palestra, “trabalhando com workflows desde 4K até 6K nativos”, Gustavo Brunser (ADOBE) afirmou que “para a empresa está claro que a TV esta mudando” para uma “plataforma network”, disse Gustavo Brunser, e um exemplo disso é o youtube que já tem um “workflow completo em 4K na internet” por isso “na Adobe percebemos que muitos clientes estão começando a criar o workflow nativo em 4K e precisamos fornecer isso” e ter um “suporte nativo neste formato”.

Brunser explicou como é possível ingestar e editar em formato nativo imagens em 4K nos sistemas da marca e quais os seus principais benefícios para a indústria. “o importante de trabalhar em formato nativo, é não perder qualidade”.

Para continuar a mesa, e desta vez dedicar tempo ao conteúdo em 4K, Gustavo Marra  (ATEME) trouxe exemplos de como é possível transportar os conteúdos gerados pelos broadcasters na conferência “HEVC & Conteúdo entrelaçado para Broadcast”. Um exemplo disso “foi a Copa do Mundo que foi transmitida em HEVC que permitem compressão suficiente para poder transmitir de 15 a 25 megabits”.

O HEVC “foi pensando para video progressivo, mas que este tipo de codec pode ser utilizada em sistemas HD em entrelaçado que ainda são mais de 75% de produção”. Para Marra, este “codec reforçou o H.264/HEVC e já temos padronização para distribuição, estamos esperando o que vai passar com a contribuição”.

O Congresso terá 44 sessões e 220 palestrantes distribuídos em 4 auditórios simultâneos, em um fórum que congrega um grupo seleto de mais de 1.600 profissionais que discutem as questões mais relevantes do setor intensamente durante um período de 4 dias.

O evento reúne de 24 a 27 de agosto de 2014 no Pavilhão Azul do Centro de Convenções e Exposições Expo Center Norte em São Paulo, especialistas do Brasil, Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina, que discutem os principais aspectos da produção, transmissão e distribuição em TV, além de temas relacionados a vídeo, cinema, rádio e internet. Entre os temas destacados está o switch-off da TV, as interações entre TV e Internet, os desenvolvimentos tecnológicos da Copa do Mundo e muitíssimos outros temas de atualidade da indústria.

* Por Fernando Moura, Revista da SET

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